Isolamento profilático, ficar em casa…

Nestes tempos de pandemia a expressão “isolamento profilático” tornou-se muito comum. Todas as pessoas que tiveram contacto considerado de risco com pessoas infetadas com Covid-19, devem, por indicação das autoridades de saúde, ficar em isolamento profilático no domicílio, com todo o transtorno e os desafios que isso implica.

O isolamento profilático pressupõe que se fique em casa, mantendo o distanciamento social, o que significa que o quotidiano fica temporariamente alterado (cerca de 10 a 14 dias), sendo necessária uma adaptação à situação mas com uma limitação das atividades disponíveis. Sair para passear, ver um espetáculo, visitar amigos, partilhar refeições com familiares ou outras atividades que impliquem a socialização estão temporariamente desaconselhadas. Assim, há que ser criativo, resiliente e paciente e descobrir em si mesmo a capacidade de reorganizar o seu dia-a-dia, de acordo com as limitações e de descobrir novas formas de estar e de se relacionar com os outros.

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Isolamento ou afastamento social na adolescência

Numa altura em que a palavra de ordem é isolamento, no sentido de mantermos distanciamento pessoal dos outros, importa entender o isolamento na adolescência. Muitos jovens, ao longo da difícil tarefa de crescer e se tornarem adultos, passam por momentos mais ou menos dolorosos em que por vezes se isolam, tornando esses momentos um tanto ou quanto perturbadores para os que com eles coabitam.

Comum no período da adolescência, o isolamento dos jovens geralmente ocorre em relação aos seus familiares mais diretos (pais) mas por vezes também em relação ao seu grupo de pares e à vida social em geral. A razão pelas quais o adolescente se isola pode ser de várias ordens. Por um lado, pode haver uma necessidade de se diferenciar em relação aos outros e de quebrar barreiras de autoridade que sente em relação a pais e professores. Mais do que isolamento, trata-se de um afastamento, por vezes marcado pela rebeldia, em que o jovem procura ter novas experiências, quebrar regras e testar limites. Por vontade própria relacionada com traços de personalidade, pressão dos pares ou por necessidade de se sentir parte integrante de um determinado grupo, o adolescente tende a afastar-se das ideias, opiniões e recomendações dos adultos significativos e fecha-se no seu mundo, passando a viver centrado em si em busca do auto-conhecimento e da autonomia.

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