O início de um novo ano é frequentemente encarado como uma oportunidade para recomeçar, estabelecer metas e renovar esperanças. No contexto da psicologia cognitivo-comportamental (PCC), esta fase é vista como um momento propício para refletir sobre padrões de pensamento e comportamento, promovendo mudanças que podem melhorar o bem-estar e a qualidade de vida.
Continue a ler “Transforme Resoluções de Ano Novo em Ações Concretas”Mês: Dezembro 2024
Natal: Época de Reunião e Construção de Memórias
O Natal é, por excelência, um momento de união e celebração. Mais do que os presentes ou as luzes brilhantes, esta época destaca-se pelo que tem de mais precioso: a oportunidade de reunir a família, fortalecer laços e criar memórias que permanecem ao longo da vida.
À volta da mesa de Natal, as gerações encontram-se. É um tempo em que o presente e o passado se cruzam em histórias partilhadas, tradições mantidas e momentos únicos. Os mais velhos recordam Natais de outros tempos, recriam-se receitas, rituais e as crianças descobrem a magia desta festa. Cada prato servido, cada ornamento no pinheiro e cada canção cantada, têm o poder de unir os corações e construir uma herança emocional que atravessa gerações.
Continue a ler “Natal: Época de Reunião e Construção de Memórias”Efeitos Emocionais e Físicos das Perturbações Alimentares
As perturbações do comportamento alimentar (PCA), como a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a perturbação de ingestão compulsiva, são condições psiquiátricas graves que afetam não apenas o corpo, mas também a mente. Estas patologias caracterizam-se por uma relação disfuncional com a alimentação, com a imagem corporal e com a autoestima, estando frequentemente associadas a um sofrimento emocional intenso e a complicações físicas significativas.
Do ponto de vista emocional, os pacientes com PCA vivem num estado constante de conflito interno. A obsessão pelo controlo do peso e pela aparência física é muitas vezes impulsionada por padrões culturais irrealistas, mas também por vulnerabilidades psicológicas preexistentes, como baixa autoestima, ansiedade ou depressão. Este ciclo de autoexigência e autocrítica perpetua sentimentos de culpa e vergonha, que agravam o isolamento social. Os indivíduos com anorexia nervosa, por exemplo, podem experienciar um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão perigosamente abaixo do peso. Já na bulimia nervosa, os episódios de ingestão compulsiva, seguidos por comportamentos compensatórios como o vómito autoinduzido, alimentam uma sensação de perda de controlo e de autoaversão.
Continue a ler “Efeitos Emocionais e Físicos das Perturbações Alimentares”Parentalidade Positiva e os Perigos da Positividade Tóxica
Nos últimos anos, a parentalidade positiva ganhou destaque como um modelo que valoriza o respeito mútuo, a empatia e o fortalecimento do vínculo entre pais e filhos. Este enfoque procura afastar-se das práticas autoritárias ou punitivas, incentivando a uma abordagem mais acolhedora, onde as emoções das crianças são validadas e as dificuldades são encaradas com compreensão. No entanto, é essencial distinguir entre parentalidade positiva e o fenómeno crescente da positividade tóxica, que pode minar os próprios objetivos deste estilo parental.
A parentalidade positiva baseia-se na ideia de que as crianças aprendem melhor em ambientes onde se sentem seguras emocionalmente. Ao invés de gritos ou castigos, promove-se a comunicação aberta, a resolução colaborativa de problemas e o encorajamento em lugar da crítica. Esta abordagem ajuda a criança a desenvolver a autoconfiança, as competências emocionais e e um sentido saudável de responsabilidade. No entanto, a aplicação da parentalidade positiva exige equilíbrio e autenticidade, evitando cair-se na armadilha da positividade tóxica.
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