Motivar para aprender

A motivação é o ponto de partida parta uma aprendizagem eficaz. Alunos com capacidades cognitivas normativas, se motivados, estão predispostos a aprender e a dar significado às suas aprendizagens. A par da motivação está a autoestima. Um aluno com boa autoestima, reconhece as suas capacidades e permite-se utilizar estratégias adequadas a uma aprendizagem orientada para o sucesso!

Muitos jovens e até crianças, revelam nos dias de hoje, uma grande desmotivação face à escola e à aprendizagem, com efeitos muito significativos ao nível do decréscimo do rendimento escolar e do seu bem-estar emocional e familiar, O desinteresse e a desmotivação com a escola, habitualmente, não é determinado por uma única causa mas sim, por um conjunto de determinantes que podem englobar fatores temperamentais, ambientais ou contextuais e ainda fatores genéticos. Uma das causas mais frequentemente apontadas para a desmotivação para o estudo é a forma como os conteúdos programáticos são lecionados ou a dificuldade na relação com os professores. Outra razão para o desinteresse, prende-se com o facto de que as crianças e os jovens podem não reconhecer utilidade a alguns dos referidos conteúdos, ou de não entenderem de que forma essas aprendizagens lhe podem ser úteis, quer no presente, quer no futuro.

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Crianças, regras e limites

O estabelecimento regras e limites e o cumprimento dos mesmos, é fundamental para um bom desenvolvimento infantil, uma vez que facilita a aquisição de competências relacionais. Respeitar limites, ensina a criança a compreender a importância das regras sociais e potencia a sua autorregulação, promovendo o seu adequado relacionamento com os vários elementos dos contextos em que a criança está inserida.

São os adultos, na sua relação com as crianças, que lhes ensinam o que são e quais são, os limites de cada interação. Através da observação e imitação dos comportamentos dos adultos, as crianças aprendem com as reações e respostas dos mesmos perante os seus comportamentos e atitudes. No exercício da parentalidade, os pais devem ensinar mais do que punir, ou seja, em vez de agredir, ameaçar ou castigar a criança perante um comportamento desadequado, os pais devem chamar a atenção para o que está errado, no momento certo e logo que possível ensinar qual seria o comportamento adequado para a aquela situação. Assim, a criança tem a oportunidade de compreender o que fez mal e de aprender como fazer de forma correta, ou seja, de acordo com o que é esperado pelas normas da convivência familiar, cultural ou social.

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A criança e o papel da escola na socialização

A socialização consiste num processo interativo essencial para o desenvolvimento humano. Através da socialização, a criança satisfaz as suas necessidades básicas e assimila os aspetos culturais do seu contexto, contribuindo assim para o desenvolvimento reciproco de si e da sociedade. O processo de socialização tem o seu início no nascimento e mantém-se ao longo de todo o ciclo de vida de um indivíduo.

As mudanças que têm vindo a ocorrer nas últimas décadas, como o desenvolvimento tecnológico, as alterações das constelações familiares, a quantidade de informação disponível e a facilidade de comunicação, entre outros aspetos, têm vindo a modificar o modo como o processo de socialização ocorre. Apesar de todas as modificações observadas na vida moderna, a escola continua a desempenhar um importante papel na socialização infantil, na medida em que contribui fortemente para o desenvolvimento sociocognitivo das crianças, com grande impacto no seu futuro. É em contexto escolar que se adquirem os modelos de aprendizagem e é também neste contexto que se inicia a construção da identidade e do sentido de pertença ao grupo. É assim, entre a escola e a família que a criança se vai construindo enquanto indivíduo, à medida que adquire competências de linguagem, expressão afetiva e valores sociais, a par dos conteúdos programáticos adequados a cada fase do seu desenvolvimento.

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Aprender estudando e aprender brincando

Se é verdade que é na sala de aula que se aprendem conteúdos fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento humano, não é menos verdade que fora da sala de aula também se fazem muitas aprendizagens essenciais a uma adequada adaptação do indivíduo ao meio.

Alguns pais apresentam uma grande tendência para se focarem demasiado no desempenho escolar dos seus filhos, sobrevalorizando-o em detrimento de outras aprendizagens. Se é de grande importância que os conteúdos programáticos sejam adquiridos e compreendidos e se vejam refletidos em boas notas, também as aprendizagens feitas em contexto escolar mas fora da sala de aula são importantes. A aprendizagem social, as competências relacionais e as interações com o grupo de pares são de uma enorme riqueza por vezes desvalorizada. Também o tempo do “brincar” é por vezes diminuído, em virtude das inúmeras atividades extracurriculares estruturadas, que sobrecarregam as crianças e as obriga uma rigidez de horários que deixa muito pouco tempo livre para as brincadeiras desestruturadas, descontraídas, criativas e prazerosas.

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A importância da intervenção psicológica em crianças e adolescentes

Se uma criança/adolescente conseguir modificar o seu comportamento ou o seu modo de pensar acerca de uma dificuldade, pode por um lado melhorar o seu desempenho, ou por outro lado adaptar-se à sua condição, de modo a aprender a lidar com ela de forma a que ela seja menos perturbadora, ou até mesmo transformar a sua fraqueza em força.

De acordo com a opinião de vários especialistas nesta área, a intervenção psicológica em crianças e adolescentes deve contemplar vários domínios: físico, cognitivo, emocional e social. Qualquer avaliação implicará a inclusão destes 4 domínios, no sentido de perceber o funcionamento da criança e de orientar o plano de intervenção de modo a torna-lo mais completo, atrativo e eficaz. Ainda que as dificuldades apresentadas pela criança/jovem possam manifestar-se essencialmente num dos domínios, certo é que todos eles se interrelacionam e influenciam. Deste modo e a título de exemplo, se um jovem apresenta dificuldades ao nível do sono, o ensino e treino de estratégias de higiene de sono, que ao mesmo tempo incluem mudanças de comportamento e aquisição de hábitos de vida saudáveis, irá não só beneficia-lo no que diz respeito à qualidade do sono como também trazer-lhe vantagens ao nível físico, cognitivo e emocional.

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Perturbação de movimentos estereotipados

A perturbação de movimentos estereotipados caracteriza-se por comportamentos motores repetitivos, não atribuíveis a efeitos fisiológicos de uma substância ou condição neurológica, aparentemente dirigidos sem propósito, que interferem com as atividades sociais, académicas ou outras, e que pode resultar em lesões do próprio indivíduo.

A perturbação de movimentos estereotipados pode incluir comportamentos como sacudir ou agitar as mãos, balançar o corpo, bater com a cabeça, bater a si próprio ou até mesmo morder-se, podendo resultar ou não em comportamentos autolesivos, consoante a gravidade do caso. Consideram-se autolesivos todos os comportamentos que podem resultar em lesões se não forem tomadas medidas preventivas. Deverá especificar-se se estes comportamentos estão associados a alguma condição médica ou genética conhecida, perturbação do neurodesenvolvimento ou fator ambiental (ex. exposição intrauterina ao álcool). A gravidade desta perturbação pode ser ligeira, se os sintomas são facilmente suprimidos por distração ou estímulos sensoriais, ou moderada, se os sintomas requerem medidas protetoras e modificação explícita do comportamento.

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Crianças e redes sociais: reais e virtuais

Hoje em dia falar de redes sociais remete-nos para o mundo virtual, tão apelativo para os adolescentes mas também para as crianças mais novas. A partilha de fotos e vídeos, bem como os likes e comentários que estes originam são fortemente valorizados, para o bem, e para o mal…Porém, existe uma rede de pessoas, reais, que se forma á volta da criança e que a acompanha ao longo do seu desenvolvimento. Essa é a verdadeira rede de apoio social.

Ao longo do curso de vida a rede de apoio social vai-se modificando, havendo elementos que entram e outros que saem, conforme a fase da vida em que o indivíduo se encontra. No entanto, as dimensões da rede social são tipicamente 3: familiar, escolar e comunitária. A família nuclear constitui-se como o anel mais próximo da criança desde o seu nascimento. Ao nascer, a criança é habitualmente rodeada pelos pais, irmãos e avós, sendo estes por norma os elementos mais comuns de suporte socio-emocional. Provedores de alimento, afeto e outros cuidados, a família constitui a rede que acolhe a criança e a protege. Noutro anel mais alargado, encontram-se outros familiares como tios, primos ou avós geograficamente mais distantes. Estes elementos estão habitualmente presentes na vida da criança em momentos significativos como aniversários e outras festividades, mas também podem constituir um meio de suporte importante em momentos de doença ou outras dificuldades, como por exemplo a separação dos pais.

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A adolescência e o consumo de álcool

Impelidos pela curiosidade, pressão dos pares, busca de novas sensações, necessidade de se alhearem dos seus problemas, auto-descoberta, definição da identidade e consequente assunção de comportamentos de oposição à autoridade parental, muitos são os jovens que experimentam e consomem álcool, tabaco ou outras substâncias psicoativas. Estes comportamentos põem em risco a sua saúde física e psicológica, não só presente mas também futura.

Os jovens encontram nos seus pares os seus modelos de identificação, adotando os comportamentos do grupo uma vez que na maioria dos casos e devido à sua imaturidade cerebral, principalmente das estruturas do córtex pré-frontal, os adolescentes não têm ainda a capacidade de compreender as potenciais consequências dos seus atos.

O consumo de álcool, na adolescência, muitas vezes vai para além da experiencia e torna-se abusivo, logo, prejudicial. É considerado abuso, um padrão comportamental muito pouco adaptativo, com a duração superior a um mês, em que um jovem continua a consumir uma substância mesmo conhecendo a sua perigosidade. Este padrão de comportamento desadequado e arriscado inclui, por exemplo, a condução de veículos após o consumo de álcool, o que coloca em risco a sua vida e a de terceiros. Um dos perigos da experiencia do consumo de substâncias psicoativas é o perigo de se tornar abusivo ou até mesmo de levar o adolescente à dependência. Esta pode ser fisiológica, psicológica ou ambas e o mais provável é que se não houver intervenção, se prolongue pela idade adulta.

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Crianças: etnias, relações e o papel do jardim de infância

Em Portugal, ao longo das últimas décadas, tem-se vindo a integrar uma crescente diversidade étnica que se deve principalmente ao processo de globalização das sociedades e às relações que o nosso país tem vindo a estabelecer com outros povos.

As crianças fazem parte da crescente diversidade étnica que se observa em Portugal. Atualmente parecem existir cerca de 13 etnias diferentes na sociedade portuguesa e entre negros, brancos e mestiços, em termos de cor de pele, podemos também encontrar crianças originárias de diferentes áreas geográficas. Dos diversos continentes provêm crianças culturalmente diferentes. Crianças indianas, ciganas, guineenses, brasileiras, etc., são exemplos de alguns grupos étnicos já representativos da nossa sociedade. É na infância que se dá início ao processo de sociabilização, tão necessária à espécie humana e os contextos sociais. Este processo, ao longo do tempo, passou a ser mais diversificado, promovendo assim uma maior possibilidade de interação com diferentes etnias e contextos culturais. O bairro e a escola passam a ser os contextos privilegiados da interação infantil. No entanto, os preconceitos e estereótipos passados de geração em geração, podem dificultar essas interações, tornando-as tensas e conflituosas, podendo levar ao isolamento social e a exclusão.

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O meu filho dorme comigo…

Crianças a dormirem com os paisGeralmente aconselha-se que a criança durma sozinha, se possível a partir dos seis meses de vida, de preferência no seu próprio quarto, no sentido de favorecer a sua capacidade de estar só e de promover o desenvolvimento da sua autonomia.

Filhos a dormir no meio dos pais, mães ou pais a dormir na cama com o filho, o pai a dormir no sofá da sala porque o filho dorme com a mãe, a mãe a dormir na cama de um filho e o pai na cama com o outro… tantas possibilidades de cenários e tão reais e até frequentes. Vários são os argumentos utilizados pelos pais para justificarem algumas destas situações. “Se eu não for para a cama dele, ele não dorme”, “se não a deixar aconchegar-se no meio de nós ela passa a noite a acordar e ninguém tem sossego”, “eu deixo-o dormir comigo porque também gosto desse miminho” ou “é uma boa maneira de não ter que dormir com o meu marido”. São todos argumentos possíveis, e eu já os ouvi a todos!

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