Compulsão alimentar: quando a comida se torna uma resposta às emoções

Healthy grain bowl beside a burger and fries in a takeout box

Comer é uma necessidade básica, mas também uma experiência associada ao prazer, às emoções e às relações sociais. Em determinados momentos, a alimentação pode tornar-se uma forma de procurar conforto, aliviar a tensão ou lidar com sentimentos difíceis. Contudo, quando este comportamento se torna frequente, acompanhado de uma sensação de perda de controlo e de sofrimento emocional, poderá estar associado a uma perturbação do comportamento alimentar.

A compulsão alimentar é uma realidade frequentemente vivida em silêncio e que pode afetar significativamente o bem-estar psicológico e a qualidade de vida. Compreender o que está por detrás deste comportamento é fundamental para reconhecer o problema e procurar ajuda. A Perturbação de Ingestão Alimentar Compulsiva caracteriza-se pela ocorrência repetida de episódios em que a pessoa ingere uma quantidade de alimentos significativamente superior à habitual, num período relativamente curto, acompanhada da sensação de não conseguir controlar o que come. Durante estes episódios, é frequente comer rapidamente, mesmo sem sentir fome, continuar a comer apesar do desconforto físico ou fazê-lo às escondidas. Posteriormente, podem surgir sentimentos de culpa, vergonha ou desvalorização pessoal.

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Ciúme: Emoções e Comportamentos a Reconhecer

Young woman in a denim jacket and green beanie looking worried on a city street

O ciúme é uma emoção humana comum, geralmente associada ao medo de perder alguém significativo ou à percepção de ameaça numa relação. Pode surgir em diferentes contextos: perante uma mudança na disponibilidade emocional do parceiro, experiências anteriores de traição, insegurança pessoal, ambiguidade relacional ou dificuldades de comunicação.

Sentir ciúme não significa, por si só, que exista uma perturbação psicológica, nem que a relação esteja necessariamente em risco. O problema surge quando o ciúme se torna frequente, intenso e passa a condicionar o comportamento da pessoa, levando à vigilância, ao controlo, à comparação constante, à procura repetida de garantias ou à interpretação negativa de pequenos sinais.

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A Terapia Cognitivo-Comportamental na Perturbação Bipolar

A perturbação bipolar é uma condição psiquiátrica crónica caracterizada por oscilações extremas de humor, que incluem episódios de mania e depressão. A psicologia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido amplamente utilizada como abordagem terapêutica complementar ao tratamento farmacológico, ajudando os indivíduos a gerir os sintomas, reduzir recaídas e melhorar a qualidade de vida.

Do ponto de vista cognitivo-comportamental, a perturbação bipolar pode ser compreendida através da interação entre fatores biológicos, cognitivos e comportamentais. A teoria sugere que as crenças e os esquemas cognitivos influenciam a forma como os indivíduos interpretam e reagem às suas experiências emocionais e ambientais. Muitas vezes, padrões de pensamento disfuncionais, como por exemplo o pensamento dicotómico (“tudo ou nada”), contribuem para a intensificação dos sintomas.

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