Família

A família é habitualmente pensada como o contexto onde nascemos, vivemos e morremos, sendo que durante o ciclo de vida, a família se vai alterando. A família de origem, tal como o nome indica, dá origem ao indivíduo e a laços familiares, que embora se mantenham para sempre, assumem diferentes papéis no decorrer do ciclo de vida.

A família constitui-se como o espaço privilegiado de aprendizagens e de desenvolvimento, através das interações entre os diferentes membros. É em contexto familiar que acontece a primeira vivência dos afetos, o desenvolvimento da comunicação (verbal e não-verbal) e as primeiras experiencias de “exploração do mundo”. É através das interações familiares, numa cadência alternada de emoções positivas com emoções negativas, que o indivíduo desenvolve o seu sentimento de pertença e filiação. A família, enquanto grupo social e institucional relativamente estável, representa a base da vida social. Cada família é constituída por um conjunto de elementos únicos ligados por um conjunto de relações particulares e que se mantém em contínua interação com o exterior.

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Entender as birras

A birra é a expressão de uma variedade de sentimentos, pelo que, para a compreender, é necessário entender a sua relação com esses mesmos sentimentos, com o temperamento individual e com as características globais do ser humano, designadamente as etapas do desenvolvimento (Cordeiro, 2011).

A idade típica para o aparecimento das birras, com maior ou menor intensidade, é aos 18 meses, no entanto, pelas suas características individuais, algumas crianças manifestam-nas mais cedo. Por outro lado, por volta dos 4 anos, estas tendem a cessar. Fazer birras é transversal aos dois géneros, sendo que meninos e meninas, especialmente entre os dois e os três anos, tendem a expressar-se dessa forma. As birras coincidem com a fase do desenvolvimento em que a criança adquire mais autonomia e procura dominar o meio que a envolve. É habitualmente um período em que a criança não possui ainda mecanismos internos para lidar com a frustração e com as contrariedades, em que a sua linguagem verbal é ainda limitada e não tem ainda capacidade para entender o conceito de futuro de modo a conseguir adiar a satisfação das suas vontades. As crianças com mais de 3 anos podem recorrer às birras para chamar a atenção dos adultos e satisfazerem os seus desejos através da manipulação.

As birras, ocorrências emocionais normalmente breves mas intensas, caracterizam-se por choro, gritos, rigidez corporal, pontapés, espernear no chão e por vezes bater com a cabeça, podendo ainda incluir o fugir, atirar objetos, bater nos outros, morder, provocar o próprio vómito ou suster a respiração. Por serem normativas de uma determinada fase do desenvolvimento infantil, as birras, embora desagradáveis e frustrantes, não são motivo de alarme. Devem ser entendidas como uma forma de expressão emocional de um cérebro ainda imaturo. Com o passar do tempo, a criança adquire uma capacidade mais elaborada de compreensão e o comportamento de birra tende a diminuir.

Segundo alguns autores, as birras e os comportamentos de oposição têm um papel fundamental na distinção e afirmação do “Eu” em relação aos outros, na estimulação da autonomia e no desenvolvimento da identidade, caracterizando assim um desenvolvimento psicoafectivo normal (Rooney, Kouwenhoven & Hannan, 2008; Ramalho, 2006, Cordeiro, 2011). Porém, mesmo entendido como normativo, o comportamento de birra pode ser altamente disfuncional e perturbador, quer para a criança, quer para os adultos que a acompanham. Assim, segue-se um conjunto de estratégias importantes no controlo desse comportamento, quer pelo evitamento do mesmo, quer pela forma como se pode lidar com a criança, perante uma situação de birra.

Uma das estratégias mais eficazes no controlo de uma birra é a distração. A criança, emocionalmente desregulada, não conseguirá ouvir devidamente o adulto nem compreender as suas razões. Também ralhar ou reforçar a criança nesse momento, parece não ser adequado, pois ela não irá ter capacidade de atenção. Assim, uma vez iniciada uma birra, o melhor será atuar logo no início, mesmo antes da criança perder totalmente o controlo, desviando a sua atenção, levando-a para outro local, contendo-a em caso de ela bater ou se poder magoar, ignorando-a nalguns casos em que não corra perigo ou utilizando o efeito de surpresa, mudando repentinamente o seu foco de atenção. O adulto deverá ser capaz de se manter calmo e não responder emocionalmente, ainda que isso possa ser difícil e constitua um complicado exercício de autodomínio.

Durante uma birra, em que a criança extravasa as suas emoções de forma muito expressiva, pode tornar-se necessário conte-la, não propriamente com a intenção de expressar afetividade mas sim para evitar que ela se magoe. Esta contenção pode incluir ainda a retirada da criança do local onde se encontra, para outro local livre dos olhares alheios e dos comentários desajustados. É necessário acalmar a criança antes de qualquer tipo de explicação ou racionalização. Para isso, esperar algum tempo para que ela se autorregule, pode ser necessário. O facto de ter entrado em birra não faz com que a criança perca totalmente a razão. O adulto deverá ter a capacidade de avaliar a situação e dar razão à criança, naquilo que for efetivamente razoável.

Por outro lado, o adulto não deverá nunca ceder a uma birra. Isso estaria a reforçar um comportamento que não se quer ver repetido. Por mais que por vezes ceder possa ser tentador, a criança precisa de entender que o seu comportamento, a sua desorganização emocional e a sua falta de autocontrolo não são uma forma de resolver os problemas. No final de uma birra, esta deverá ser desvalorizada e a criança deverá ser integrada numa atividade. A criança “recupera” mais facilmente de uma situação de birra, quanto menos importância dermos ao comportamento. Uma boa estratégia para evitar as birras consiste em avisar a criança, com alguma antecedência, do que vai acontecer, principalmente se isso foge à rotina. A previsibilidade de algo ajuda a criança a preparar-se para tal. Outra estratégia é dar as ordens de modo carinhoso e assertivo, uma vez que, tal como os adultos, as crianças também não recebem bem os tons de voz agressivos e bruscos. Não nos devemos esquecer que as crianças são seres com sentimentos e que não devemos retirar importância aos seus pensamentos e às suas atividades.

O isolamento forçado

Em tempos de pandemia, situação que já não vai sendo nova e com os números de infetados a aumentar, podemo-nos ver a qualquer momento obrigados a entrar em isolamento, quer por apresentarmos sintomatologia suspeita de Covid-19, quer por termos tido conhecimento de ter havido contacto próximo com alguém infetado.

No sentido de ajudar as pessoas que se possam encontrar nesta situação, deixo aqui algumas dicas, que podem ser úteis, quer a nível da manutenção da nossa saúde física, quer para a preservação da nossa saúde mental. Assim, torna-se necessário dar atenção á alimentação. Uma alimentação equilibrada é sempre recomendável em todas as fases da vida. Numa situação de recolhimento, em que a atividade física e as rotinas habituais inevitavelmente se veem alteradas, a alimentação assume um papel ainda mais importante. Privilegie os alimentos naturais, frutas e legumes, que pelo facto de serem ricos em fibras, minerais, antioxidantes e vitaminas, vão certamente contribuir para o bom funcionamento do seu corpo e para uma mais rápida recuperação, no caso de estar doente.

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Perturbação de pesadelos

O espectro de perturbações do foro mental é vasto e diversificado. As perturbações do sono, para além de terem grande prevalência na população, transversal a todas as faixas etárias, tem implicações sérias ao nível das funções cognitivas, assim como na funcionalidade global do indivíduo.

De entre as várias tipologias de perturbações do sono, a perturbação de pesadelos é relativamente frequente e aumenta desde a infância até à adolescência. Em termos de prevalência, cerca de 1,3 a 3,9% dos pais relatam que os seus filhos em idade pré-escolar, têm frequentemente pesadelos (Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais – DSM-V). A predominância desta perturbação aumenta por norma entre os 10 e aos 13 anos, em ambos os géneros, continuando tendencialmente a aumentar, entre os 20 e os 29 anos, principalmente no género feminino, enquanto, para o género masculino, a tendência é inversa. Nos adultos, a prevalência de pesadelos no mínimo mensais é de cerca de 6% e dos pesadelos frequentes é de aproximadamente 1 a 2 %. Estes pesadelos combinam indiscriminadamente as causas pós-traumáticas com pesadelos sem causa direta.

Em termos de características distintivas dos pesadelos em relação a outros sonhos, estes são tipicamente longos, elaborados, com uma sequência de imagens sonhadas do tipo história, que parecem reais e que provocam ansiedade, medo ou outras emoções perturbadoras. Os conteúdos dos pesadelos evocam habitualmente tentativas de evitamento ou de enfrentamento de perigos eminentes. No entanto, podem ocorrer pesadelos que evocam outros temas causadores de outras emoções negativas ou pesadelos que ocorrem após acontecimentos altamente stressantes ou traumáticos, podendo replicar a situação de ameaça.

Ao despertar, os pesadelos conseguem ser habitualmente recordados com facilidade e descritos em pormenor. Os pesadelos, por norma, terminam quando o indivíduo acorda, porém, as emoções por ele provocadas podem persistir e dificultar o retomar do sono, assim como causar um mal-estar diurno duradouro. Alguns pesadelos podem não induzir o acordar e serem recordados pelo indivíduo, apenas mais tarde.

Pode dizer-se que um indivíduo sofre de uma perturbação de pesadelos quando estes sonhos ocorrem repetidamente, são prolongados, são altamente perturbadores e envolvem, de um modo geral, esforços para evitar ameaças à sobrevivência, à segurança ou à integridade física do indivíduo ou outros. Outro critério de diagnóstico para esta perturbação é o facto de esta causar no indivíduo uma sensação de mal-estar clinicamente significativo, ou seja, que implique uma disfunção social, ocupacional ou que tenha impacto negativo noutra área do funcionamento individual. É ainda fator de diagnóstico o facto de o pesadelo não ser explicado por outras causas fisiológicas, como por exemplo o consumo de substâncias psicoativas ou outra condição médica coexistente.

No que diz respeito aos fatores de risco para o desenvolvimento de uma perturbação de pesadelos, podemos incluir os fatores temperamentais, ou seja, relacionados com a presença de uma perturbação da personalidade ou de um diagnóstico de doença mental. Destacam-se os fatores ambientais, como a privação ou a fragmentação do sono em horários irregulares de sono-vigília, que alteram o tempo e a qualidade do sono. Parece haver também evidencia para a influência de fatores genéticos na disposição parta os pesadelos.  Como fator de proteção para esta perturbação é de referir o comportamento parental adequado, ou seja, acalmar a criança à cabeceira quando esta acorda perturbada pode protege-la de desenvolver pesadelos crónicos.

Os pesadelos, de modo geral, causam mais um mal-estar significativo do que propriamente disfuncionalidade social ou ocupacional. Contudo, se os pesadelos forem muito frequentes ou levarem ao evitamento do sono, os indivíduos podem experienciar uma sonolência diurna excessiva, dificuldades de atenção e concentração, irritabilidade, ansiedade ou sintomatologia depressiva. A prática de bons hábitos de higiene do sono pode ter um impacto muito positivo na diminuição dos pesadelos, no entanto, pode não ser suficiente. Uma vez que os sonhos espelham frequentemente preocupações e angustias do indivíduo, a intervenção psicológica pode ter um papel muito importante nesta problemática. Procure ajuda, consulte a Sua Psicóloga!

Fonte: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – Quinta Edição (DSM-V). American Psychiatric Association.

Estereótipos, massificação e futebol

O uso de estereótipos pode ser entendido como um comportamento funcional e adaptativo, uma vez que é com frequência uma forma de tornar mais rápida e simples a nossa visão do mundo, julgando pessoas ou situações em termos de categorias.

Ao utilizar estereótipos libertamos recursos cognitivos para o desempenho de outras tarefas mentais, uma vez que estes servem para simplificar a perceção, o julgamento e a ação. Como vivemos sobrecarregados de informações, tendemos a nos poupar a gastos desnecessários de tempo e energia cognitiva e utilizamos os estereótipos como atalhos para entender o complexo mundo que nos rodeia. Se utilizarmos muitos recursos cognitivos na elaboração de uma tarefa, ficarão obviamente poucos recursos disponíveis para as outras, logo, a utilização de estereótipos vai fornecer um quadro de referências mentais através das quais podemos codificar e organizar a informação de uma forma mais rápida, menos elaborada e importante na resolução de problemas.

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Memória e esquecimento…

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A memória é um processo cognitivo que nos permite aprender, reter e recordar a informação que apreendemos. O processo mnésico envolve três fases: aquisição, retenção e recordação. Associado à memória está o esquecimento que é a impossibilidade de recordarmos alguma coisa.

Podemos distinguir três tipos de memória: a memória sensorial, a memória de curto prazo e a memória de longo prazo. A memória sensorial, tem origem nos órgãos dos sentidos e toda a informação obtida é retida por apenas breves segundos (2 ou 3). Os dados desta informação são processados e passam para a memória de curto prazo, também chamada de memória de trabalho. Esta retém a informação por um período de tempo também limitado. Se a informação não for processada perde-se. O processamento da informação corresponde á codificação dos dados em símbolos que são remetidos para a memória de longo prazo. Esta tem a capacidade de armazenar dados e estes permanecerem por dias, meses, anos ou até por toda a vida, podendo ser recordados sempre que o indivíduo o desejar… ou conseguir.

A incapacidade de se recordarem os conteúdos que foram armazenados é o esquecimento. Habitualmente o esquecimento tem uma conotação negativa e até mesmo patológica, mas não é sempre assim. O esquecimento é essencial à própria condição da memória. É porque nos esquecemos que podemos continuar a aprender e a reter informação. No entanto, há vários fatores que influenciam o esquecimento, como a interferência de novas aprendizagens, a alteração do traço mnésico e a motivação inconsciente. A alteração do traço mnésico, refere-se ao conjunto de múltiplas alterações que sofreu a informação armazenada, ao ponto de já não a conseguimos reconhecer. A motivação inconsciente diz respeito a um processo natural em que o nosso inconsciente pode selecionar informação dolorosa, afastando-a da consciência, de modo a evitar conflito e sofrimento. Desta forma a sua recordação torna-se mais difícil ou impossível. É um processo de autodefesa.

A memória constitui-se como a base dos nossos conhecimentos, pensamentos e emoções. É a partir dos conhecimentos que cada indivíduo possui, que é possível a sua adaptação ao meio, a atribuição de significado às suas experiencias de vida e a aquisição do sentimento de identidade social. Com o passar dos anos, o nosso corpo vai envelhecendo e vão aparecendo sinais como as rugas, os cabelos brancos e também, as dificuldades de memória. Á semelhança de outros órgãos, o nosso cérebro também envelhece e começa a notar-se o declínio de algumas das suas funções. O treino e a estimulação cognitiva podem retardar os efeitos da idade no funcionamento cognitivo, e nomeadamente na memória. Ler, escrever, fazer cálculos, resolver problemas, são exemplos de atividades que podem ajudar a sua “cabeça” a manter-se saudável por mais tempo. Exercite o seu cérebro e mantenha-se cognitivamente ativo, pela sua saúde!

Stresse! O mau e o bom…

Segundo Selye (1976) o stresse é um conjunto de respostas fisiológicas adaptativas que mobilizam o organismo para a ação. Considera-se que o stresse é um processo de adaptação e não propriamente uma doença, embora a exposição repetida a fatores causadores de stresse possa levar a um estado patológico pelo desgaste que provoca no indivíduo.

Existem vários tipos de stressores. Podem ser internos (representação mental ou memória) ou externos (viver uma situação). O indivíduo reage aos fatores causadores de stresse através da resposta emocional (ex. ansiedade ou medo), da resposta fisiológica (ex. roer as unhas), das respostas comportamentais (ex. agitação motora) ou as respostas cognitivas(ex. o pessimismo ou a dificuldade em tomar decisões). O stresse tem habitualmente no indivíduo consequências muito negativas. No entanto, também pode ser positivo pois leva-o à ação. Sendo muitas vezes inevitável, pois está presente nas situações do dia-a-dia, o stresse é também de certo modo desejável na medida em que funciona como o motor que nos conduz à resolução dos problemas. Pode ser a oportunidade de adquirirmos competências práticas e de nos tornarmos capazes.

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Como resolver problemas?

Uma das tarefas do psicólogo/a é apoiar o seu cliente na resolução de problemas. Para isso há que trabalhar passo a passo, seguindo etapas, até que este chegue a uma solução ponderada e consciente, que se pretende que seja a melhor escolha, visando o sucesso e a eficácia decorrentes da sua implementação.

Ter problemas é comum a todos nós. Resolver problemas, é um assunto por vezes penoso mas necessário. Porém, há problemas que não podemos resolver, simplesmente porque não dependem de nós – não controlamos a situação. Para todos os outros problemas, ou seja, para situações que de alguma forma podemos controlar, há que encontrar a melhor solução. Por vezes, resolver um problema pode ser muito fácil, pode ser algo tão banal, que nem damos por isso, a sua resolução é automática e quase inconsciente. No entanto, há situações mais complexas em que precisamos de ajuda para resolver o nosso problema, da melhor forma.

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A depressão não tem que ser um “bicho papão”

Falar de depressão é falar de um assunto muito sério, muito perturbador, muito prevalente e muito dispendioso. Sério porque é uma doença. Perturbador porque a depressão pode ser muito incapacitante ou por outro lado, pode ser “disfarçada” sendo por vezes incompreendida e desvalorizada. Prevalente porque os números da OMS não deixam dúvidas (a nível global, estima-se que cerca de 300 milhões, ou seja, 4,4% da população mundial sofra de depressão) e dispendiosa porque para além de poder levar a uma situação de incapacidade para o trabalho e consequente quebra do rendimento, pode exigir também uma quantidade de recursos técnicos e farmacológicos, difíceis incluir em alguns orçamentos familiares.

A maioria das pessoas já teve um ou mais episódios depressivos. Estes caracterizam-se pela perda temporária da disposição, quebra do humor, alterações do apetite, dificuldades de sono, dificuldade em executar tarefas quotidianas, dificuldade de atenção ou concentração, perturbações da memória, menor interesse em atividades anteriormente prazerosas, diminuição da líbido, entre outros sintomas. Estes podem permanecer por um período de tempo mais ou menos durador e ter uma intensidade que pode ir de ligeira a grave. Quando os episódios depressivos se tornam intensos e frequentes e não isolados, então podemos estar perante uma perturbação depressiva, ou seja, uma depressão.

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Parentalidade e homossexualidade

A vivência da parentalidade pelos casais homossexuais suscita opiniões controversas. Se uns aceitam e normalizam a adoção de crianças por casais do mesmo género, quer seja masculino ou feminino, outros levantam uma série de obstáculos, não apoiando essa possibilidade, criticando e acusando o impacto negativo no desenvolvimento das crianças.

A investigação científica tem-se dedicado ao estudo destas questões e parece haver evidência de que as famílias homoparentais se constituem como um “espaço seguro e adequado” para a educação e o desenvolvimento infantil. O tipo de família e a forma como esta se estrutura não ´é um indicador válido para determinar se as características do contexto familiar, no que diz respeito ao género das figuras parentais, é ou não favorável à educação e ao desenvolvimento dos filhos (Ceballos Férnandez, 2012). Para além de serem potencialmente bons pais ou mães, os casais homossexuais, à semelhança dos heterossexuais, também apresentam diferentes estilos parentais, uns mais adaptativos e funcionais e outros nem tanto (Golombok et al., 2003).

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