Prevenção do bullying

Ensinar às crianças a lidar com o bullying é importante para toda a vida e pode mudar o seu futuro, uma vez que potencia uma vida mais tranquila, segura e feliz. A autoestima, o respeito mútuo, as necessidades sociais e os direitos fundamentais estão na base do desenvolvimento de ferramentas promotoras da compaixão e do reconhecimento.

O bullying é um fenómeno complexo uma vez que integra em si uma variedade de “motivos” que vão desde a aparência, o modo de vestir, as características físicas ou de personalidade, hábitos, modos de estar, enfim, uma diversidade de razões pelas quais o agressores agem contra as vítimas. É importante salientar que no bullying podemos encontrar agressores, vítimas e testemunhas, sendo que todas elas precisam de ajuda. Os pais são elementos fundamentais nos processos de bullying uma vez que devem estar atentos aos seus filhos de modo a poderem ajuda-los, reconhecendo a situação e não permitir que o seu filho continue a ser vítima de abuso, mas também monitorizando-se para que não sejam eles próprios promotores de comportamentos de bullying por parte dos seus filhos.

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Branden e os seis pilares da autoestima

A autoestima é como o nome inica, a estima pelo próprio. Pode definir-se como a consciência do nosso valor e está relacionada com a ideia que fazemos de nós mesmos e do quanto nos respeitamos enquanto indivíduos.

O psicoterapeuta norte-americano Nathaniel Branden, reconhecido pelos seus trabalhos sobre autoestima, defende que esta está diretamente associada a características como racionalidade, realismo, intuição, independência, flexibilidade, capacidade de adaptação à mudança, disponibilidade para reconhecer e corrigir os próprios erros, bem como com benevolência e cooperação. Para este autor, a baixa autoestima está fortemente relacionada com irracionalidade, rigidez de pensamento, falta de abertura à experiência, conformismo, submissão e medo ou sentimentos de hostilidade em relação aos outros. A pessoa com baixa autoestima estará potencialmente mais suscetível a esquecer-se de quem realmente é, a desenvolver relacionamentos com os outros menos satisfatórios, com maiores dificuldades de comunicação e sentimentos de inferioridade.

Branden defende que a autoestima é consequência de atitudes geradas internamente, e propõe que o desenvolvimento de algumas atitudes, possa aumenta-la. Assim, determina aquilo a que chamou os “seis pilares da autoestima”, que todas as pessoas deveriam desenvolver. O primeiro pilar é a consciência, ou seja, a importância de termos consciência daquilo que está subjacente aos nossos comportamentos. Quanto maior for a nossa consciência, entendida como um recurso de sobrevivência, melhor será a nossa relação com a vida. O segundo pilar da autoestima é a aceitação de nós próprios. Sem autoaceitação, a autoestima não é possível Aceitarmo-nos e valorizarmo-nos significa respeitarmo-nos e permitirmo-nos ser. O terceiro pilar tem a ver com a responsabilidade. Sermos responsáveis pela concretização dos nossos desejos, pelas nossas escolhas, pelo nível de consciência com que agimos e vivemos os nossos relacionamentos, pelo nosso comportamento com os outros, pela forma como comunicamos, por aceitarmos e escolhermos os valores pelos quais nos regemos.

O quarto pilar da autoestima é, segundo Branden, a autoafirmação, ou seja, a disposição para honrar os meus desejos e as minhas necessidades. Sem autoafirmação agimos como meros expectadores e não participantes. É necessário sermos atores das nossas próprias vidas. O quinto pilar refere-se à intencionalidade, à atenção necessária para estabelecermos objetivos realistas e produtivos. Viver de forma intencional é assumirmos as nossas escolhas com responsabilidade e de forma consciente. Para vivermos de forma intencional e produtiva, segundo Branden, é necessário desenvolver dentro de nós a autodisciplina, que é uma virtude de sobrevivência. Por fim, o sexto pilar é o da integridade pessoal. Corresponde à integração dos ideais, das convicções, dos critérios, das crenças e dos comportamentos. A integridade é a congruência dos nossos atos, dos nossos valores, compromissos e prioridades. É ter consciência e, responsabilidade, sermos íntegros connosco mesmos, admitindo os nossos erros sem culpar os outros, compreendendo, corrigindo e reparando os danos causados, com o compromisso intencional de agir diferente, de agir melhor.

De referir ainda a ideia veiculada por Branden de que quanto maior for a nossa autoestima, maior será o respeito, a benevolência e a boa vontade com que tratamos os outros, pois não os percebemos como ameaça. O autor pressupõe ainda que se não nos sentirmos capazes de ser amados, dificilmente acreditamos que alguém nos possa amar. A autoestima é fundamental para a saúde psicológica, realização, felicidade pessoal e estabelecimento e manutenção de relacionamentos positivos. No mundo caótico e competitivo de hoje, a autoestima é a base para o nosso poder pessoal, familiar, relacional e profissional.

Fonte: Branden, N. (2002). Autoestima e os seus seis pilares. 7ª Ed. São Paulo: Saraiva.

Distimia, uma perturbação depressiva persistente

É sabido que a depressão tem uma expressão significativa na prevalência das perturbações do foro mental. Porém, nem tudo o que parece é. Há que avaliar cuidadosamente cada critério, cada conjunto de sintomas, uma vez que alguns podem ser comuns a mais do que uma perturbação.

A distimia é uma perturbação depressiva caracterizada pela presença de humor depressivo durante a maior parte do dia, manifesto durante pelo menos dois anos no adulto (em crianças) em mais de metade dos dias. O seu diagnóstico assenta no relato subjetivo (ou por observação dos outros) de pelo menos dois ou mais dos seguintes sintomas: aumento ou diminuição do apetite; dificuldades de sono (ex. insónia); cansaço e/ou falta de energia; baixa autoestima; dificuldades de concentração; dificuldade na tomada de decisões e sentimentos de desesperança. No indivíduo com distimia, estes sintomas podem causar mal-estar clinicamente significativo e/ou défice social, ocupacional ou em qualquer outra área do seu funcionamento.

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É de pequenino que se forma o autoconceito

Cada indivíduo, reserva no seu mundo exterior uma parcela destinada à perceção de si mesmo. Da mesma forma que o indivíduo percebe e atribui valor à realidade que o cerca, percebe e atribui valor e significado a si mesmo, formando gradualmente o seu autoconceito.

Desde a infância, e á medida que nos relacionamos com os outros e com os diversos contextos nos quais vamos estando inseridos, desenvolvemos também a nossa perceção de nós mesmos, ou seja, o nosso autoconceito. Assim, com base no modo como nos avaliamos e julgamos a nós próprios, o nosso autoconceito vai-se formando, influenciando de forma direta a nossa autoestima. O autoconceito deriva da forma como interpretamos as nossas emoções, o nosso comportamento e a comparação que fazemos de nós próprios com os outros.

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Muitas pessoas fantásticas têm baixa autoestima

Muitas pessoas revelam uma forte tendência para destacarem as suas fraquezas e darem pouca importância ás suas capacidades. Muitas pessoas são incapazes de se verem como realmente são. Muitas pessoas têm baixa autoestima.

A autoestima pode definir-se como como um conjunto de sentimentos e pensamentos do indivíduo em relação ao seu próprio valor, competência, confiança, adequação e capacidade para enfrentar desafios, que se traduz numa atitude positiva ou negativa em relação a si mesmo. Considera-se a autoestima um importante fator que influencia a forma da pessoa se perceber, se sentir e responder ao mundo. A alta ou baixa autoestima está relacionada com as experiências do indivíduo ao longo da vida, principalmente, aquelas que se referem à afeição, ao amor, à valorização, ao sucesso ou ao fracasso. Parece ser consensual que uma autoestima positiva é fundamental para que uma pessoa desenvolva ao máximo as suas capacidades.

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Terapia Cognitivo-Comportamental e Mindfulness

 A Terapia Cognitivo-Comportamental, desde a sua origem, vem a ser considerada como uma modalidade de tratamento muito eficaz nos mais variados tipos de perturbações psicológicas. Este tipo de terapia prevê a possibilidade da utilização de várias técnicas e “ferramentas” que complementam e auxiliam a ação do psicólogo, nomeadamente a prática de mindfulness.

 A atenção plena ou mindfulness, segundo Goleman e Davidson (2017), é um dos métodos de meditação mais utilizados e divulgados no mundo ocidental, dentro de uma ampla variedade de métodos. Alguns especialistas utilizam o termo mindfulness para definir todo e qualquer tipo de meditação. A prática de mindfulness deriva da filosofia oriental budista, sendo considerada uma das técnicas de meditação mais antigas da Índia. Na filosofia oriental, a atenção plena pode ser definida como uma qualidade mental adquirida e cultivada através da prática da meditação com o intuito de se chegar a um desenvolvimento psicoemocional e espiritual. A meditação, é portanto, uma “ferramenta” capaz de produzir uma conexão completa entre a mente, o corpo e o espírito (Goleman & Davidson, 2017). Meditar é sentir a respiração, com a atenção plena ao que está a acontecer no momento presente, observar e aceitar sem julgamentos as experiências internas, sem avaliar ou tentar modificá-las.

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Motivar para aprender

A motivação é o ponto de partida parta uma aprendizagem eficaz. Alunos com capacidades cognitivas normativas, se motivados, estão predispostos a aprender e a dar significado às suas aprendizagens. A par da motivação está a autoestima. Um aluno com boa autoestima, reconhece as suas capacidades e permite-se utilizar estratégias adequadas a uma aprendizagem orientada para o sucesso!

Muitos jovens e até crianças, revelam nos dias de hoje, uma grande desmotivação face à escola e à aprendizagem, com efeitos muito significativos ao nível do decréscimo do rendimento escolar e do seu bem-estar emocional e familiar, O desinteresse e a desmotivação com a escola, habitualmente, não é determinado por uma única causa mas sim, por um conjunto de determinantes que podem englobar fatores temperamentais, ambientais ou contextuais e ainda fatores genéticos. Uma das causas mais frequentemente apontadas para a desmotivação para o estudo é a forma como os conteúdos programáticos são lecionados ou a dificuldade na relação com os professores. Outra razão para o desinteresse, prende-se com o facto de que as crianças e os jovens podem não reconhecer utilidade a alguns dos referidos conteúdos, ou de não entenderem de que forma essas aprendizagens lhe podem ser úteis, quer no presente, quer no futuro.

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Imagem corporal e perturbações alimentares na infância

Perturbações alimentáres

O excesso de peso tem nos dias de hoje uma expressão significativa nas nossas crianças e jovens, no entanto, muitas das crianças que procuram perder peso nem sempre têm peso a mais, assim como as que querem engordar nem sempre têm peso a menos. A preocupação com a imagem corporal, principalmente na fase da infância e da adolescência, tem a ver com o modo como a criança se vê, isto é, como julga a sua aparência.

Um fator de extrema importância para o desenvolvimento das perturbações do comportamento alimentar, mais comuns nas raparigas, é a maneira como estas se vêm, ou seja, a imagem que têm de si mesmas. Por vezes, uma imagem distorcida da realidade pode ser interpretada como a necessidade de a alterar e pode conduzir a perturbações sérias, que podem pôr em risco não só a saúde como a própria vida. Uma criança/adolescente que se vê gorda, ainda que possa ter o peso adequado à sua idade e estatura, é uma criança em risco. As meninas, ao entrarem na fase da puberdade começam a apresentar formas mais arredondadas e um aumento da gordura corporal que é normativo. Porém, muitas vezes influenciadas por modelos de magreza, que podem ser as suas amigas ou figuras mediáticas veiculadas através dos meios de comunicação social, passam a ter uma imagem de si mesmas que lhes desagrada e que consideram indesejável, embora faça parte do seu desenvolvimento normal. Continue a ler “Imagem corporal e perturbações alimentares na infância”

Pais de adolescentes: Atenção à autoestima!

Auto estimaA adolescência é uma fase da vida extremamente importante no sentido em que é durante este período que o jovem constrói a sua identidade e que adquire autonomia. Para que estas duas tarefas sejam bem-sucedidas, é muito importante que a autoestima se mantenha positiva e estável.

A autoestima pode ser definida como a avaliação subjetiva e a valorização que o sujeito faz de si mesmo e que é fortemente influenciada pelas contingências de reforço positivo socialmente oferecidas ao longo do desenvolvimento. As modificações do corpo são visíveis mas as outras nem tanto… A maneira de pensar, de sentir e de se comportar muda consoante a criança vai entrando na adolescência, sendo este um período de grandes ambiguidades e por vezes inseguranças. Estes fatores poderão fazer com que a perceção que o jovem tem acerca de si mesmo mude e a autoestima baixe. Continue a ler “Pais de adolescentes: Atenção à autoestima!”

Adolescência e ansiedade social: as possíveis consequências

Adolescentes e ansiedade socialDe um modo relativamente consistente, precoce e estável, as manifestações de ansiedade social revelam-se desde a infância, tornando-se tendencialmente mais expressivas e intensas na fase da adolescência.

A adolescência é um período da vida em que há uma particular vulnerabilidade à ansiedade social. As manifestações deste tipo de ansiedade interferem no desempenho do adolescente no que diz respeito às suas relações sociais mas também na realização de tarefas e atividades do quotidiano. Tendo as relações sociais uma especial relevância nesta etapa da vida, a ansiedade social pode ter uma influência de tal modo negativa que poderá afetar o indivíduo de forma permanente, se não for tratada. Tanto a relação do jovem com os outros quer o seu desempenho público, como por exemplo a apresentação oral de trabalhos em contexto escolar, podem ser fortemente prejudicados pela ansiedade, sempre que este se sente de alguma forma avaliado. Continue a ler “Adolescência e ansiedade social: as possíveis consequências”