A importância da intervenção psicológica em crianças e adolescentes

Se uma criança/adolescente conseguir modificar o seu comportamento ou o seu modo de pensar acerca de uma dificuldade, pode por um lado melhorar o seu desempenho, ou por outro lado adaptar-se à sua condição, de modo a aprender a lidar com ela de forma a que ela seja menos perturbadora, ou até mesmo transformar a sua fraqueza em força.

De acordo com a opinião de vários especialistas nesta área, a intervenção psicológica em crianças e adolescentes deve contemplar vários domínios: físico, cognitivo, emocional e social. Qualquer avaliação implicará a inclusão destes 4 domínios, no sentido de perceber o funcionamento da criança e de orientar o plano de intervenção de modo a torna-lo mais completo, atrativo e eficaz. Ainda que as dificuldades apresentadas pela criança/jovem possam manifestar-se essencialmente num dos domínios, certo é que todos eles se interrelacionam e influenciam. Deste modo e a título de exemplo, se um jovem apresenta dificuldades ao nível do sono, o ensino e treino de estratégias de higiene de sono, que ao mesmo tempo incluem mudanças de comportamento e aquisição de hábitos de vida saudáveis, irá não só beneficia-lo no que diz respeito à qualidade do sono como também trazer-lhe vantagens ao nível físico, cognitivo e emocional.

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Psicologia da saúde

A psicologia estuda os processos mentais e o comportamento humano no sentido de os avaliar, compreender, organizar, classificar, prever e modificar, no sentido da otimização dos recursos internos e do aumento da qualidade de vida.

A Psicologia da Saúde é a área disciplinar da psicologia que se refere ao estudo do comportamento humano em contexto de saúde ou da falta dela. Corresponde a um conjunto de contribuições técnicas, educacionais e cientificas da psicologia, para a promoção da saúde, a sua manutenção e a prevenção da doença, ou, no caso de esta estar instalada, trabalhar a aceitação do diagnóstico, a adaptação à situação de doença e ao tratamento da mesma. Nesta área da psicologia, o psicólogo assume um papel de profissional da saúde como um todo e não apenas da saúde mental e oferece uma intervenção de cuidados inclusivos, ou seja, ao longo do tempo e sempre que necessário em articulação com uma equipa multidisciplinar, como por exemplo o pediatra, o nutricionista ou o fisioterapeuta, ou outros.

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Família

A família é habitualmente pensada como o contexto onde nascemos, vivemos e morremos, sendo que durante o ciclo de vida, a família se vai alterando. A família de origem, tal como o nome indica, dá origem ao indivíduo e a laços familiares, que embora se mantenham para sempre, assumem diferentes papéis no decorrer do ciclo de vida.

A família constitui-se como o espaço privilegiado de aprendizagens e de desenvolvimento, através das interações entre os diferentes membros. É em contexto familiar que acontece a primeira vivência dos afetos, o desenvolvimento da comunicação (verbal e não-verbal) e as primeiras experiencias de “exploração do mundo”. É através das interações familiares, numa cadência alternada de emoções positivas com emoções negativas, que o indivíduo desenvolve o seu sentimento de pertença e filiação. A família, enquanto grupo social e institucional relativamente estável, representa a base da vida social. Cada família é constituída por um conjunto de elementos únicos ligados por um conjunto de relações particulares e que se mantém em contínua interação com o exterior.

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Para que servem os Psicólogos?

Para que serve o psicólogo?

Se por vezes alguns adultos revelam dúvidas sobre o que faz um Psicólogo, as crianças poderão ter maior dificuldade em perceber qual a função destes profissionais. Quem são, para que servem e o que fazem é aquilo que me proponho esclarecer neste texto dedicado aos mais pequenos, para que possam saber o que contar se precisarem de recorrer à ajuda psicológica.

É relativamente frequente, em consulta, à pergunta “Sabes o que faz um psicólogo?”, algumas crianças ainda responderem algo do tipo “Tratam os malucos” ou “ajudam as pessoas que não são boas da cabeça”. Estes estereótipos são para eliminar de uma vez por todas. Primeiro porque não há malucos mas sim pessoas com perturbações mentais ou défices nas suas diversas capacidades, e depois, porque qualquer pessoa dita “normal” poderá beneficiar do apoio de um Psicólogo, em algum momento da sua vida. Continue a ler “Para que servem os Psicólogos?”

Rede de apoio social – pedir ajuda

Rede socialO relacionamento com os outros está omnipresente na vida e no dia-a-dia de todos nós. Ao conjunto de pessoas com quem temos uma relação significativa podemos chamar rede de apoio social. O apoio social pode ser definido como a quantidade e coesão das relações sociais que nos rodeiam.

É um processo interactivo que visa o bem-estar físico e psicológico. O contacto social pode promover a saúde e o bem-estar e tem provavelmente uma função de regulação da resposta emocional perante os vários factores causadores de stress. De acordo com Uchino, Uno & Holt-Lustad (1999) o apoio social pode ter várias funções: apoio informativo, apoio emocional, apoio de pertença e apoio tangível, desempenhando assim um importantíssimo papel nas nossas vidas, manifestando-se na nossa saúde física e psicológica.

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Os sentimentos explicados às crianças

Sentimentos e emoções desempenham um papel muito importante na vida dos seres humanos e na sua sobrevivência. As emoções são as respostas do nosso organismo aos estímulos exteriores mas também aos nossos pensamentos. O modo como pensamos sobre alguma coisa vai determinar a forma como nos vamos sentir e até comportar.

Como já deves ter aprendido, todos nós, salvo algumas exceções, temos 5 sentidos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato. Desta forma conseguimos sentir o que nos rodeia, ou seja, vemos o que se passa à nossa volta, conseguimos ouvir os sons, sentimos o sabor do nosso fruto preferido, o cheiro do sabonete e a maciez da roupa em contacto com a nossa pele. Tudo isto que tu consegues sentir está fora do teu corpo. No entanto, há muitas outras formas de sentir através de coisas que acontecem dentro do teu corpo, ou seja, através dos teus pensamento e sentimentos. Tudo o que os teus sentidos captam vai armazenar-se dentro de um “armário” com diversas “gavetas” e que se chama memória. A memória corresponde a sons, sabores, imagens, etc. que já sentiste e que o teu corpo guardou. Quando recordas essas memórias, o teu corpo reage e a essa reação chama-se emoção. Por exemplo, se ouviste uma música que gostaste e te deixou alegre, ao recordá-la vais sentir alegria. Por outro lado, se vires uma imagem assustadora, sempre que recordares essa imagem vais sentir-te assustado. Essas emoções vão dar origem a sentimentos e estes podem ser muito variados.

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Adolescentes e competências sociais

Quando um adolescente tem boas competências sociais, isso quer dizer que o seu desempenho no que diz respeito às relações que estabelece e mantém com os outros é bem-sucedido. Este sucesso deve-se essencialmente a uma aprendizagem relacional e comportamental positiva que reflete um saudável desenvolvimento.

A adolescência é uma fase da vida em que as relações interpessoais assumem especial relevância. Os jovens estabelecem novas relações nos vários contextos em que se movimentam e o grupo de pares nesta fase da vida adquire uma maior relevância. Espera-se que durante a adolescência os jovens alcancem capacidades sociais que os venham a tornar adultos socialmente competentes. Embora a maioria dos jovens tenha potencial para desenvolver essas competências, nem sempre assim acontece de uma forma natural. Alguns jovens, quer por características de personalidade, quer por fatores ambientais e contextuais, têm dificuldades nas suas relações com os outros, nomeadamente com os seus colegas e companheiros de escola e atividades.

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Pais separados, crianças protegidas?

Pais divorciadosA separação e o divórcio são acontecimentos hoje em dia comuns na nossa sociedade. Se para os adultos é difícil lidarem com o fim de uma relação que se acreditou ser para a vida, para as crianças, fruto dessas relações, nem sempre é mais fácil.

Para muitas crianças a separação dos pais é vivida de forma tranquila e natural. Muitos pais, optam pela separação em relação ao seu companheiro e decidem por fim a uma vida em comum, no entanto, têm o cuidado de nunca se separarem dos seus filhos. Se é certo que deixarem de viver na mesma casa pode constituir algo de difícil para as crianças, estas têm a capacidade de se adaptarem e de serem muito felizes, se os pais tiverem certos cuidados e evitarem determinados comportamentos que possam vir a afetar as crianças e de deixar marcas por vezes difíceis de reparar. Embora muitos pais tentem esconder a realidade aos seus filhos no sentido de os protegerem, esta não será a melhor forma de agir. Manter a criança ao corrente dos acontecimentos é essencial. Deve-se conversar com a criança sobre a separação, de acordo com o estádio de desenvolvimento em que ela se encontra, tendo o cuidado de lhe explicar que o amor dos pais por ela é inalterável. É fundamental que a criança entenda que o amor dos pais não será posto em causa com o divórcio, que poderá sempre gostar dos dois e que, sobretudo, não terá de fazer escolhas.

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Sociedade, cultura e mudança de atitudes

Atitudes são avaliações que fazemos de ideias, pessoas ou objetos e traduzem-se numa reação positiva ou negativa a algo. Mudar atitudes e mudar comportamentos é comum e por vezes bastante necessário à nossa adaptação aos vários contextos de vida.

A Psicologia Social tem por base o estudo da influência do meio social e das interações sociais no pensamento, sentimento e comportamento humano. Do nascimento à morte, o ser humano vive em sociedade e sobrevive pela sua interação com os outros, nos vários contextos em que se insere, construídos e modificados de modo a darem respostas às suas necessidades. O meio social interfere no comportamento e nas capacidades humanas como a memória, a personalidade ou a inteligência. Consoante a cultura em que nascem, os indivíduos ocupam-se, vestem-se, alimentam-se e relacionam-se de formas diferentes. Até em termos de valores e de moral, os cânones sociais diferem entre si, em termos de justiça, diversão, conceito de estética ou do que é certo ou errado.

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A adolescência e o consumo de álcool

Impelidos pela curiosidade, pressão dos pares, busca de novas sensações, necessidade de se alhearem dos seus problemas, auto-descoberta, definição da identidade e consequente assunção de comportamentos de oposição à autoridade parental, muitos são os jovens que experimentam e consomem álcool, tabaco ou outras substâncias psicoativas. Estes comportamentos põem em risco a sua saúde física e psicológica, não só presente mas também futura.

Os jovens encontram nos seus pares os seus modelos de identificação, adotando os comportamentos do grupo uma vez que na maioria dos casos e devido à sua imaturidade cerebral, principalmente das estruturas do córtex pré-frontal, os adolescentes não têm ainda a capacidade de compreender as potenciais consequências dos seus atos.

O consumo de álcool, na adolescência, muitas vezes vai para além da experiencia e torna-se abusivo, logo, prejudicial. É considerado abuso, um padrão comportamental muito pouco adaptativo, com a duração superior a um mês, em que um jovem continua a consumir uma substância mesmo conhecendo a sua perigosidade. Este padrão de comportamento desadequado e arriscado inclui, por exemplo, a condução de veículos após o consumo de álcool, o que coloca em risco a sua vida e a de terceiros. Um dos perigos da experiencia do consumo de substâncias psicoativas é o perigo de se tornar abusivo ou até mesmo de levar o adolescente à dependência. Esta pode ser fisiológica, psicológica ou ambas e o mais provável é que se não houver intervenção, se prolongue pela idade adulta.

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