Da Intenção à Ação: As Resoluções de Ano Novo à Luz da Psicologia Cognitivo-Comportamental

As resoluções de Ano Novo refletem o desejo humano de mudança e renovação, mas frequentemente falham na sua concretização. A Psicologia Cognitivo-Comportamental oferece um enquadramento teórico sólido para compreender os fatores cognitivos e comportamentais envolvidos neste processo, bem como estratégias baseadas na evidência que promovem a definição de objetivos realistas, a autorregulação e a manutenção da mudança ao longo do tempo.

As resoluções de Ano Novo constituem um fenómeno amplamente difundido nas sociedades ocidentais, representando a intenção de promover mudanças pessoais significativas no início de um novo ciclo temporal. Estas resoluções incidem frequentemente sobre comportamentos relacionados com a saúde, produtividade, relações interpessoais ou bem-estar psicológico. No entanto, apesar da motivação inicial elevada, a maioria das pessoas abandona as suas resoluções nas primeiras semanas ou meses do ano. A Psicologia Cognitivo-Comportamental (PCC) oferece um enquadramento teórico e prático, útil para compreender este fenómeno e identificar fatores que aumentam a probabilidade de manutenção da mudança comportamental.

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Rir é mesmo o melhor remédio?

Pode o nosso estado de espírito ser influenciado pela comédia e pelo riso? Acredito que sim — e talvez mais do que imaginamos. Rir não é apenas uma reação espontânea a algo engraçado; é um ato profundamente humano, com efeitos surpreendentes na mente e no corpo.

A ciência tem vindo a demonstrar que o riso ativa várias áreas cerebrais e estimula a libertação de neurotransmissores como a dopamina, a serotonina e a oxitocina — substâncias associadas ao prazer, à ligação afetiva e à redução do stress. Ou seja, o riso não é apenas uma consequência da alegria: é também uma das suas causas.

Quando rimos, aproximamo-nos dos outros. Criamos uma ponte invisível de empatia e pertença. O riso partilhado quebra barreiras, suaviza tensões e recorda-nos que, apesar de tudo, fazemos parte do mesmo lado da vida. Há quem diga que rir em grupo é um ato de sobrevivência — e talvez seja verdade. Desde os primórdios, o humor ajudou-nos a enfrentar o medo e a construir laços sociais que tornaram a existência menos pesada.

Mas ter sentido de humor é algo mais complexo do que apenas rir. Envolve interpretar o mundo de forma flexível, reconhecer o absurdo e, muitas vezes, encontrar leveza no meio do caos. O humor não ignora os problemas — apenas lhes muda o enquadramento. É a arte de ver a sombra sem deixar de reparar na luz.

Nem todos rimos das mesmas coisas, e isso é parte da sua beleza. O humor é moldado pela cultura, pela personalidade e até por traços genéticos. O que provoca gargalhadas a uns pode deixar outros indiferentes. No entanto, há algo universal no riso: o poder de libertar. Rir é, em certo sentido, uma forma de respiração emocional — um modo de aliviar a tensão e devolver equilíbrio ao corpo e à mente.

Numa época marcada por pressas, preocupações e ecrãs luminosos, rir tornou-se quase um ato de resistência. Rir de nós próprios, dos nossos erros e das contradições do quotidiano é uma maneira de não nos deixarmos esmagar pela seriedade da vida. Rir não apaga os problemas, é verdade. Mas torna-os mais suportáveis. E talvez seja precisamente isso o que precisamos: não um remédio mágico, mas um instante de leveza que nos recorde que ainda somos capazes de sentir alegria.

No fim de contas, rir não resolve tudo. Mas, convenhamos, ajuda bastante a tornar tudo um pouco mais leve…

A Importância das Pausas para o Bem-Estar

Nesta altura do ano, é fácil cair na ilusão de que duas ou três semanas de férias serão suficientes para resolver tudo: a ansiedade acumulada ao longo dos meses, as noites mal dormidas, o stresse constante e o cansaço emocional que teima em não desaparecer. E, de facto, durante alguns dias, parece mesmo resultar. O corpo repousa, a mente desacelera, e o tempo ganha outro ritmo.

Contudo, não tarda até que tudo retorne ao ponto de partida. As preocupações não desaparecem com a distância, apenas ficam em “suspenso”. Ao voltar, continuam lá, intactas, à espera de serem enfrentadas, resolvidas. E assim, repete-se o ciclo: exaustão, pausa momentânea, leve alívio, e regressamos à exaustão.

o, não tarda até que tudo retorne ao ponto de partida. As preocupações não desaparecem com a distância, apenas ficam em “suspenso”. Ao voltar, continuam lá, intactas, à espera de serem enfrentadas, resolvidas. E assim, repete-se o ciclo: exaustão, pausa momentânea, leve alívio, e regressamos à exaustão.

Essas pausas não precisam de ser grandiosas. Pelo contrário, podem (e devem) ser simples e acessíveis: por exemplo, uma caminhada sem distrações, uma refeição sem ecrãs, um momento de silêncio genuinamente vivido, uma pequena “escapadinha” durante o ano, escrever livremente sobre o que se sente, experimentar algo novo, ou simplesmente parar. Respirar. Estar presente. Estar em atenção plena, vários momentos do dia-a-dia.

Numa rotina sobrecarregada de estímulos e exigências, até uma breve pausa pode parecer invulgar. Contudo, são precisamente esses momentos de presença e de silêncio que permitem que o ruído interno abrande, que a mente se reorganize, que surja maior clareza, foco e capacidade de resposta ponderada, em vez de mera reação instintiva ou impulsiva.

As férias, por si só, não são suficientes para sustentar o equilíbrio emocional ao longo do ano. São um ponto de apoio, sim, mas não substituem a necessidade de espaço interior constante. Mais do que esperar por férias para descansar, é urgente cultivar espaços de bem-estar no quotidiano. Criar tempo para si, ainda que breve, é um gesto de autocuidado que pode fazer toda a diferença — todos os dias.

Cuide de si, sempre, adquira hábitos diários de autocuidado e viva melhor!

Sexualidade no Contexto da Oncologia Pulmonar: Uma Dimensão Ignorada

A sexualidade continua a ser uma dimensão frequentemente desconsiderada na prática clínica em oncologia, particularmente no caso do cancro do pulmão. Esta omissão resulta de múltiplos fatores, como a escassa formação dos profissionais de saúde, o constrangimento cultural associado ao tema e os constrangimentos logísticos inerentes ao funcionamento das instituições de saúde. Esta realidade perpetua um ciclo de silêncio e esquecimento que compromete a abordagem integral do doente oncológico (Bober & Varela, 2012).

O cancro do pulmão, historicamente associado a um prognóstico reservado, é muitas vezes encarado como uma condição clínica onde a sexualidade não constitui uma prioridade. Esta perceção tende a ser reforçada nos casos de doentes mais idosos, onde se assume, erradamente, que a vida sexual deixou de ter lugar ou relevância. Tal estereótipo reflete um preconceito etário, que ignora a individualidade e os direitos sexuais de cada pessoa, independentemente da idade ou diagnóstico (Flynn et al., 2012).

Do ponto de vista fisiológico, os tratamentos oncológicos — quimioterapia, radioterapia e cirurgia — podem ter efeitos adversos diretos na função sexual. Os doentes experienciam frequentemente fadiga extrema, dor torácica, dispneia, magreza significativa e alterações da imagem corporal. Estas manifestações físicas estão muitas vezes associadas a alterações hormonais e a um compromisso da funcionalidade sexual: disfunção eréctil, secura vaginal, anorgasmia ou redução do desejo sexual são fenómenos comuns (Flynn et al., 2012).

No plano psicológico, o impacto emocional do diagnóstico de cancro do pulmão é profundo. A ativação do sistema límbico, particularmente do centro do medo, leva a respostas emocionais intensas — medo da morte, raiva, tristeza, sentimento de injustiça. Estas emoções consomem os recursos emocionais do doente, comprometendo a disponibilidade para o contacto íntimo e reduzindo o desejo sexual (Park et al., 2009). O foco no combate à doença relega a sexualidade para um plano secundário, numa tentativa de sobrevivência que, muitas vezes, deixa de fora o prazer, a intimidade e a conexão com o outro.

A abordagem da sexualidade deve ser feita com sensibilidade e em tempo adequado. A primeira consulta, normalmente centrada no diagnóstico e proposta terapêutica, é intensa e emocionalmente sobrecarregada. Não será, por isso, o momento mais apropriado para introduzir o tema. Contudo, à medida que o processo terapêutico se consolida e se discutem efeitos secundários e aspetos da vida quotidiana, pode e deve ser aberta a porta à discussão da sexualidade — de forma natural, sem imposição, mas também sem tabu (Bober & Varela, 2012).

É fundamental que os profissionais de saúde reconheçam que a sexualidade é uma necessidade humana básica. Nos Institutos Portugueses de Oncologia (Lisboa, Porto e Coimbra), existem consultas especializadas de sexologia oncológica, de natureza multidisciplinar, onde se articulam conhecimentos de oncologia, ginecologia, urologia, psicologia clínica, fisioterapia, enfermagem e endocrinologia. Estas equipas têm como objetivo ajudar o doente e o seu parceiro (se tiver) a lidar com as alterações na vivência da sexualidade e desenvolver estratégias de adaptação e bem-estar.

Na primeira consulta de oncolo-sexologia, o foco é compreender a forma como a pessoa vive e conceptualiza a sua sexualidade — penetrativa ou não, centrada na intimidade, na identidade ou na reciprocidade. Alinhar a linguagem entre profissional e utente, compreender as expectativas e aplicar instrumentos de avaliação estandardizados são elementos cruciais para um acompanhamento eficaz (Flynn et al., 2012). Importa distinguir dificuldades pré-existentes daquelas que emergem após o diagnóstico ou tratamento e identificar possíveis bloqueios relacionados com a autoimagem, o medo, a dor ou a vergonha.

As intervenções terapêuticas podem ser farmacológicas — com a utilização, quando clinicamente indicada, de terapêutica hormonal (estrogénios, testosterona), lubrificantes, hidratantes, fármacos para disfunção eréctil ou analgésicos tópicos e sistémicos — ou não farmacológicas, como o aconselhamento sexual, técnicas de relaxamento, mindfulness, meditação e treino de autocompaixão (Brotto & Yule, 2017).

A comunicação entre os membros do casal é frequentemente uma área crítica. A ausência de diálogo pode originar interpretações erradas sobre a falta de interesse ou desejo, gerando frustração e afastamento. Uma comunicação aberta e empática permite clarificar expectativas e realinhar os comportamentos afetivos e sexuais, promovendo um reencontro na intimidade. A vivência sexual pode, nesta fase, assumir formas alternativas, valorizando o toque, a presença, a sensualidade e o prazer, para além do coito e do orgasmo (Brotto & Yule, 2017).

É também necessário desconstruir mitos profundamente enraizados: o sexo não tem de ser penetrativo, não tem de culminar em orgasmo, e a pessoa com cancro não está “frágil demais” para experienciar prazer. O humor, a leveza e a curiosidade são ferramentas terapêuticas subvalorizadas, mas muito eficazes na promoção de um reencontro com o corpo e com o outro.

Em suma, a sexualidade no contexto da oncologia pulmonar deve deixar de ser um tabu. É urgente capacitar os profissionais de saúde para abordar o tema com naturalidade, empatia e competência. A intervenção deve ser precoce, contínua e centrada na pessoa, respeitando as suas necessidades, ritmos e valores. Ignorar a sexualidade é falhar na resposta aos desafios humanos que a doença oncológica impõe.


Referências bibliográficas

  1. Bober, S. L., & Varela, V. S. (2012). Sexuality in adult cancer survivors: challenges and interventions. Journal of Clinical Oncology, 30(30), 3712–3719. https://doi.org/10.1200/JCO.2011.39.7372
  2. Flynn, K. E., et al. (2012). Sexual functioning along the cancer continuum: focus group results from the Patient-Reported Outcomes Measurement Information System (PROMIS). Psycho-Oncology, 21(4), 400–407. https://doi.org/10.1002/pon.1890
  3. Park, E. R., et al. (2009). Addressing sexual problems in cancer care: A pilot intervention for breast cancer survivors. Patient Education and Counseling, 77(3), 372–378. https://doi.org/10.1016/j.pec.2009.09.011
  4. Brotto, L. A., & Yule, M. A. (2017). Asexuality: Sexual orientation, sexual desire, and sexual arousal. Archives of Sexual Behavior, 46(3), 619–627. https://doi.org/10.1007/s10508-016-0770-x

    Os Desafios das Férias Escolares para as Famílias

    As férias escolares representam, para muitas crianças, um período de alívio, descanso e liberdade. No entanto, este tempo de pausa do calendário letivo nem sempre é vivido com a mesma leveza pelas famílias. Para os pais e cuidadores, especialmente aqueles com responsabilidades profissionais exigentes ou com poucos recursos, as férias escolares podem representar um verdadeiro desafio logístico, emocional e financeiro. Nesta fase, é importante refletir sobre os impactos psicológicos desta realidade, tanto para os adultos como para os próprios filhos.

    Do ponto de vista das crianças, as férias são geralmente associadas a sensações positivas: ausência de rotinas rígidas, tempo livre para brincar, possibilidade de viajar ou visitar familiares. Contudo, nem todas as crianças vivem este período da mesma forma. Em famílias onde os recursos são limitados, a falta de acesso a atividades estruturadas, como colónias de férias ou campos de verão, pode resultar em isolamento social, sedentarismo e até aumento de conflitos familiares. A ausência de estímulos regulares também pode ter impacto no desenvolvimento cognitivo, especialmente em crianças mais vulneráveis ou com necessidades educativas especiais (Silva & Moura, 2020).

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    Saúde Mental e Académica: A Necessidade de Apoio Psicológico aos Jovens Universitários

    À medida que o final do ano letivo se aproxima, muitos estudantes académicos em Portugal enfrentam um aumento significativo de stresse, ansiedade e exaustão emocional. A pressão das avaliações, a incerteza quanto ao futuro e a sobrecarga de tarefas acumuladas ao longo do semestre tornam esta fase particularmente exigente. Neste contexto, a procura por apoio psicológico tem-se tornado não só mais frequente, mas também mais urgente e necessária.

    Não é novidade que a saúde mental dos estudantes universitários se encontra fragilizada. Um estudo realizado pelo Observatório Nacional da Saúde Mental Estudantil (ONSAME) em 2023 revelou que cerca de 63% dos estudantes inquiridos referiram sentir níveis elevados de ansiedade durante o período de exames, e 41% admitiram ter considerado procurar ajuda psicológica, embora muitos não o tenham feito devido a estigmas ou à falta de recursos acessíveis.

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    A Terapia Cognitivo-Comportamental na Perturbação Bipolar

    A perturbação bipolar é uma condição psiquiátrica crónica caracterizada por oscilações extremas de humor, que incluem episódios de mania e depressão. A psicologia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido amplamente utilizada como abordagem terapêutica complementar ao tratamento farmacológico, ajudando os indivíduos a gerir os sintomas, reduzir recaídas e melhorar a qualidade de vida.

    Do ponto de vista cognitivo-comportamental, a perturbação bipolar pode ser compreendida através da interação entre fatores biológicos, cognitivos e comportamentais. A teoria sugere que as crenças e os esquemas cognitivos influenciam a forma como os indivíduos interpretam e reagem às suas experiências emocionais e ambientais. Muitas vezes, padrões de pensamento disfuncionais, como por exemplo o pensamento dicotómico (“tudo ou nada”), contribuem para a intensificação dos sintomas.

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    O que faz uma psicóloga clínica?

    A Psicologia Clínica é uma área fundamental da Psicologia que se dedica à avaliação, diagnóstico, prevenção e tratamento de dificuldades emocionais, cognitivas e comportamentais. Uma psicóloga clínica trabalha com indivíduos, casais, famílias ou grupos, ajudando-os a compreender e superar problemas que afetam o seu bem-estar psicológico e qualidade de vida.

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    Aceitação emocional: um passo para a cura

    E se, em vez de tentar corrigir tudo, aprendesse a simplesmente estar com isso?”

    Esta pergunta paralisou a minha paciente Rita (nome fictício) durante uma das nossas consultas, há umas semanas. A Rita estava exausta, constantemente a lutar contra as suas emoções, a debater-se com o passado e a travar uma batalha com a sua autocrítica. Durante anos, acreditou que curar significava apagar a dor, não a sentir, mas agora eu pedia-lhe que a aceitasse em vez disso. No início a Rita resistiu. Aceitar parecia desistir, como se estivesse a erguer a bandeira branca perante toda a dor que carregava. Mas quanto mais refletia sobre isso, mais percebia que lutar não estava a resultar, apenas a deixava esgotada, presa num ciclo interminável e doloroso de resistência e frustração.

    Aceitação não significa gostar do que aconteceu ou fingir que não doeu. Significa reconhecer a verdade da sua experiência, sem julgamento. Significa dizer: “Isto é o que eu sinto. É aqui que eu estou.” E, nesse momento, algo muda. Quando a Rita começou a praticar a aceitação, notou algo de extraordinário. A sua dor não desapareceu milagrosamente, mas o controlo da dor sobre ela, diminuiu. As memórias, anteriormente duras e insuportáveis, suavizaram-se. As emoções que tentara reprimir —a raiva, a tristeza, o medo — começaram a fluir através dela, em vez de a aprisionarem.

    A aceitação é poderosa porque não exige mudança. Cria espaço para que ela aconteça. Permite respirar quando tudo parece sufocante. E porque é que a aceitação funciona? Porque liberta energia emocional. Resistir à dor consome muita energia, aceitá-la permite redirecionar essa energia para a cura e para o crescimento. A aceitação desenvolve a resiliência, quando deixa de ter medo das suas emoções, aprende que consegue lidar com elas e isso fortalece-o/a interiormente. A aceitação promove a clareza, dissipando o nevoeiro da resistência, ajudando a ver as situações com mais nitidez e a dar passos mais ponderados para a frente.

    E como praticar a aceitação? Eis alguns passos:

    1. Parar e observar: Quando se sentir sobrecarregado/a, faça uma pausa. O que sente no seu corpo? Que pensamentos estão na sua mente?
    2. Nomear sem julgamento: Diga em voz alta ou escreva: “Sinto-me ansioso/a” ou “Estou triste por causa de…
    3. Recordar que está tudo bem: As emoções são como ondas — sobem, atingem o pico e eventualmente recuam. Deixe-as fluir sem se agarrar a elas nem as evitar. As emoções negativas fazem parte da vida, tal como as positivas. Permita-se senti-las.
    4. Praticar a auto compaixão: Aceitação não significa fraqueza, significa que é um ser humano. Por isso, trate-se com bondade, como provavelmente trataria o seu melhor amigo.

    A jornada da Rita não terminou com a aceitação — começou aí. Ainda teve dias difíceis, mas já não a destruíam como antes. A aceitação deu-lhe a base para curar, crescer e viver com esperança e coragem. Por isso, deixo-lhe a mesma pergunta que fiz à Rita:

     “E se, em vez de tentar corrigir tudo, aprendesse a simplesmente estar com isso?” Às vezes, a mudança mais profunda começa quando simplesmente deixamos ir…

    Carnaval: Uma Perspectiva Psicológica

    O Carnaval é uma das festividades mais emblemáticas e enérgicas do ano, marcado por desfiles, máscaras e música vibrante. Para além do seu carácter festivo, o Carnaval pode ser analisado através da psicologia, como uma manifestação cultural rica em significados individuais e coletivos. Esta celebração, muitas vezes vista como um momento de libertação, está profundamente ligada a mecanismos psicológicos de expressão, bem-estar e pertença social.

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