O trabalhador do século XXI

A psicologia do desenvolvimento e gestão de carreiras em contexto organizacional, tem como objeto de estudo a relação entre o individuo e a organização onde trabalha. Os interesses, a produtividade e o proveito mútuo, são tópicos relevantes a ter em conta, de modo a sustentar o desenvolvimento dos indivíduos, dar resposta às necessidades das organizações e procurar um compromisso entre a estratégia organizacional e as aspirações de cada trabalhador.

Do trabalhador do século XXI espera-se que reúna um conjunto de características potenciadoras de uma carreira bem-sucedida. Em primeiro lugar deverá ter flexibilidade cognitiva e emocional, necessária para a mudança do seu campo de atuação e adaptação às necessidades do mercado. A criatividade, ou seja, a forma como o individuo lida com a informação obtida, de forma inovadora e “fora da caixa”, pode ser mais valorizada do que os seus conhecimentos propriamente ditos, uma vez que o que parece ser mais significativo no tratamento da informação é a originalidade, a imaginação e a capacidade de “pensar diferente”. Outra característica importante é a capacidade para fazer formação ao longo da vida. A evolução da tecnologia e o aumento de informação, obrigam a constantes atualizações, de modo a que se possam abraçar novos desafios. O individuo deve também promover o autoconhecimento, de forma a poder direcionar a sua ação no sentido da realização pessoal e da competência profissional, adequando as suas características individuais ao mercado de trabalho, ao longo do curso de vida. A cultura geral e o conhecimento eclético são fundamentais para o processo de construção da identidade e adaptação aos diversos ambientes e formas de trabalho.

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Muitas pessoas fantásticas têm baixa autoestima

Muitas pessoas revelam uma forte tendência para destacarem as suas fraquezas e darem pouca importância ás suas capacidades. Muitas pessoas são incapazes de se verem como realmente são. Muitas pessoas têm baixa autoestima.

A autoestima pode definir-se como como um conjunto de sentimentos e pensamentos do indivíduo em relação ao seu próprio valor, competência, confiança, adequação e capacidade para enfrentar desafios, que se traduz numa atitude positiva ou negativa em relação a si mesmo. Considera-se a autoestima um importante fator que influencia a forma da pessoa se perceber, se sentir e responder ao mundo. A alta ou baixa autoestima está relacionada com as experiências do indivíduo ao longo da vida, principalmente, aquelas que se referem à afeição, ao amor, à valorização, ao sucesso ou ao fracasso. Parece ser consensual que uma autoestima positiva é fundamental para que uma pessoa desenvolva ao máximo as suas capacidades.

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Praticar a empatia com as crianças

A empatia é a base do desenvolvimento socioemocional. Carl Rogers, psicólogo e fundador da psicologia centrada no indivíduo descreve a empatia como a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreender a sua perspetiva, de sentir como se fosse ele próprio e de retomar ao seu lugar e oferecer a ajuda necessária. Esta é uma competência fundamental na relação entre pais e filhos.

Os vários acontecimentos na vida de uma criança, podem trazer em alguns momentos instabilidade e dificuldades de adaptação. É essencial que os pais consigam ser empáticos com a criança, que por exemplo, acabou de ver nascer um irmão mais novo e que vê alterada a sua realidade familiar. É natural que a criança apresente mudanças no seu comportamento, que deverão ser entendidas como normativas. Ficar mais agitada, tanto em contexto escolar como em casa, pode ser uma reação à “novidade”. As alterações do sono ou do apetite podem também ocorrer, bem como algum retrocesso nas competências já adquiridas, no sentido da infantilização. Os comportamentos desafiantes e a dificuldade em cumprir regras podem ser manifestações de adaptação da criança à sua situação de irmã mais velha.

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