Cansaço Emocional: Sinais que nem Sempre Reconhecemos

Woman comforting a distressed friend at a kitchen table

Há momentos em que continuamos a trabalhar, a cumprir horários, a responder a mensagens, a cuidar da casa e das pessoas à nossa volta e, aparentemente, tudo permanece igual. No entanto, por dentro, podemos começar a sentir que alguma coisa mudou. Há menos paciência, maior irritabilidade, dificuldade em concentrarmo-nos ou uma vontade crescente de nos afastarmos de tudo durante algum tempo.

O cansaço emocional nem sempre se manifesta através da tristeza. Por vezes, aparece de forma mais discreta: na dificuldade em lidar com pequenos imprevistos, na sensação de que qualquer tarefa exige um esforço desproporcionado, numa menor tolerância às exigências dos outros ou na necessidade crescente de estar sozinho e em silêncio. Também pode surgir como dificuldade em tomar decisões, falta de motivação ou menor capacidade para sentir prazer em atividades que habitualmente eram agradáveis.

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Faculdade: Como Lidar com Dúvidas na Escolha do Curso

Student reading an open book on a hallway bench

Entrar na faculdade pode parecer o início de um caminho já definido. Mas, para muitos jovens, este começo traz também dúvidas, inseguranças e o medo de terem feito a escolha errada. E se ainda não souberem exatamente o que querem?

Escolher um curso superior é uma das primeiras decisões importantes que muitos jovens são chamados a tomar. Frequentemente, acontece ainda no final da adolescência, numa fase em que os interesses, os projetos de vida e a própria identidade continuam em construção. Apesar disso, esta escolha pode ser vivida como se tivesse de definir, de uma só vez, uma profissão, um percurso e até uma parte significativa do futuro. Quando é encarada desta forma, não é difícil compreender que possa surgir uma pergunta inquietante: “E se eu tiver escolhido mal?”

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Falar é o primeiro passo para a prevenção do suicídio

Man sitting on a bench along a garden path surrounded by autumn foliage

Nem sempre é fácil dizer “não estou bem”. Por vezes, o sofrimento permanece escondido durante semanas, meses ou até anos, atrás das rotinas, das responsabilidades e de uma aparente normalidade. Entre aquilo que sentimos e o momento em que conseguimos pedir ajuda pode existir um longo silêncio. E é precisamente nesse espaço que falar, escutar e reconhecer os sinais de sofrimento pode fazer a diferença.

Todos os anos, a 10 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, uma data que procura sensibilizar para a importância de falar sobre o sofrimento psicológico, reduzir o estigma e facilitar o acesso ao apoio. Mais do que centrar a atenção apenas na crise, este dia convida-nos a refletir sobre a forma como escutamos, reconhecemos sinais de sofrimento e criamos espaço para que alguém possa dizer que não está bem.

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Setembro, um novo começo? Quando recomeçar não significa começar do zero

Leaf-covered path winding through an autumn forest beside a wooden fence

Há qualquer coisa em setembro que nos convida a recomeçar. Terminam as férias, regressam os horários, as obrigações escolares e laborais, reorganizam-se agendas e, quase sem darmos conta, começamos muitas vezes a pensar no que gostaríamos de mudar. Mas será mesmo necessário entrar em setembro com uma nova versão de nós próprios? Essa necessidade de mudança não põe muita pressão no recomeço?

Embora janeiro seja tradicionalmente o mês associado aos grandes recomeços, setembro pode também representar um momento particularmente propício à mudança e à reorganização. O final do verão e o regresso às rotinas funcionam como uma espécie de marco temporal, separando aquilo que ficou “antes das férias” do período que agora começa. A investigação em Psicologia descreve precisamente este fenómeno como fresh start effect — efeito de novo começo. Determinados momentos, como o início de um ano, de um mês ou de uma semana, um aniversário ou o começo de um novo ciclo, podem aumentar temporariamente a motivação para estabelecer novos objetivos e introduzir mudanças nas nossas vidas (Dai, Milkman & Riis, 2014).

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