Intervenção psicológica na dislexia

Define-se dislexia como uma perturbação específica da aprendizagem, ao nível da escrita e da leitura, com prejuízo nas tarefas de cariz verbal. A criança disléxica pode apresentar dificuldades do tipo visual e/ou fonológico.

Antes de se decidir qual o plano de intervenção a aplicar é fundamental fazer-se uma avaliação cuidada, analisando a situação da criança ao nível das suas competências pessoais e de personalidade, sociais, familiares e escolares. Esta avaliação é feita com recurso a várias “ferramentas” e é indispensável para que se possa desenhar um plano de ação adequado àquela criança, com as suas particularidades. A avaliação permite ainda conhecer os contextos em que a criança está inserida e se desenvolve, bem como perceber a sua representação da escola e dos seus constituintes, incluindo ela própria. Devem ser avaliados os processos nos quais a criança apresenta défice, nomeadamente os envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita.

Continue a ler “Intervenção psicológica na dislexia”

Ativação comportamental: combater a depressão

As pessoas deprimidas sentem uma diminuição da vontade de executar tarefas, bem como dificuldade em obter satisfação com atividades que anteriormente lhes agradavam. A estruturação comportamental pode ser o primeiro passo, numa caminhada para combater a depressão.

A depressão pode contribuir para a redução do numero de atividades que realiza e com as quais está comprometido/a. Ao mesmo tempo, estar deprimido/a retira a vontade de realizar tarefas que são do seu agrado e que lhe podem trazer bem-estar. Assim, uma forma de lidar com essa dificuldade de agir, é precisamente estruturar o seu dia-a-dia. Sozinho/a ou com o apoio do seu psicólogo/a, a implementação de um plano de estruturação comportamental e o comprometimento com o mesmo, são fundamentais para que possa aos poucos sair dessa “escuridão” que é o estado depressivo.

Continue a ler “Ativação comportamental: combater a depressão”

O meu filho é um adolescente, e agora?

Os desafios da parentalidade são muitos e a adolescência pode ser um dos mais complexos. No entanto, nem todos os adolescentes são problemáticos e nem todos os pais apresentam grandes dificuldades em lidar com os seus filhos, durante esta fase do seu desenvolvimento.

Não há uma fórmula mágica nem um livro de instruções que ajude os pais a educarem os seus filhos. Cada individuo e cada família têm as suas especificidades, e que está certo e resulta como regra numa família, pode não se adequar a outra. Porém, ao longo do tempo, vários estudos na área da psicologia, mais especificamente na área da parentalidade e do desenvolvimento, revelam que algumas práticas podem ser muito úteis aos pais, para ajudarem os seus filhos a ultrapassar esta fase da vida, algumas vezes muito difícil, mas também para se ajudarem a si mesmos a exercer a parentalidade de forma mais tranquila…

A primeira sugestão é que se estabeleçam regras e limites (de preferência desde a infância) uma vez que o cumprimento dos limites será uma tarefa a ter em conta ao longo da vida, sendo que vivemos inseridos numa sociedade organizada. Estabelecer regras e limites, e fazer com que sejam cumpridas, não significa sermos “pais ditadores” e as exceções também fazem parte da equação. Mantenha o controlo, mas ao mesmo tempo permita um diálogo aberto com os seus filhos, não só para que estes possam expressar os seus pensamentos e emoções, mas também para que as várias situações possam ser reavaliadas e com eles possa negociar. Procure manter em aberto, o mais possível, todas as linhas de comunicação com os seus filhos. Crianças e adolescentes que sentem que são ouvidos e compreendidos veem potenciado o seu desenvolvimento emocional e desempenho escolar.

É fundamental conseguir manter o equilíbrio saudável entre privacidade e vigilância. Se por um lado proibir aumenta a curiosidade e a vontade de desafiar a regra, por outro lado, perseguir também pode trazer consequências bastante difíceis de aceitar e entender. O ideal será dar liberdade com responsabilidade, mantendo-se atento ao que se passa com os seus filhos. Mudanças bruscas do humor ou do comportamento podem indiciar problemas que precisam de ser resolvidos. O seu papel é estar lá, estar disponível para que o seu filho em dificuldades recorra a si. Demonstrar ao seu filho adolescente que confia nele, abre espaço para que ele peça a sua ajuda quando sentir necessidade, sem medo de julgamentos ou de recriminações.

Seja presente na vida dos seus filhos, vivendo ou não na mesma casa. Valorizar as suas conquistas, mas também os seus esforços, elogiar, reforçar e encorajar as suas iniciativas pode ser uma ferramenta bem útil para lidar com a pressão dos pares, tão comum e por vezes perigosa, nesta fase do desenvolvimento. Um forte apoio emocional da família, bem como a expressão inequívoca dos afetos, são extremamente importantes para a estabilidade dos jovens, embora por vezes pareçam não o valorizar. É também muito importante que os pais procurem informação, acerca dos hábitos e passatempos dos seus filhos adolescentes, para com eles poderem discutir e avaliar os seus riscos e benefícios, e fornecer apoio às dúvidas que possam surgir (ex. consumos, sexualidade, etc.).

Quando os pais sentem dificuldade em lidar com algumas questões relacionadas com os comportamentos típicos da adolescência, então devem pedir ajuda especializada. Um psicólogo/a pode ajudar o jovem a ultrapassar esta fase por vezes tão conturbada. Contudo, alguns jovens oferecem resistência quando ouvem falar em procurar apoio psicológico. Uma forma de combater essa resistência, é explicar aos adolescentes que são os pais que vão pedir ajuda para “aprenderem” a lidar melhor com as questões que geram conflito ou preocupação na sua relação com os filhos. Num esforço conjunto e num trabalho colaborativo, psicólogo/a, pais e adolescente irão conseguir ultrapassar de uma forma adaptativa e mais tranquila os desafios desta etapa.

Todas as fases do desenvolvimento dos filhos podem ser fantásticas e enriquecedoras. Aprecie cada momento e acima de tudo procurem divertir-se!

Qualidade do sono na adolescência

Pode considerar-se a qualidade do sono como boa, se corresponder a um período de sono reparador que atende às necessidades do indivíduo de modo a permitir-lhe um funcionamento diário ideal (Walker, Johnson, Miaskowski, Lee, &Gedaly-Duff, 2010).

Um adolescente com uma boa qualidade de sono deverá ir para a cama sem apresentar dificuldades na hora de dormir, transitar sem esforço do estado de vigília para o sono, ter um sono sem interrupções e tranquilo, manter o sono ou não apresentar dificuldades em reiniciar após o despertar noturno e de manhã fazer a passagem do sono para a vigília sem dificuldade (LeBourgeois, Giannotti, Cortesi, Wolfson, & Harsh, 2005). Assim, para uma avaliação da qualidade do sono, é necessário avaliar 5 dimensões essenciais: hora de deitar, adormecer, manutenção do sono, reinício do sono e despertar.

A qualidade do sono é afetada por vários fatores, entre os quais o stresse psicológico, problemas afetivos, hábitos de sono desadequados e parasónias (sonambulismo, pesadelos, bruxismo, etc.) (Manni, Ratti, Marchioni, Castelnovo, Murelli, Startori et al., 1997). Num estudo em que participaram adolescentes portugueses com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, concluiu-se que as maiores dificuldades se prendem com a preparação da hora de deitar, a passagem do sono para a vigília, e o controlo das preocupações do dia-a-dia na hora de ir dormir (Cortez, 2014).

 De um modo geral, a má qualidade do sono é um preditor significativo de maiores limitações na atividade diária dos jovens (Palermo, Fonareva & Janosy, 2008). Em termos comportamentais, parece haver evidência de que a má qualidade do sono está associada a uma maior apatia e menor autoestima, bem como a um tempo de reação mais lento (Telzera, Fulignib, Lieberman. & Galvánb, 2013), o que pode justificar uma maior propensão para comportamentos de risco assim como o comprometimento das capacidades de tomada de decisão.

Em termos de duração, o tempo de sono recomendado para os adolescentes corresponde a uma média de nove horas de sono diárias (Carskadon, Acebo, & Jenni, 2004), no entanto são vários os estudos que indicam que muitos adolescentes não atingem esta média, o que contribui para um sono de má qualidade (Johnson et al., 2006; Liu et al., 2000; R. Roberts, C. Roberts, & Chen, 2002; Terman & Hocking, 1913; Tynjala, Kannas,& Valimaa, 1993; Wolfson & Carskadon, 1998).

Dormir bem é essencial em qualquer momento da vida. No entanto, durante a infância e a adolescência e atendendo ao rápido desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, a importância de um sono de qualidade é maior. Se o seu filho revela dificuldades relacionadas com o sono, procure ajuda-lo e se a tarefa se revelar complicada, procure a Sua Psicóloga!

Sugestão: Matos, M. G. de, Santos, T. G. S. dos, Guedes, F. A. B., Branquinho, C., Cerqueira, A., Marques, A., Simões, C., Tomé, G., Gómez-Baya, D., & Paiva, T. (2019). Os adolescentes portugueses dormem pouco e bem, ou pouco e mal? E então?. Revista De Psicologia Da Criança E Do Adolescente10(1), 159–171. Obtido de http://revistas.lis.ulusiada.pt/index.php/rpca/article/view/2639

Alunos disléxicos

A dislexia é uma perturbação da aprendizagem específica, em que o indivíduo apresenta uma dificuldade significativa na aprendizagem da leitura. Caracteriza-se principalmente por dificuldades ao nível do reconhecimento preciso ou fluente de palavras escritas, da descodificação e da capacidade de soletrar.

O indivíduo disléxico, apesar de apresentar frequentes erros fonológicos e erros visuo-espaciais, não significa que tenha um problema visual ou auditivo, ainda que possa não conseguir discriminar os sons das letras. A dislexia também não é resultado de uma estimulação escolar deficitária, dificuldades cognitivas ou perturbações mentais, nem mesmo de falta de experiências socioculturais adequadas. A sua origem é multifatorial com destaque para os fatores os genéticos, neurológicos neuro-cognitivos. A dislexia compromete essencialmente as funções relacionadas com o processamento fonológico e à memória verbal, porém pode também afetar outras funções. Estando as aprendizagens escolares diretamente relacionadas com a leitura, esta perturbação pode comprometer seriamente o desempenho e aproveitamento escolar.

Continue a ler “Alunos disléxicos”

Muitas pessoas fantásticas têm baixa autoestima

Muitas pessoas revelam uma forte tendência para destacarem as suas fraquezas e darem pouca importância ás suas capacidades. Muitas pessoas são incapazes de se verem como realmente são. Muitas pessoas têm baixa autoestima.

A autoestima pode definir-se como como um conjunto de sentimentos e pensamentos do indivíduo em relação ao seu próprio valor, competência, confiança, adequação e capacidade para enfrentar desafios, que se traduz numa atitude positiva ou negativa em relação a si mesmo. Considera-se a autoestima um importante fator que influencia a forma da pessoa se perceber, se sentir e responder ao mundo. A alta ou baixa autoestima está relacionada com as experiências do indivíduo ao longo da vida, principalmente, aquelas que se referem à afeição, ao amor, à valorização, ao sucesso ou ao fracasso. Parece ser consensual que uma autoestima positiva é fundamental para que uma pessoa desenvolva ao máximo as suas capacidades.

Continue a ler “Muitas pessoas fantásticas têm baixa autoestima”

Sobredotação, criatividade e aprendizagem

Para que se considere que uma criança é sobredotada, o critério tradicional é que possua um quociente de inteligência – QI igual ou superior a 130, ou seja, elevado. Para isso, as crianças são sujeitas a testes de avaliação psicológica, onde põem à prova as suas competências nas diversas dimensões passíveis de avaliação, como por exemplo a compreensão verbal, a organização percetiva, a velocidade de processamento, entre outras.

A definição de sobredotação pode excluir crianças altamente criativas, cujas respostas pouco típicas e fora do comum fazem diminuir a sua pontuação nos referidos testes. Podem ainda ficar excluídas crianças provenientes de grupos minoritários, cujas habilidades podem não estar bem desenvolvidas, por falta de experiencias, oportunidades e de estímulos, embora possa existir potencial para tal. O mesmo se pode aplicar a crianças com aptidões específicas, que podem ser avaliadas como medianas ou mesmo revelar problemas de aprendizagem, noutras áreas distintas. Assim, foi adotada uma definição mais ampla, que inclui crianças que apresentam alta capacidade ou competência intelectual, criativa, artística ou de liderança em campos académicos específicos, e que necessitam de serviços e atividades educacionais especiais, no sentido de desenvolverem totalmente essas capacidades. O método de avaliação pode abranger critérios múltiplos que incluam resultados em testes de desempenho, desempenho em sala de aula, produção criativa, informação fornecida por pais e professores e entrevistas com os alunos. No entanto o valor do QI permanece como fator importante e muitas vezes determinante.

Continue a ler “Sobredotação, criatividade e aprendizagem”

Controlar a ansiedade

A ansiedade é uma reação natural do nosso corpo que faz parte do desenvolvimento humano. É uma expectativa apreensiva relacionada com as mudanças (naturais e/ou imprevistas) que o indivíduo experiencia no seu quotidiano e nos diversos contextos em que se movimenta.

A ansiedade manifesta-se de diferentes formas, sendo o nosso corpo o primeiro a reagir e a dar os primeiros sinais. Sintomas como aceleração dos batimentos cardíacos, rubor, tremores, dor de cabeça, dificuldade em respirar, tensão muscular, tonturas, aperto no peito ou dificuldade em se concentrar, são sinais de alerta que não devem ser ignorados. A ansiedade pode também manifestar-se por pensamentos derrotistas e ruminantes, sensação de que algo de mal nos vai acontecer, irritabilidade, dificuldade em adormecer e/ou manter o sono, entre outros sintomas que podem variar de pessoa para pessoa. Uma perturbação de ansiedade pode mesmo conduzir o indivíduo a sentimentos de medo irracional, vergonha isolamento social, tristeza, desespero, insegurança, angústia constante, sentimentos de frustração, falta de sentido de humor ou ressentimento.

Todos nós, em vários momentos das nossas vidas já vivenciamos situações em que os níveis de ansiedade subiram mais do que o desejável, tendo em alguns casos até escalado para um ataque de pânico. Para evitar essa escalada e as respetivas consequências, há que saber identificar os sinais do nosso corpo e agir, utilizando estratégias de coping. Chama-se coping aos esforços cognitivos e comportamentais adaptativos que utilizamos face a uma determinada situação de stresse, que ultrapassa as nossas capacidades e que constitui numa sobrecarga aos nossos recursos, perante uma ameaça ao nosso bem-estar. Estas estratégias, por sua vez, podem ser orientadas para o problema ou para a emoção. As primeiras visam atuar sobre o fator de stresse, procurando alterar a situação ou o problema que está a provocar desajustamentos (ex. agir sobre a origem da situação, procurar formas para resolver o problema). As segundas estratégias são direcionadas à resposta emocional ao evento stressante, adequando essa resposta quando não é possível controlar ou modificar a situação. São estratégias que procuram regular as emoções desajustadas, associadas ou resultantes de acontecimentos geradores de tensão (ex. choro, autocensura, evitamento, recusa, agitação ou fuga).

De entre as estratégias focadas no problema, destacam-se a procura de informação (serviços, apoios…), a definição de objetivos concretos e reais de resolução do problemas e a identificação das respostas alternativas. No que diz respeito às estratégias focadas nas emoções, é de referir a procura de significados para o problema (no passado, ou antecedentes das ações stressantes), bem como a identificação das emoções e a aprendizagem e treino de mecanismos eficazes de regulação das mesmas (exercícios de relaxamento, treino cognitivo de técnicas como a paragem do pensamento, a racionalização, entre outras).

A ansiedade pode afetar transversalmente todos os indivíduos. Não escolhe género nem idade e pode ser um problema ligeiro, com o qual a pessoa consegue lidar facilmente, ou, pelo contrário, tornar-se numa perturbação grave que necessita de ajuda especializada. Mesmo os casos mais ligeiros, não devem ser desvalorizados, principalmente tratando-se de crianças ou jovens, uma vez que corre o risco de se agravar e de se tornar um problema crónico e perturbador da funcionalidade da criança ou do adolescente. Faça uma avaliação do seu estado de ansiedade e procure ajuda, se sentir que ela o está a perturbar e a diminuir a sua qualidade de vida.

A Sua Psicóloga, poderá ser uma boa aliada para o/a ajudar a controlar a sua ansiedade!

Falar da guerra aos mais novos

As notícias e imagens de guerra que diariamente chegam às nossas casas, podem afetar de forma muito significativa os pensamentos e sentimentos de crianças e adolescentes. Mesmo relativamente longe, assistir aos conflitos armados que acontecem neste momento, pode comprometer a necessidade dos mais novos verem o mundo como um lugar seguro e previsível.

A atual guerra entre a Rússia e a Ucrânia faz com que cheguem diariamente às nossas casas imagens e relatos do conflito, que por um lado nos mantêm informados e por outro lado nos provocam stresse e ansiedade. Sem que muitas vezes consigam compreender o que se está a passar, as crianças/adolescentes podem ser particularmente sensíveis a esta situação, que pode ser verdadeiramente aterrorizadora. As imagens dos bombardeamentos e destruição, dos feridos, das pessoas a fugirem desesperadas e os relatos emocionados quer de repórteres, quer dos refugiados podem provocar medo, sofrimento ou confusão. A nós pais e educadores, cabe-nos procurar proteger as crianças e ao mesmo tempo encoraja-las a serem curiosas em relação ao que se passa no mundo. Como podemos então desempenhar essa tarefa tão difícil?

Continue a ler “Falar da guerra aos mais novos”

Anorexia nervosa, uma doença silenciosa

Dentro do espectro das perturbações do comportamento alimentar, também descritas como perturbações da alimentação e da ingestão, podemos encontrar vários tipos, cada qual com as suas especificidades e critérios de diagnóstico. A anorexia nervosa é uma das perturbações mais conhecidas, a par da bulimia ou da perturbação de compulsão alimentar.

A anorexia nervosa é uma perturbação do foro mental e deve ser tratada como tal. O estigma associado (cada vez menos) à saúde mental, pode levar à falta de acompanhamento e a um atraso na avaliação e correto encaminhamento do caso. Em casos muito ligeiros, por vezes, a psicoterapia pode ser eficaz por si só, no entanto, muitas vezes é necessária uma intervenção multidisciplinar, que inclui pelo menos o médico psiquiatra, o psicólogo e o nutricionista. Habitualmente não é o doente que procura ajuda mas sim os seus familiares, após acentuada perda de peso. Quando é o próprio doente a procurar ajuda profissional, fá-lo frequentemente devido ao mal-estar que decorre das sequelas somáticas e fisiológicas do jejum. Raramente uma pessoa que sofre de anorexia nervosa se queixa do emagrecimento por si, uma vez que em regra, não tem consciência do problema ou nega-o. Por esta razão, a família pode constituir-se como uma importante fonte de informação na avaliação da história da perda de peso e das outras características da doença.

Continue a ler “Anorexia nervosa, uma doença silenciosa”