Velhos ou envelhecidos?

O envelhecimento é um processo inexorável que ocorre desde o nascimento até à morte e que pressupõe um conjunto de transformações do organismo, tanto a nível fisiológico como psicológico. Consiste na diminuição progressiva das funções cognitivas, físicas e motoras. A velhice por sua vez, não tem apenas a ver com os efeitos da passagem do tempo no organismo, mas também com a forma como o indivíduo se vai adaptando psicologicamente às transformações inerentes à passagem dos anos.

Parece consensual que distinguir envelhecimento de velhice faz muito sentido. Pode parecer um “lugar-comum” dizer que há velhos de 40 anos e jovens de 80, mas de facto a forma como o indivíduo enfrenta as dificuldades, resolve os problemas, escolhe estratégias que lhe permitem viver melhor e sobretudo, a forma como se relaciona com os outros e como mundo, leva-me a considerar que não é apenas a idade cronológica, as rugas e outras alterações do aspecto físico do indivíduo, que determinam o que é ser um velho. Ser velho, correlaciona-se fortemente com a perda de capacidades que permitam ao individuo manter-se auto suficiente, quer a nível físico como mental, mas também com a perda da capacidade de sonhar e de projetar o futuro.

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Perturbação de uso de tabaco

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – DSM-V, as perturbações relacionadas com substâncias e perturbações aditivas englobam 10 classes de drogas, entre as quais se inclui o tabaco. À semelhança de outras substâncias, o tabaco ativa diretamente o sistema de recompensa do cérebro, que está envolvido no reforço de comportamentos e na produção de memórias.

O uso de substâncias psicoativas ativa diretamente o sistema de recompensa e produz uma sensação de prazer. Os indivíduos com níveis mais baixos de autocontrolo, podem estar particularmente vulneráveis ao desenvolvimento de perturbações do uso de substâncias, ao invés de conseguirem a ativação do sistema de recompensa, apenas por meio de comportamentos adaptativos, como seria desejável. Foquemo-nos então na substância tabaco. O tabaco é uma droga legal e socialmente aceite o que a torna mais perniciosa do que à partida se poderia pensar. Habitualmente de início precoce, o consumo de tabaco faz parte da integração de alguns adolescentes no grupo, bem como da sua afirmação enquanto indivíduos. Parece haver uma diferenciação de género, sendo que tendencialmente as raparigas iniciam hábitos tabágicos para expressarem rebeldia e autoconfiança, enquanto os rapazes parecem utilizar esses hábitos como mecanismo compensatório para a sua insegurança social. Estes hábitos adquiridos em idade precoce, para além das conhecidas consequências negativas ao nível respiratório e cardiovascular, entre outros, podem ainda escalar para um problema de saúde mental – um comportamento aditivo.

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Socorro, sou um adolescente!

Ao atingir a puberdade, as crianças experienciam grandes e rápidas mudanças físicas, emocionais e sexuais, sobre as quais não têm controlo. Estas mudanças requerem uma adaptação e uma compreensão das mesmas, sendo por vezes difícil ao adolescente lidar com o seu corpo e com os seus pensamentos, o que pode conduzi-lo a sentimentos de ansiedade mas também ao isolamento social.

Perante algumas questões como “será normal a minha aparência’” ou “o que é que os outros pensam de mim?”, o adolescente toma consciência de si mesmo mas também pode sentir alguma angústia, pela inevitabilidade das mudanças com as quais está a ter que lidar, sem que muitas vezes esteja preparado para tal. Por vezes, a segurança e as certezas da infância parecem desaparecer, dando lugar á incerteza e à ansiedade. Estes sentimentos são normativos, desde que o jovem consiga manter a sua funcionalidade a aos poucos, adaptar-se a um novo corpo, a um novo modo de estar e de se sentir. Porém, alguns adolescentes, pelas suas características, demoram mais tempo a fazer essa adaptação, com custos elevados no seu bem-estar pessoal, familiar e relacional.

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A psicologia diferencial e os seus antecedentes

A psicologia diferencial é o campo da psicologia que estuda as diferenças individuais e as diferenças inter grupos, em variáveis psicológicas. Existem três grandes domínios de investigação em psicologia diferencial: as diferenças individuais, as variedades das diferenças psicológicas inter grupos e a explicação das diferenças psicológicas.

A psicologia diferencial nasce de um conjunto de antecedentes, inerentes tanto a outros campos científicos como a um contexto social específico. No que diz respeito aos antecedentes históricos, podemos referir a filosofia, a astronomia, a psicofísica, a psicologia científica, a biologia e a estatística. A filosofia teve uma influência direta e foram vários os filósofos e as escolas de pensamento que contribuíram para o surgimento da psicologia diferencial: Platão, Aristóteles e Hipócrates, entre outros. De um modo geral, os principais contributos da filosofia têm a ver com a constatação das diferenças individuais, com as tentativas de explicar e/ou classificar essas diferenças, mas também com a polémica que se instalou entre o Inatismo de Platão e o Empirismo de Locke.

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Crianças, regras e limites

O estabelecimento regras e limites e o cumprimento dos mesmos, é fundamental para um bom desenvolvimento infantil, uma vez que facilita a aquisição de competências relacionais. Respeitar limites, ensina a criança a compreender a importância das regras sociais e potencia a sua autorregulação, promovendo o seu adequado relacionamento com os vários elementos dos contextos em que a criança está inserida.

São os adultos, na sua relação com as crianças, que lhes ensinam o que são e quais são, os limites de cada interação. Através da observação e imitação dos comportamentos dos adultos, as crianças aprendem com as reações e respostas dos mesmos perante os seus comportamentos e atitudes. No exercício da parentalidade, os pais devem ensinar mais do que punir, ou seja, em vez de agredir, ameaçar ou castigar a criança perante um comportamento desadequado, os pais devem chamar a atenção para o que está errado, no momento certo e logo que possível ensinar qual seria o comportamento adequado para a aquela situação. Assim, a criança tem a oportunidade de compreender o que fez mal e de aprender como fazer de forma correta, ou seja, de acordo com o que é esperado pelas normas da convivência familiar, cultural ou social.

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Regresso à escola e ansiedade

O mês de Setembro trás consigo o final das férias e o regresso à escola. Depois de algum tempo de descanso, descontração e alívio das responsabilidades letivas, o reinício de um novo ano escolar pode apresentar desafios, por vezes vividos com alguma ansiedade, quer pelas crianças, quer pelos pais ou educadores.

O regresso às aulas apresenta-se habitualmente como um momento muito esperado pela maioria das crianças, um vez que tem associado o reencontro com amigos, o conhecer novos colegas e ainda o entusiasmo pela descoberta dos professores e dos conteúdos de um novo ano letivo. Neste ano de pandemia, em que tanto a intermitência da permanência física na escola como a consequente adaptação a diferentes formas de exposição dos conteúdos, por parte dos professores, foi uma constante, muitas crianças anseiam o retomar da normalidade a que estavam habituadas ou aquela que lhes era anteriormente apresentada. Assim sendo, é expectável que para muitos alunos este recomeço seja um momento muito aguardado, embora ao mesmo tempo, potencial gerador de alguma ansiedade. Por outro lado, o ainda “fantasma do Covid-19” que paira sobre as nossas cabeças pode contribuir para um crescente estado ansioso, pelo receio de poderem contrair ou transmitir a doença.

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Ansiedade e faculdade, uma associação normativa

O momento em que os jovens terminam o enino secundário é um marco nas suas vidas. Aqueles que optam por continuar a sua formação em meio académico, enfrentam um grande desafio, desde o momento em que se candidatam, já para não falar, da por vezes difícil tomada da decisão acerca do curso e da instituição de ensino superior que irão escolher mas também até saberem se foram colocados, onde e em que curso. Tudo isto pode ser naturalmente, gerador de ansiedade.

A ansiedade é uma resposta natural do organismo a uma situação de alarme, medo, surpresa, desafio ou novidade. Por norma, aquilo que não conhecemos ou controlamos, pode provocar-nos ansiedade. É uma emoção normativa e por vezes muito protetora e adaptativa, no entanto, a ansiedade intensa e associada a sensações de angústia e a sintomas fisiológicos, pode tornar-se incapacitante e conduzir a patologia, causando um mal-estar significativo e pondo em causa a funcionalidade do indivíduo. A eminência da mudança, de um meio escolar conhecido e na maioria das vezes confortável, para ingressar no ensino universitário, novo e desconhecido, pode levar a uma expetativa apreensiva e causar sentimentos de ansiedade relacionados com a necessidade de adaptação ao contexto e ás vivências académicas.

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Perda, luto e emoções

O luto é a reação emocional a uma perda. Quando essa perda se refere a um ente querido toma particularidades que se prendem com as características individuais do enlutado, do contexto em que aconteceu o óbito, do tipo de relação entre ambos, da fase da vida em que cada um se encontra e de mais um conjunto de fatores específicos que podem ser facilitadores ou não do decorrer do processo de luto.

O luto corresponde a um período particularmente difícil, com uma exigência elevada do ponto de vista emocional. É um período de transição onde se operam mudanças nas nossas rotinas mas também nas nossas expectativas. Cada um de nós, passa por cada processo de luto de forma única, manifestando a sua dor de diferente forma, intensidade e duração. Com o passar do tempo e por vezes com acompanhamento psicológico adequado no sentido de ajudar a compreender as diferentes fases deste processo, a pessoa enlutada poderá retomar as suas atividades, elaborar novas rotinas, desenvolvendo uma maior capacidade de adaptação á nova realidade de forma a conviver de forma saudável com as suas lembranças.

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Síndrome pré-menstrual

A perturbação disfórica pré-menstrual, habitualmente conhecida como síndrome pré-menstrual ou até depressão pré-menstrual (DPM), é um problema que afeta um número significativo de mulheres em idade fértil e que pode ter um impacto muito significativo na sua funcionalidade e no seu bem-estar.

A perturbação disfórica pré-menstrual manifesta-se na maioria dos ciclos menstruais, com alguns sintomas que ocorrem na semana final antes do início da menstruação, começando a melhorar poucos dias depois do início da menstruação e tornando-se mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual. Esses sintomas podem incluir instabilidade emocional, mudanças súbitas de humor, irritabilidade ou raiva que podem potenciar conflitos relacionais, sentimentos de desesperança, ansiedade, tensão muscular, diminuição do interesse por atividades habituais, dificuldades de atenção ou concentração, falta de energia, cansaço, dificuldades de sono, alterações do apetite (ex. avidez por um alimento específico ou, pelo contrário, náuseas) ou ainda dificuldades de autorregulação e de autocontrolo. Os sintomas podem também ser físicos, como dor ou inchaço dos seios, dores articulares, inchaço abdominal ou aumento do peso.

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Adolescentes e fobia social!

Na adolescência, o medo da avaliação dos outros é um aspeto de certo modo normativo. O grande problema é que esse medo pode tornar-se incapacitante, com prejuízo no desempenho e na funcionalidade do jovem. Nestes casos estamos perante um problema de fobia social.

Estima-se que a fobia social tenha uma prevalência de aproximadamente 0,9% em crianças e 1,1% em adolescentes, sendo este um período crítico para o desenvolvimento desta perturbação. Dos critérios de diagnóstico, destacam-se o medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais e de desempenho, nas quais o adolescente está exposto a pessoas desconhecidas ou à possível observação de outras pessoas. O jovem receia poder vir a comportar-se de modo humilhante ou embaraçador e teme revelar os sinais da sua ansiedade A exposição à situação social temida provoca quase sempre um medo muito angustiante, que pode, em casos mais extremos, chegar à forma de um ataque de pânico situacional. Num caso de fobia social, o adolescente reconhece que o medo é excessivo ou irracional, no entanto tem enorme dificuldade em gerir as suas emoções de forma a enfrentar ou a ultrapassar a situação.

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