Compulsão alimentar: quando a comida se torna uma resposta às emoções

Healthy grain bowl beside a burger and fries in a takeout box

Comer é uma necessidade básica, mas também uma experiência associada ao prazer, às emoções e às relações sociais. Em determinados momentos, a alimentação pode tornar-se uma forma de procurar conforto, aliviar a tensão ou lidar com sentimentos difíceis. Contudo, quando este comportamento se torna frequente, acompanhado de uma sensação de perda de controlo e de sofrimento emocional, poderá estar associado a uma perturbação do comportamento alimentar.

A compulsão alimentar é uma realidade frequentemente vivida em silêncio e que pode afetar significativamente o bem-estar psicológico e a qualidade de vida. Compreender o que está por detrás deste comportamento é fundamental para reconhecer o problema e procurar ajuda. A Perturbação de Ingestão Alimentar Compulsiva caracteriza-se pela ocorrência repetida de episódios em que a pessoa ingere uma quantidade de alimentos significativamente superior à habitual, num período relativamente curto, acompanhada da sensação de não conseguir controlar o que come. Durante estes episódios, é frequente comer rapidamente, mesmo sem sentir fome, continuar a comer apesar do desconforto físico ou fazê-lo às escondidas. Posteriormente, podem surgir sentimentos de culpa, vergonha ou desvalorização pessoal.

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Cansaço Emocional: Sinais que nem Sempre Reconhecemos

Woman comforting a distressed friend at a kitchen table

Há momentos em que continuamos a trabalhar, a cumprir horários, a responder a mensagens, a cuidar da casa e das pessoas à nossa volta e, aparentemente, tudo permanece igual. No entanto, por dentro, podemos começar a sentir que alguma coisa mudou. Há menos paciência, maior irritabilidade, dificuldade em concentrarmo-nos ou uma vontade crescente de nos afastarmos de tudo durante algum tempo.

O cansaço emocional nem sempre se manifesta através da tristeza. Por vezes, aparece de forma mais discreta: na dificuldade em lidar com pequenos imprevistos, na sensação de que qualquer tarefa exige um esforço desproporcionado, numa menor tolerância às exigências dos outros ou na necessidade crescente de estar sozinho e em silêncio. Também pode surgir como dificuldade em tomar decisões, falta de motivação ou menor capacidade para sentir prazer em atividades que habitualmente eram agradáveis.

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Faculdade: Como Lidar com Dúvidas na Escolha do Curso

Student reading an open book on a hallway bench

Entrar na faculdade pode parecer o início de um caminho já definido. Mas, para muitos jovens, este começo traz também dúvidas, inseguranças e o medo de terem feito a escolha errada. E se ainda não souberem exatamente o que querem?

Escolher um curso superior é uma das primeiras decisões importantes que muitos jovens são chamados a tomar. Frequentemente, acontece ainda no final da adolescência, numa fase em que os interesses, os projetos de vida e a própria identidade continuam em construção. Apesar disso, esta escolha pode ser vivida como se tivesse de definir, de uma só vez, uma profissão, um percurso e até uma parte significativa do futuro. Quando é encarada desta forma, não é difícil compreender que possa surgir uma pergunta inquietante: “E se eu tiver escolhido mal?”

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Falar é o primeiro passo para a prevenção do suicídio

Man sitting on a bench along a garden path surrounded by autumn foliage

Nem sempre é fácil dizer “não estou bem”. Por vezes, o sofrimento permanece escondido durante semanas, meses ou até anos, atrás das rotinas, das responsabilidades e de uma aparente normalidade. Entre aquilo que sentimos e o momento em que conseguimos pedir ajuda pode existir um longo silêncio. E é precisamente nesse espaço que falar, escutar e reconhecer os sinais de sofrimento pode fazer a diferença.

Todos os anos, a 10 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, uma data que procura sensibilizar para a importância de falar sobre o sofrimento psicológico, reduzir o estigma e facilitar o acesso ao apoio. Mais do que centrar a atenção apenas na crise, este dia convida-nos a refletir sobre a forma como escutamos, reconhecemos sinais de sofrimento e criamos espaço para que alguém possa dizer que não está bem.

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Fim das férias de verão: quando regressar à rotina desafia toda a família

Beach-themed classroom desk with shells, pencils, Geography and History books

As férias ainda não terminaram completamente, mas setembro já nos começa a entrar em casa: horários, agendas, escola, trabalho, refeições, atividades e despertadores voltam a ocupar o seu espaço. Para muitas famílias, esta passagem dos dias mais livres para uma rotina novamente exigente, pode trazer cansaço, irritabilidade e alguma ansiedade. Como tornar este regresso mais tranquilo para todos?

O final das férias de verão pode ser acompanhado por sentimentos contraditórios. Por um lado, pode existir a vontade de recuperar alguma organização e previsibilidade, e por outro, custa abandonar o ritmo mais flexível, os dias longos e a menor pressão dos horários das férias. Em poucos dias, a família pode passar de uma rotina relativamente descontraída para outra marcada por maior rigidez e por múltiplos compromissos.

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Férias Sem Descanso: Porque é Que Nem Sempre Conseguimos Desligar?

Woman wrapped in a blanket sitting on a balcony with a cup of coffee, overlooking green hills and mountains

As férias são habitualmente associadas a descanso, liberdade e bem-estar. Esperamos que alguns dias longe das obrigações sejam suficientes para recuperar energia, reduzir o stresse e regressar à rotina com uma sensação renovada. No entanto, para muitas pessoas, parar fisicamente não significa conseguir descansar emocionalmente.

Mesmo durante as férias, a mente pode continuar ocupada com assuntos profissionais, tarefas pendentes, preocupações familiares ou decisões que ficaram por tomar. O corpo muda de lugar, mas os pensamentos permanecem ligados às exigências habituais. Esta dificuldade em “desligar” é particularmente frequente após períodos prolongados de sobrecarga ou quando existe a sensação de que é necessário estar permanentemente disponível.

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Sinais de Desgaste Em Relações Afetivas

Couple thoughtful apart on sunny terrace

Nem sempre é fácil perceber quando uma relação está apenas a atravessar uma fase mais exigente ou quando começa, de facto, a comprometer o bem-estar emocional. Reconhecer alguns sinais de desgaste pode ajudar a compreender melhor o que se está a viver e a procurar apoio antes que o sofrimento se torne mais intenso.

As relações afetivas podem constituir uma importante fonte de segurança, intimidade, apoio emocional e sentimento de pertença. No entanto, também podem tornar-se fonte de ansiedade, tristeza, insegurança e desgaste, sobretudo quando as necessidades emocionais deixam de ser reconhecidas ou quando determinados conflitos se repetem sem que seja possível encontrar formas mais construtivas de os resolver. A existência de dificuldades não significa necessariamente que tenha deixado de existir amor ou que a relação esteja condenada. Todas as relações atravessam mudanças e períodos mais exigentes, influenciados pelo trabalho, pela parentalidade, por dificuldades económicas, problemas de saúde, perdas ou outras transições de vida.

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PHDA no Adulto: Quando o Défice de Atenção Passa Despercebido Durante Anos

Woman at a busy desk surrounded by project calendars, sticky notes, and multiple screens showing tasks and time.

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é frequentemente associada à infância, sobretudo a crianças muito agitadas, impulsivas ou com dificuldades evidentes em contexto escolar. No entanto, atualmente sabemos que a PHDA pode persistir ao longo da vida e que muitos adultos chegam à idade adulta sem nunca terem recebido um diagnóstico formal. Em muitos casos, estas pessoas cresceram a sentir-se “desorganizadas”, “distraídas”, “preguiçosas” ou constantemente em esforço para acompanhar as exigências do quotidiano, sem compreender verdadeiramente a origem dessas dificuldades.

A PHDA no adulto caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou impulsividade que interfere significativamente com o funcionamento pessoal, académico, profissional e relacional. Embora a hiperatividade motora intensa da infância possa diminuir com a idade, é frequente que permaneça uma sensação interna de inquietação, dificuldade em relaxar, tendência para procrastinação, desorganização, esquecimentos frequentes ou dificuldade em gerir prioridades e tempo.

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Impacto do Abandono Conjugal em Mulheres com Cancro

Woman alone after cancer diagnosis, emotional vulnerability

O diagnóstico de cancro é, por si só, profundamente desafiador. Quando a essa realidade se junta o abandono do parceiro, a experiência torna-se ainda mais dolorosa, combinando vulnerabilidade física com rutura emocional. Esta dupla ferida, doença e perda relacional, merece uma reflexão cuidada do ponto de vista psicológico.

Receber um diagnóstico oncológico implica confrontar-se com a fragilidade do corpo, a imprevisibilidade do futuro e a ameaça à própria identidade. Contudo, para algumas mulheres, o sofrimento não se limita à dimensão médica. Estudos na área da psico-oncologia sugerem que a doença pode constituir um fator de instabilidade conjugal, existindo evidência de maior probabilidade de dissolução conjugal quando o diagnóstico afeta a mulher, comparativamente ao homem (Glantz et al., 2009). Embora não represente a realidade de todas as relações, este dado aponta para um fenómeno clinicamente relevante.

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Final do Ano Letivo no Secundário: Escolher o Futuro Sem Ter Todas as Certezas

Young student at crossroads hopeful atmosphere

O final do ano letivo no ensino secundário é, para muitos jovens, uma fase de grande pressão. Para além dos testes, exames, médias e candidaturas, surge frequentemente uma pergunta difícil: “E agora?”

No 11.º e, sobretudo, no 12.º ano, muitos alunos sentem-se confrontados com decisões importantes: que curso escolher, que área seguir, se devem candidatar-se ao ensino superior, se faz sentido fazer um ano sabático ou se estão realmente no caminho certo. Para alguns, esta etapa é vivida com entusiasmo. Para outros, traz ansiedade, dúvidas, insegurança e medo de errar.

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