O Natal pode ou não, ser o que cada um de nós quiser?

Tradicionalmente, as famílias cristãs celebram o nascimento de Jesus na noite de 24 para 25 de Dezembro. O Natal carrega em si uma simbologia própria e caracteriza-se pelas reuniões de família, refeições com pratos típicos como o bacalhau, o Perú e as filhós, troca de presentes e em muitos casos a participação em celebrações religiosas, como é o caso da Missa do Galo.

A época do Natal inicia-se cada vez mais cedo, uma vez que é marcada também por um maior consumismo. Os estabelecimentos comerciais enfeitam-se de acordo com as tradições e oferecem promoções para incentivar a aquisição de presentes e assim dinamizar a sua economia. As autarquias e juntas de freguesia empreendem os seus melhores esforços no sentido de dar cor, luz e por vezes música, às ruas de cada bairro e cidade. Cada pessoa à sua maneira, e dentro daquilo que são as suas crenças e possibilidades, vive a época natalícia com maior ou menor entusiasmo. Muitas pessoas vivenciam o espírito da festa religiosa que simboliza esta quadra, outras, não crentes, vivem o Natal com espírito de festa e com um entusiasmo e alegria mais mundanos. Será então “legítimo” que os não cristãos vivenciem o Natal e lhe atribuam outro significado que não propriamente o religioso?

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