Nem sempre é fácil dizer “não estou bem”. Por vezes, o sofrimento permanece escondido durante semanas, meses ou até anos, atrás das rotinas, das responsabilidades e de uma aparente normalidade. Entre aquilo que sentimos e o momento em que conseguimos pedir ajuda pode existir um longo silêncio. E é precisamente nesse espaço que falar, escutar e reconhecer os sinais de sofrimento pode fazer a diferença.
Todos os anos, a 10 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, uma data que procura sensibilizar para a importância de falar sobre o sofrimento psicológico, reduzir o estigma e facilitar o acesso ao apoio. Mais do que centrar a atenção apenas na crise, este dia convida-nos a refletir sobre a forma como escutamos, reconhecemos sinais de sofrimento e criamos espaço para que alguém possa dizer que não está bem.
Com a chegada do verão, mudam as temperaturas, a roupa torna-se mais leve e o corpo fica naturalmente mais exposto. Para muitas pessoas, esta mudança é vivida com descontração, mas, para outras, pode trazer consigo um aumento significativo da insegurança, da autocrítica e do desconforto com a própria imagem. Ir à praia, usar determinadas peças de roupa, aparecer numa fotografia ou simplesmente estar num espaço onde outros corpos estão mais visíveis pode tornar-se emocionalmente exigente.
A imagem corporal não corresponde apenas àquilo que vemos quando nos olhamos ao espelho. É uma construção complexa, que envolve pensamentos, emoções, perceções e atitudes relativamente ao próprio corpo e que vai sendo influenciada pelas experiências pessoais, pelas relações, pelos padrões culturais e pelas mensagens que recebemos ao longo da vida. No verão, alguns destes fatores parecem ganhar maior intensidade. A comparação com outras pessoas torna-se mais frequente e as redes sociais acrescentam uma sucessão de imagens cuidadosamente selecionadas, posadas, filtradas ou editadas que podem facilmente ser tomadas como referência. A investigação tem mostrado uma relação consistente entre a comparação baseada na aparência e uma maior insatisfação corporal.
Embora estas dificuldades sejam frequentemente associadas à adolescência, não pertencem exclusivamente a esta fase da vida. As transformações corporais acompanham-nos ao longo dos anos: crescimento, gravidez, pós-parto, envelhecimento, menopausa, doença, tratamentos médicos, alterações hormonais ou simplesmente as mudanças naturais do corpo. Homens e mulheres podem sentir desconforto com a sua imagem em diferentes momentos. A ideia cultural de que existe uma forma física adequada para usar determinada roupa ou frequentar a praia contribui para perpetuar uma expectativa difícil de alcançar e, sobretudo, desnecessária.
É precisamente antes do verão que reaparecem expressões como “preparar o corpo para o verão” ou “conseguir um corpo de praia”. Mas um corpo não precisa de preencher determinados critérios estéticos para poder estar na praia, usar um fato de banho ou desfrutar dos dias quentes. Todos os corpos são corpos de verão. Ter um corpo de verão significa, simplesmente, ter um corpo e estar no verão. Esta ideia não implica que tenhamos de gostar todos os dias de tudo aquilo que vemos ao espelho. Podemos sentir insegurança relativamente a algumas características físicas e, ainda assim, escolher não deixar que essa insegurança determine aquilo que podemos vestir, os lugares onde podemos estar ou as experiências das quais nos permitimos participar.
A pressão para modificar rapidamente o corpo pode também interferir com a relação com a alimentação. Nesta época tornam-se particularmente comuns dietas muito restritivas, eliminação de determinados alimentos, períodos prolongados sem comer ou tentativas de compensar aquilo que se comeu através de restrição posterior ou exercício físico excessivo. Quando comer começa a organizar-se predominantemente em torno de regras externas — “isto posso”, “isto não posso”, “hoje estraguei tudo”, “amanhã tenho de compensar” — é fácil perder progressivamente o contacto com os sinais internos de fome, saciedade, prazer e satisfação. A comida deixa então de ser apenas alimento, prazer, cultura e convívio e pode transformar-se numa fonte permanente de vigilância e culpa.
Uma relação mais saudável e intuitiva com a alimentação procura precisamente recuperar essa capacidade de escutar o corpo. Significa reconhecer a fome e a saciedade, permitir flexibilidade alimentar, escolher também tendo em conta o prazer, as preferências e as necessidades físicas e compreender que nenhum alimento isolado define a qualidade global da nossa alimentação. Não significa comer sem qualquer atenção às necessidades nutricionais, nem ignorar condições de saúde que exijam cuidados específicos. Significa antes afastar-se da lógica da punição, da culpa e da compensação. A investigação sobre alimentação intuitiva tem encontrado associações com menor perturbação do comportamento alimentar e da imagem corporal e com indicadores mais favoráveis de autoestima e bem-estar psicológico.
Construir uma relação mais tranquila com o corpo pode também passar por deslocar parte da atenção da aparência para aquilo que o corpo permite fazer e experimentar. Caminhar, nadar, descansar, abraçar alguém, dançar, sentir a água do mar ou simplesmente respirar são experiências corporais que não dependem do tamanho de uma roupa nem de uma fotografia considerada perfeita. Pode igualmente ser útil observar a forma como falamos connosco próprios, reduzir a exposição a conteúdos digitais que desencadeiam comparação constante e questionar determinadas regras que fomos interiorizando: “não posso usar isto”, “as minhas pernas não são para mostrar”, “quando emagrecer vou à praia”. Nem todas as inseguranças desaparecem quando deixamos de lhes obedecer, mas podem progressivamente deixar de comandar as nossas escolhas.
Quando a preocupação com a aparência ocupa grande parte do pensamento, condiciona a alimentação, provoca evitamento de situações sociais, leva a comportamentos repetidos de verificação do corpo ou interfere significativamente com a autoestima e o bem-estar, poderá ser importante procurar acompanhamento psicológico. O objetivo não precisa de ser aprender a considerar o próprio corpo perfeito. Pode ser algo mais realista e, frequentemente, mais libertador: desenvolver uma relação suficientemente segura e respeitadora com ele para que a vida não tenha de ficar à espera de um corpo diferente.
Neste verão, talvez o desafio não seja preparar o corpo para ser visto, mas permitir que o corpo que já temos participe plenamente na nossa vida.
Referências bibliográficas
Myers, T. A., & Crowther, J. H. (2009). Social comparison as a predictor of body dissatisfaction: A meta-analytic review. Journal of Abnormal Psychology, 118(4), 683–698. https://doi.org/10.1037/a0016763
Linardon, J., Tylka, T. L., & Fuller-Tyszkiewicz, M. (2021). Intuitive eating and its psychological correlates: A meta-analysis.International Journal of Eating Disorders, 54(7), 1073–1098. https://doi.org/10.1002/eat.23509
Warren, J. M., Smith, N., & Ashwell, M. (2017). A structured literature review on the role of mindfulness, mindful eating and intuitive eating in changing eating behaviours: Effectiveness and associated potential mechanisms.Nutrition Research Reviews, 30(2), 272–283. https://doi.org/10.1017/S0954422417000154
As férias em família são frequentemente associadas a descanso, convívio e criação de boas memórias. No entanto, este período pode também tornar mais visíveis tensões que, durante o ano, ficam diluídas pelas rotinas, pelos horários e pelas responsabilidades individuais. Passar mais tempo em conjunto não significa, necessariamente, sentir maior proximidade. Em algumas famílias, a convivência prolongada pode aumentar a irritabilidade, a sensação de invasão de espaço e a dificuldade em gerir diferenças.
Uma das principais fontes de conflito está nas expectativas. Muitas pessoas iniciam as férias com a ideia de que todos devem estar disponíveis, bem-dispostos e interessados nas mesmas atividades. Espera-se que o tempo em conjunto decorra de forma harmoniosa e que o afastamento das obrigações quotidianas resolva, por si só, o cansaço ou as dificuldades relacionais. Quando isso não acontece, pode surgir a frustração. Um dia menos conseguido, uma discussão ou a necessidade de ficar sozinho podem ser interpretados como sinais de que as férias “não estão a correr bem”.
Vivemos numa sociedade marcada pela diversidade. As pessoas diferem nas suas crenças, valores, origens, escolhas e formas de viver. Essas diferenças podem enriquecer as relações e ampliar a nossa compreensão do mundo. No entanto, também podem despertar desconforto, insegurança e resistência.
A intolerância surge quando existe dificuldade em reconhecer e respeitar o direito do outro a pensar, sentir ou viver de forma diferente. Não se trata apenas de discordar. É possível discordar sem desvalorizar, atacar ou excluir. A intolerância começa quando a diferença é vista como inaceitável, inferior ou ameaçadora. A tolerância implica respeito pela diversidade humana e não significa indiferença, condescendência ou renúncia às próprias convicções (UNESCO, 1995). Podemos manter os nossos valores e, simultaneamente, reconhecer que os outros têm direito à sua própria forma de pensar e viver.
O ciúme é uma emoção humana comum, geralmente associada ao medo de perder alguém significativo ou à percepção de ameaça numa relação. Pode surgir em diferentes contextos: perante uma mudança na disponibilidade emocional do parceiro, experiências anteriores de traição, insegurança pessoal, ambiguidade relacional ou dificuldades de comunicação.
Sentir ciúme não significa, por si só, que exista uma perturbação psicológica, nem que a relação esteja necessariamente em risco. O problema surge quando o ciúme se torna frequente, intenso e passa a condicionar o comportamento da pessoa, levando à vigilância, ao controlo, à comparação constante, à procura repetida de garantias ou à interpretação negativa de pequenos sinais.
A prática clínica em psicologia exige muito mais do que conhecimento teórico ou domínio de técnicas de intervenção. Implica escuta, responsabilidade, tomada de decisão, consciência ética e capacidade de refletir continuamente sobre o impacto da relação terapêutica no processo de mudança. Neste contexto, a supervisão clínica assume um papel fundamental no desenvolvimento profissional do psicólogo e na qualidade dos cuidados prestados às pessoas que procuram acompanhamento psicológico.
A supervisão clínica pode ser entendida como um espaço estruturado de reflexão, aprendizagem e orientação, no qual o psicólogo analisa a sua prática com o apoio de um profissional mais experiente ou com formação específica em supervisão. De acordo com Bernard e Goodyear (2019), a supervisão constitui uma intervenção profissional distinta, com objetivos próprios, centrada no desenvolvimento de competências, na monitorização da qualidade da prática e na proteção do cliente. Assim, não se trata apenas de “pedir opinião” sobre casos clínicos, mas de um processo colaborativo que permite aprofundar a compreensão dos pacientes, rever hipóteses de conceptualização, pensar estratégias de intervenção e reconhecer os próprios limites enquanto terapeuta.
Ao longo do trabalho clínico, surgem frequentemente situações complexas: dúvidas diagnósticas, dificuldades na adesão ao processo terapêutico, impasses na relação terapêutica, questões éticas, gestão do risco, resistência à mudança ou impacto emocional dos casos no próprio psicólogo. A supervisão oferece um contexto seguro e confidencial para pensar estas situações com maior distância crítica, favorecendo uma prática mais consciente, fundamentada e eticamente responsável. As orientações da American Psychological Association (2014) sublinham precisamente a importância da supervisão como processo orientado para competências, ética, responsabilidade profissional e qualidade dos serviços psicológicos.
Um dos aspetos centrais da supervisão clínica é a reflexão sobre a relação terapêutica. A forma como o psicólogo escuta, interpreta, responde e se posiciona perante o paciente influencia profundamente o processo terapêutico. Por vezes, determinados casos ativam no terapeuta emoções, inseguranças, expectativas ou padrões relacionais que podem interferir, mesmo de forma subtil, na intervenção. A supervisão permite identificar estes aspetos, não com uma lógica de julgamento, mas de desenvolvimento e autoconsciência profissional. Falender e Shafranske (2004) destacam que a supervisão baseada em competências implica não só a aquisição de conhecimentos técnicos, mas também a capacidade de autorreflexão, integração ética e consciência dos fatores pessoais que podem influenciar a prática clínica.
Para psicólogos em início de carreira, a supervisão é particularmente importante. A passagem da formação académica para a prática clínica implica lidar com a incerteza, a responsabilidade e a singularidade de cada pessoa acompanhada. A supervisão ajuda a consolidar competências, desenvolver raciocínio clínico, integrar modelos teóricos e ganhar segurança na condução dos processos terapêuticos. No entanto, a supervisão não deve ser entendida como uma necessidade apenas dos profissionais menos experientes. Também psicólogos com muitos anos de prática beneficiam de espaços regulares de supervisão, sobretudo perante casos complexos, áreas clínicas específicas ou momentos de maior exigência emocional.
Do ponto de vista ético e deontológico, a supervisão clínica contribui para uma prática mais rigorosa e responsável. A psicologia envolve decisões que podem ter impacto significativo na vida das pessoas: avaliação psicológica, formulação clínica, intervenção, encaminhamentos, comunicação com outros profissionais ou elaboração de relatórios. Ter um espaço onde estas decisões possam ser refletidas favorece a qualidade da intervenção e reduz o risco de atuações isoladas, precipitadas ou insuficientemente fundamentadas. Em Portugal, o Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses reforça a responsabilidade do psicólogo em manter uma prática competente, atualizada e respeitadora dos princípios éticos da profissão (Ordem dos Psicólogos Portugueses, 2016).
A supervisão é também um instrumento de prevenção do desgaste profissional. A exposição continuada ao sofrimento psicológico, ao trauma, à perda, à doença, à violência ou a contextos familiares disfuncionais pode ter impacto emocional no psicólogo. Quando não existe espaço para pensar e elaborar esse impacto, aumenta o risco de fadiga por compaixão, exaustão emocional ou dificuldades na manutenção da disponibilidade terapêutica. A supervisão pode funcionar, assim, como um fator protetor, promovendo maior equilíbrio, autorregulação e sustentabilidade da prática clínica.
Importa ainda distinguir supervisão clínica de psicoterapia pessoal. Embora ambas possam contribuir para o desenvolvimento do psicólogo, têm objetivos diferentes. A psicoterapia centra-se no funcionamento pessoal do terapeuta enquanto pessoa; a supervisão centra-se na prática profissional, nos casos clínicos, nas decisões técnicas, na relação terapêutica e nas competências clínicas. Em muitos momentos, estas dimensões podem tocar-se, mas devem manter enquadramentos diferenciados.
Na prática, a supervisão pode assumir diferentes formatos: individual, em grupo, presencial ou online. Pode centrar-se na discussão de casos, na revisão de conceptualizações clínicas, na análise de sessões, na preparação de intervenções ou na reflexão sobre dilemas éticos. Independentemente do formato, é essencial que exista um clima de confiança, respeito, confidencialidade e abertura à reflexão. A qualidade da supervisão depende não apenas da experiência do supervisor, mas também da disponibilidade do supervisionando para questionar a sua prática, reconhecer dúvidas e integrar feedback.
Em síntese, a supervisão clínica em psicologia não deve ser vista como sinal de insegurança ou insuficiência profissional, mas como expressão de responsabilidade, maturidade e compromisso ético. Ser psicólogo implica continuar a aprender, a questionar e a cuidar da qualidade da relação terapêutica. Num campo tão humano e complexo como a psicologia clínica, a supervisão constitui um espaço privilegiado para pensar melhor, intervir melhor e cuidar também de quem cuida.
Referências bibliográficas
American Psychological Association. (2014). Guidelines for clinical supervision in health service psychology. American Psychologist, 70(1), 33–46.
Bernard, J. M., & Goodyear, R. K. (2019). Fundamentals of clinical supervision (6.ª ed.). Pearson.
Falender, C. A., & Shafranske, E. P. (2004). Clinical supervision: A competency-based approach. American Psychological Association.
Ordem dos Psicólogos Portugueses. (2016). Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses. OPP.
O Ruben, de 20 anos, é estudante universitário, a frequentar o segundo ano de um curso inicialmente escolhido com base em critérios pragmáticos e expectativas externas. No início do acompanhamento, evidenciava ambivalência marcada, dificuldade na identificação de interesses e valores pessoais e tendência para evitamento da decisão, mantendo-se num percurso que percecionava como pouco significativo. Referia ansiedade associada ao futuro e receio de errar, com presença de autocrítica elevada.
Encontra-se em acompanhamento psicológico há cerca de 5 meses, período durante o qual foi desenvolvido trabalho focado na clarificação de valores, exploração vocacional, flexibilização cognitiva e aumento da tolerância à incerteza.
Num momento recente de sessão, verbaliza:
“Sinto que agora estou a decidir mesmo por mim… não é tipo uma decisão perfeita, mas faz sentido para mim, e isso já me deixa muito mais tranquilo. Acho que este processo terapêutico me ajudou a perceber o que quero e a confiar mais em mim, por isso, obrigado, a sério, fez mesmo diferença.”
Tens dúvidas em relação ao teu percurso académico? Queres tomar uma decisão e não sabes como fazer? Já pensaste em procurar apoio psicológico?
A Francisca tem 45 anos, trabalha como administrativa e apresenta um funcionamento global organizado e responsável. Encontra-se divorciada há vários anos e assume, de forma exclusiva, a parentalidade do seu único filho de 17 anos, dada a ausência total do pai na vida do jovem. Procurou apoio psicológico há cerca de 8 meses e está desde então com acompanhamento quinzenal. Inicialmente, no plano clínico, evidenciava sinais de sobrecarga emocional associados à acumulação de papéis e responsabilidades, bem como dificuldades na gestão da relação com o filho, marcada por aumento de conflito, reatividade e desafios próprios da adolescência.
No decurso de uma sessão recente, após um período de trabalho centrado na comunicação assertiva, regulação emocional e compreensão das dinâmicas relacionais com o filho, a paciente mostrou-se particularmente reflexiva e emocionalmente mobilizada. Num momento de maior pausa e elaboração, referiu, com um tom simultaneamente sereno e comovido:
” Sinto que, pela primeira vez em muito tempo, não estou completamente perdida. Ainda é difícil, continuo a ter dias exigentes com o meu filho… mas já não reajo da mesma forma. Consigo parar um pouco antes de falar, perceber o que estou a sentir… e isso tem feito a diferença. Acho que nunca ninguém me tinha ajudado a olhar para isto desta maneira.“
Após uma breve pausa, acrescentou:
Queria mesmo dizer-lhe que este caminho que tenho vindo a percorrer consigo tem sido muito importante para mim. Sinto-me mais capaz e mais tranquila comigo própria. Obrigada!”
Este momento foi acompanhado por uma expressão emocional contida, mas congruente, denotando não apenas gratidão dirigida à relação terapêutica, mas também um reconhecimento do seu próprio processo de mudança e de desenvolvimento de competências internas.
Identificou-se com esta Mãe? Vá em frente e peça ajuda!
A escolha de uma área de estudos universitários é frequentemente vivida como uma das primeiras grandes decisões da vida adulta. Para muitos jovens, este processo pode ser acompanhado por dúvida intensa, ansiedade e uma sensação de pressão significativa, tanto interna como externa. Embora seja esperado algum grau de incerteza, em alguns casos esta dificuldade pode tornar-se persistente e paralisante.
Do ponto de vista psicológico, a dificuldade na tomada de decisão vocacional pode ser compreendida como o resultado da interação entre fatores cognitivos, emocionais e contextuais. Muitos jovens apresentam crenças exigentes associadas à escolha, como a ideia de que existe uma “decisão certa” que determinará todo o futuro, ou que errar terá consequências irreversíveis. Estas crenças tendem a aumentar a ansiedade e a dificultar o processo de exploração e decisão (Germeijs & Verschueren, 2007).
A depressão é uma condição psicológica que afeta o humor, o pensamento e o funcionamento diário, indo muito além da tristeza pontual. A intervenção psicológica, em particular a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), tem demonstrado eficácia na compreensão e modificação dos padrões que mantêm o sofrimento.
A experiência de viver com depressão é frequentemente descrita como um processo silencioso de perda de energia, de interesse e de esperança. Para muitas pessoas, as tarefas quotidianas tornam-se progressivamente mais difíceis de executar, o prazer diminui e surgem os pensamentos persistentes de desvalorização, de culpa ou de incapacidade. A depressão não se resume apenas a tristeza, trata-se de uma condição psicológica complexa, que afeta o humor, o pensamento, o comportamento e o funcionamento global da pessoa.