POC! Será esse o meu problema?

A Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) é uma doença do foro psiquiátrico que se caracteriza pela presença de obsessões, isto é, pensamentos, impulsos ou imagens mentais recorrentes e desagradáveis, e/ou compulsões, que são comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa se sente na obrigação de realizar em resposta às obsessões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência da POC em Portugal é de cerca de 4%. Esta organização introduziu a POC na lista das dez condições mais debilitantes em todo o mundo, salientando-se deste modo a importância de um diagnóstico precoce e do entendimento da forma como a patologia se caracteriza clinicamente. Em termos de diagnóstico, os critérios estabelecidos pela American Psychiatric Association (APA) foram definido pela presença de dois dos principais componentes da POC, sendo estes a presença de obsessões e compulsões, que embora possam ser independentes, estão fortemente associados.

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Consumo de álcool e suas tipologias

Portugal é um dos países europeus, onde o consumo de álcool por pessoa com mais de 15 anos é mais elevado (cerca 12.9 litros/ano).Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2014), entre os consumidores de álcool, quase 17% apresenta um consumo excessivo, perto de 10% um consumo de risco e aproximadamente 2% uma dependência do álcool.

Tem cada vez mais vindo a ser observada, uma relação entre o consumo de álcool e inúmeras doenças, com consequências graves tanto ao nível individual como social. O consumo de álcool está na origem de cerca de 6% das causas de morte, quer por acidentes rodoviários, por doenças cardiovasculares, doenças gastrointestinais, diabetes, cancro, traumatismos, morte fetal, cirrose, etc. (OMS, 2014). Um dos principais alvos da ação nefasta do álcool é o cérebro. Muitos são os estudos que comprovam que o álcool é neurotóxico, com efeitos diretos e prejudiciais sobre as células nervosas. Este facto é especialmente relevante nos adolescentes, levando em consideração que o completo desenvolvimento das estruturas cerebrais e a sua maturação ocorrem apenas por volta dos 25 anos.

Para além dos efeitos diretos do álcool no cérebro, também o restante sistema biológico, na infância e adolescência, não está ainda apto para degradar o álcool, sendo por isso o seu consumo, potenciador de défices cerebrais e neurocognitivos, com sérias consequências ao nível da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual (memória, raciocínio, atenção, etc.). Tendo esta consciência, cabe-nos refletir acerca deste tema, acerca dos hábitos etílicos de alguns jovens, bem como sobre as consequências que este problema pode trazer, tanto ao nível da saúde física como da saúde mental e da forma como lhes pode afetar negativamente a funcionalidade nos vários contextos de vida.

O Psicólogo/a, enquanto especialista em comportamento humano, pode ter um papel importante na compreensão dos comportamentos relacionados com o consumo de álcool, das motivações para tais consumos e na consciência dos prejuízos a que estes podem estar sujeitos. Após uma cuidada avaliação, o psicólogo/a estará apto a, perante o perfil psicológico do jovem, desenhar um plano de intervenção levando em conta entre outros fatores, os processos de tomada de consciência e da disponibilidade para empreender esforços de mudança. A deteção precoce e uma avaliação compreensiva e não discriminatória deste tipo de problemas relacionados com o consumo de álcool, é sem dúvida um fator potenciador do sucesso do tratamento.

Podemos distinguir várias tipologias de consumo de álcool: consumo de baixo risco; consumo de risco; consumo nocivo e dependência, sendo que cada um destes tipos tem as suas especificidades. No caso do consumo de baixo risco, há um padrão de consumo que se associa a uma baixa incidência de problemas de saúde e sociais. A quantidade máxima de álcool ingerida e tolerada varia de acordo com o com o género, o consumo deve ser repartido nas principais refeições e de modo descontinuado (até 20 gramas de álcool/dia), sendo recomendado um consumo menor pelo género feminino e por pessoas com mais de 65 anos (10 gramas de álcool), sendo também aconselhável não beber, em pelo menos dois dias da semana.

Um consumo de risco implica um padrão de consumo ocasional ou continuado, que se persistir aumenta a probabilidade de ocorrência de consequências prejudiciais para o consumidor (entre 40 a 60g de álcool/dia para os homens e 20 – 40g de álcool/dia para mulheres). O consumo nocivo pressupõe danos à saúde, quer física quer mental, acompanhado ou não de consequências sociais negativas (mais de 60g de álcool/dia para o género masculino de mais de 40g de álcool/dia para o género feminino).

A dependência, caracteriza-se por um padrão de consumo que inclui um conjunto de fenómenos fisiológicos, cognitivos e comportamentais, que podem desenvolver-se após o consumo repetido de álcool. Nomeadamente o desejo intenso de consumir, o descontrolo sobre o consumo, a manutenção do consumo independentemente das consequências, uma alta prioridade dada aos consumos em detrimento de outras atividades e obrigações, o aumento da tolerância e os sintomas de privação quando o consumo é descontinuado. Importa ainda considerar a tipologia de “binge drinking” atendendo ao seu aumento nos últimos anos. Esta, consiste no consumo esporádico mas excessivo de 5 a 6 bebidas no homem e de 4 a 5 bebidas na mulher, numa única ocasião e num espaço de tempo limitado, estando associado a uma maior probabilidade de se sofrer consequências adversas.

Por fim, importa ainda alertar para o perigo do consumo de álcool em casos particulares como, mulheres grávidas ou a amamentar, indivíduos que vão conduzir ou operar máquinas, pessoas que estejam a tomar medicamentos ou em situação de doença ou com diagnóstico de dependência alcoólica. E claro, as bebidas alcoólicas não devem ser consumidas por menores de 18 anos, mesmo que com moderação. Fique atento a si e aos que lhe são próximos, e lembre-se que a sua autoavaliação e autoconsciência podem ser fundamentais para que dê um primeiro passo numa direção segura.

Procure ajuda especializada!

Fontes:

Ordem dos Psicólogos Portugueses (2016). Guia Orientador da intervenção psicológica nos problemas ligados ao álcool.

World Health Organization (2014). Global status report on alcohol and health. Geneva.

Chegou a época dos testes! Vou ter exame, ai agora…

O medo e a ansiedade são naturais ao ser humano, desempenhando um papel muito importante no comportamento e na sobrevivência. É porque temos medo que nos protegemos e nos defendemos dos perigos que percecionamos. No entanto, medo em excesso pode interferir de forma muito negativa na nossa vida, uma vez que nos pode comprometer a nossa funcionalidade.

 Em contexto escolar, a ansiedade dos alunos perante a perspetiva de um teste é um fenómeno particularmente difícil. A ansiedade gerada pela avaliação, ou seja, a ansiedade de desempenho, principalmente em contexto formal, como é o caso de testes e exames, ou até mesmo informal, como a leitura de uma poesia em família, é sempre mais ou menos perturbadora. Ser avaliado corresponde a uma situação complexa que reúne várias dimensões (cognitiva, emocional, fisiológica e comportamental). Em termos teóricos, a ansiedade de desempenho face a um teste pode assumir duas formas distintas: como traço ou como estado. Enquanto traço, a ansiedade corresponde a uma predisposição psicológica para reagir com o mesmo nível de ansiedade (alto ou baixo) a um conjunto indiscriminado de situações. Enquanto estado (ou sobrecarga) a ansiedade acontece em situações esporádicas, como um exame particularmente difícil ou para o qual o aluno não se sente devidamente preparado.

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Ajudar a uma pessoa em processo de luto

O/a Psicólogo/a, ao ajudar um enlutado, não deve esperar reações idênticas de luto em pessoas diferentes. Deve validar as emoções intensas do indivíduo, não comparar tragédias e reconhecer o comportamento “normal” de uma pessoa em luto. O enlutado deve ser apoiado na elaboração das tarefas de autocuidado, na promoção do (re)estabelecimento de relações com outras pessoas e na identificação das mudanças verificadas no contexto. A pessoa em luto, deve ser ajudada no por vezes muito difícil processo de aprender a sobreviver sem o objeto perdido, a adaptar-se a num mundo necessariamente diferente e a lidar e resolver relações modificadas.

Distimia, uma perturbação depressiva persistente

É sabido que a depressão tem uma expressão significativa na prevalência das perturbações do foro mental. Porém, nem tudo o que parece é. Há que avaliar cuidadosamente cada critério, cada conjunto de sintomas, uma vez que alguns podem ser comuns a mais do que uma perturbação.

A distimia é uma perturbação depressiva caracterizada pela presença de humor depressivo durante a maior parte do dia, manifesto durante pelo menos dois anos no adulto (em crianças) em mais de metade dos dias. O seu diagnóstico assenta no relato subjetivo (ou por observação dos outros) de pelo menos dois ou mais dos seguintes sintomas: aumento ou diminuição do apetite; dificuldades de sono (ex. insónia); cansaço e/ou falta de energia; baixa autoestima; dificuldades de concentração; dificuldade na tomada de decisões e sentimentos de desesperança. No indivíduo com distimia, estes sintomas podem causar mal-estar clinicamente significativo e/ou défice social, ocupacional ou em qualquer outra área do seu funcionamento.

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Para quê ir ao psicólogo/a?

Por mais que se fale de saúde mental e da importância da mesma para a manutenção da qualidade de vida do indivíduo, parece haver ainda algum preconceito associado à procura de ajuda, nomeadamente de um psicólogo/a. Ideias pré-concebidas erróneas, podem dificultar a tomada de decisão na hora de procurar apoio, ainda que muito dele se possa necessitar.

Reconhece-se hoje em dia que, entre muitas outras patologias, a perturbação de ansiedade e a perturbação de depressão são as doenças do foro mental mais comuns, com elevada prevalência tanto em crianças e adolescentes, como em adultos e idosos. Em alguns casos, uma intervenção de caráter preventivo, pode fazer a diferença entre desenvolver a doença, por vezes até à cronicidade, ou aprender a lidar com a sintomatologia, impedindo que a doença evolua e se instale, comprometendo a funcionalidade e o bem-estar do indivíduo. Deste modo, é fundamental que o psicólogo/a seja visto como alguém que pode fazer a diferença, na vida de uma pessoa, de uma família ou de uma comunidade.

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Fumar ou parar? Eis a perturbação!

É sabido que o consumo de tabaco é responsável por inúmeros danos na nossa saúde, desde o aumento do risco de cancro ao aumento da propensão para os acidentes  vasculares cerebrais, entre outros malefícios. No entanto, embora deixar de de fumar traga muitos benefícios para a saúde e para a “carteira”, muitas pessoas têm grande dificuldade em fazê-lo.

O Tabaco é uma planta do género nicotínico, existindo cerca de cinquenta espécies diferentes. A Nicotina Tabacum, planta originária do continente americano, é a que ao longo do tempo tem despertado maior interesse. Historicamente, a sua utilização é difundida por toda a Europa, sobretudo por causa do grande e suposto valor terapêutico que lhe era atribuído. No entanto, aos dias de hoje, embora fumar seja uma prática socialmente aceite, ela envolve sérios riscos para a saúde, não só do fumador mas de quem com ele priva. O tabaco pode ser fumado ou mascado, tendo em qualquer uma das formas um potencial patogénico significativo. O grau de toxicidade do tabaco deve-se em grande parte à maneira como é consumido, assim como à intensidade da inalação que se faz desta substância. Quer pela inalação de monóxido de carbono através do tabaco fumado, quer pela absorção da nicotina e outros agentes carcinogéneos pelas mucosas, o consumo de tabaco é altamente nocivo.

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Intervenção psicológica na dislexia

Define-se dislexia como uma perturbação específica da aprendizagem, ao nível da escrita e da leitura, com prejuízo nas tarefas de cariz verbal. A criança disléxica pode apresentar dificuldades do tipo visual e/ou fonológico.

Antes de se decidir qual o plano de intervenção a aplicar é fundamental fazer-se uma avaliação cuidada, analisando a situação da criança ao nível das suas competências pessoais e de personalidade, sociais, familiares e escolares. Esta avaliação é feita com recurso a várias “ferramentas” e é indispensável para que se possa desenhar um plano de ação adequado àquela criança, com as suas particularidades. A avaliação permite ainda conhecer os contextos em que a criança está inserida e se desenvolve, bem como perceber a sua representação da escola e dos seus constituintes, incluindo ela própria. Devem ser avaliados os processos nos quais a criança apresenta défice, nomeadamente os envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita.

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O papel do psicólogo no processo de envelhecimento

O envelhecimento da população mundial é uma realidade e Portugal não é exceção. Dos fatores que contribuem para esta situação, destacam-se a baixa natalidade mas também a melhoria das condições de vida e os avanços médicos e tecnológicos, que assim promovem o aumento da esperança média de vida.

Segundo dados do Eurostat, em Portugal cerca de26,6% da população tem 65 anos ou mais e estima-se que em 2050 esse valor ultrapasse os 40%. Este facto está a transformar as sociedades e a economia a nível global, levantando questões como o financiamento dos cuidados de saúde e as medidas de proteção social. Por outro lado, importa também não esquecer a importância da criação e implementação de programas de promoção da saúde e prevenção da doença, para que a qualidade de vida e o bem-estar das populações se mantenha o mais satisfatória possível, ao longo de todo o curso de vida, nomeadamente nos anos mais tardios.

Perante esta realidade, e uma vez que os adultos mais velhos estão mais vulneráveis à doença crónica, isolamento social, depressão e processos de demência, entre outras patologias, os/as psicólogos/as podem ter um papel fundamental na avaliação e acompanhamento destas pessoas, tendo em vista uma resposta adequada às suas necessidades. Tendo em conta a sua formação e o conhecimento cientifico teórico-prático sobre desenvolvimento, comportamento e sobre o impacto psicológico do processo de envelhecimento, os/as psicólogos/as estão preparados para apoiar os adultos mais velhos nos seus diferentes contextos de vida e problemáticas.

A eficácia da intervenção psicológica está demonstrada nas várias fases do desenvolvimento humano (desde a primeira infância). Assim sendo, alguns adultos mais velhos poderão beneficiar de uma intervenção psicológica com muito bons resultados, ao invés de intervenções apenas farmacológicas. Esta população apresenta frequentemente comorbilidades com outras patologias características da idade, encontrando-se por vezes muito medicada. Em muitas situações o recurso à psicologia pode ser a melhor opção. E quais poderão ser os campos de ação do/a psicólogo/a na sua intervenção com pessoas idosas?

Com esta população específica, o/a psicólogo/a pode ajudar a promover o envelhecimento ativo rentabilizando o potencial de cada indivíduo, para que numa relação terapêutica possam trabalhar as suas várias dimensões, tendo em vista o aumento do seu bem-estar. Questões como informar e consciencializar a pessoa acerca do natural processo de envelhecimento, desmistificar crenças e mitos sobre a velhice, promover uma perspetiva realista mas positiva da vida, salientar e potenciar os pontos fortes do individuo, facilitar a sua participação ativa em sociedade/comunidade, são áreas de abrangência do trabalho do/a psicólogo/a. A facilitação da expressão emocional, a compreensão dos processos e situações problemáticas da vida da pessoa idosa, bem como o apoio na adaptação a possíveis mudanças decorrentes do passar do tempo, cabem também na esfera da intervenção psicológica. A acrescentar, este profissional pode ajudar na aceitação e controlo da doença. física ou mental e respetivo tratamento, assim como ensinar e treinar estratégias para lidar com a dor, com a ansiedade, entre outras patologias típicas desta fase da vida, como por exemplo a prevenção da demência ou ainda o apoio em processos de luto.

Envelhecer faz parte da vida e saber envelhecer é muito importante na preservação da qualidade de vida e da satisfação com a mesma. Há que ter uma perspetiva de aceitação e de esperança e tomar decisões importantes para o seu próprio bem-estar emocional, físico e social. A felicidade é um direito universal e cada um de nós pode contribuir efetivamente para ela.

Não basta dar anos á vida, é fundamental dar vida aos anos. Se para isso sentir que precisa de ajuda, não espere mais, peça-a á Sua Psicóloga!

Qualidade do sono na adolescência

Pode considerar-se a qualidade do sono como boa, se corresponder a um período de sono reparador que atende às necessidades do indivíduo de modo a permitir-lhe um funcionamento diário ideal (Walker, Johnson, Miaskowski, Lee, &Gedaly-Duff, 2010).

Um adolescente com uma boa qualidade de sono deverá ir para a cama sem apresentar dificuldades na hora de dormir, transitar sem esforço do estado de vigília para o sono, ter um sono sem interrupções e tranquilo, manter o sono ou não apresentar dificuldades em reiniciar após o despertar noturno e de manhã fazer a passagem do sono para a vigília sem dificuldade (LeBourgeois, Giannotti, Cortesi, Wolfson, & Harsh, 2005). Assim, para uma avaliação da qualidade do sono, é necessário avaliar 5 dimensões essenciais: hora de deitar, adormecer, manutenção do sono, reinício do sono e despertar.

A qualidade do sono é afetada por vários fatores, entre os quais o stresse psicológico, problemas afetivos, hábitos de sono desadequados e parasónias (sonambulismo, pesadelos, bruxismo, etc.) (Manni, Ratti, Marchioni, Castelnovo, Murelli, Startori et al., 1997). Num estudo em que participaram adolescentes portugueses com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, concluiu-se que as maiores dificuldades se prendem com a preparação da hora de deitar, a passagem do sono para a vigília, e o controlo das preocupações do dia-a-dia na hora de ir dormir (Cortez, 2014).

 De um modo geral, a má qualidade do sono é um preditor significativo de maiores limitações na atividade diária dos jovens (Palermo, Fonareva & Janosy, 2008). Em termos comportamentais, parece haver evidência de que a má qualidade do sono está associada a uma maior apatia e menor autoestima, bem como a um tempo de reação mais lento (Telzera, Fulignib, Lieberman. & Galvánb, 2013), o que pode justificar uma maior propensão para comportamentos de risco assim como o comprometimento das capacidades de tomada de decisão.

Em termos de duração, o tempo de sono recomendado para os adolescentes corresponde a uma média de nove horas de sono diárias (Carskadon, Acebo, & Jenni, 2004), no entanto são vários os estudos que indicam que muitos adolescentes não atingem esta média, o que contribui para um sono de má qualidade (Johnson et al., 2006; Liu et al., 2000; R. Roberts, C. Roberts, & Chen, 2002; Terman & Hocking, 1913; Tynjala, Kannas,& Valimaa, 1993; Wolfson & Carskadon, 1998).

Dormir bem é essencial em qualquer momento da vida. No entanto, durante a infância e a adolescência e atendendo ao rápido desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, a importância de um sono de qualidade é maior. Se o seu filho revela dificuldades relacionadas com o sono, procure ajuda-lo e se a tarefa se revelar complicada, procure a Sua Psicóloga!

Sugestão: Matos, M. G. de, Santos, T. G. S. dos, Guedes, F. A. B., Branquinho, C., Cerqueira, A., Marques, A., Simões, C., Tomé, G., Gómez-Baya, D., & Paiva, T. (2019). Os adolescentes portugueses dormem pouco e bem, ou pouco e mal? E então?. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente10(1), 159–171. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2639