Para quê ir ao psicólogo/a?

Por mais que se fale de saúde mental e da importância da mesma para a manutenção da qualidade de vida do indivíduo, parece haver ainda algum preconceito associado à procura de ajuda, nomeadamente de um psicólogo/a. Ideias pré-concebidas erróneas, podem dificultar a tomada de decisão na hora de procurar apoio, ainda que muito dele se possa necessitar.

Reconhece-se hoje em dia que, entre muitas outras patologias, a perturbação de ansiedade e a perturbação de depressão são as doenças do foro mental mais comuns, com elevada prevalência tanto em crianças e adolescentes, como em adultos e idosos. Em alguns casos, uma intervenção de caráter preventivo, pode fazer a diferença entre desenvolver a doença, por vezes até à cronicidade, ou aprender a lidar com a sintomatologia, impedindo que a doença evolua e se instale, comprometendo a funcionalidade e o bem-estar do indivíduo. Deste modo, é fundamental que o psicólogo/a seja visto como alguém que pode fazer a diferença, na vida de uma pessoa, de uma família ou de uma comunidade.

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Estereótipo e preconceito

O estereótipo é o conjunto de crenças que dá uma imagem simplificada das características de um grupo, generalizando aos membros que dele fazem parte. Preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos ou tendências de comportamento.

Os estereótipos são crenças a propósito de características, atributos e comportamentos dos membros de determinados grupos. São formas rígidas, infundadas e esquemáticas de pensamento, que resultam dos processos cognitivos de simplificação e que se generalizam não só a determinado grupo como a todos os elementos que o integram. Estereótipo significa impressão sólida, e pode dizer respeito á aparência, roupas, comportamentos, cultura, etc. Os estereótipos são muitas vezes confundidos com preconceito, uma vez que acabam por se tornar rótulos, frequentemente pejorativos, causando impacto negativo nos indivíduos alvo, estando muitas vezes na base do racismo, da xenofobia e da intolerância religiosa.

O preconceito é a atitude que envolve um pré-julgamento, na maioria das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos, ignorando as diferenças individuais. Embora o preconceito também esteja assente na categorização social, difere do estereótipo porque para além de atribuir as características ao grupo, ainda as avalia, emitindo, na maior parte dos casos, juízos negativos a seu respeito.  O preconceito é um juízo preconcebido, expresso geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, locais ou costumes singulares, considerados “anormais”. O preconceito indica o desconhecimento pejorativo de alguém ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial e sexual. De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, definido anteriormente como estereotipo.  No entanto, é possível relacionar os dois conceitos na medida em que o estereótipo fornece os elementos cognitivos de um grupo e o preconceito lhes acrescenta a componente afetiva, crítica e de juízo de valor.

Os estereótipos têm uma função social e cognitiva, uma vez que a categorização da realidade social nos permite enfrentar eficazmente o mundo em que vivemos, determinando o certo e o errado, o bem e o mal e o justo ou o injusto. Outra função dos estereótipos é de cariz afetivo e tem a ver com a  identidade social. De facto, reconhecemo-nos enquanto pertencentes a grupos com os quais nos identificamos. Parte do que somos relaciona-se com o facto de pertencermos a determinados grupos sociais, o que nos leva a distinguirmo-nos dos outros que pertencem a outros grupos distintos e desenvolvemos o sentimento de “nós” por oposição aos “outros”. Assim, os estereótipos permitem que um determinado grupo se defina positiva ou negativamente, por comparação a um outro, sendo que ao caracterizarem o grupo dos  “outros”, reforçam a identidade ao grupo ao qual pertencemos.

O preconceito é uma atitude que envolve um juízo ou julgamento prévios, na maior parte das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos sociais, podendo refletir-se em comportamentos de discriminação. Contudo, não se pode confundir discriminação com preconceito, uma vez que este corresponde a uma atitude, enquanto a discriminação diz respeito ao comportamento que decorre dessa atitude, ou seja, do preconceito. Observar características comuns a determinados grupos pode ser considerado preconceituoso, principalmente se referentes a agressividade ou discriminação. Porém, reparar em características sociais, culturais ou mesmo físicas por si só não é sinónimo de preconceito. Estas podem referir-se apenas a costumes, modos de estar de determinados grupos ou até mesmo a aparência de povos de determinadas regiões, única e exclusivamente como forma ilustrativa ou educativa. Assim, entende-se que o estereótipo pode ter uma função cognitiva, social ou afetiva, ao contrário do preconceito, que é sempre um erro.

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