Falando um pouco sobre esquizofrenia

Este é um daqueles temas que muitas pessoas evitam ou só conhecem através de estereótipos errados. Quando pensamos em esquizofrenia, é fácil lembrarmo-nos de filmes ou séries que mostram pessoas completamente desconectadas da realidade, mas a verdade é bem mais complexa e, sobretudo, muito mais humana.

A esquizofrenia é uma perturbação psiquiátrica grave que afeta a forma como a pessoa pensa, sente e percebe o mundo à sua volta. Normalmente, os primeiros sinais aparecem no final da adolescência ou no início da idade adulta. Não é, como algumas pessoas pensam, uma “dupla personalidade” ou simplesmente “loucura”. É uma condição séria que pode ter um grande impacto na vida da pessoa doente e das pessoas à sua volta.

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Depressão, como e quando tratar

Na depressão, ou de uma forma mais generalizada, nas síndromes depressivas, o humor fica necessariamente alterado e observa-se no indivíduo uma reação disfórica, habitualmente caracterizada por uma tristeza permanente, por falta de respostas de humor positivas. Desde a forma mais ligeira, até á forma mais profunda, a sintomatologia depressiva não deve ser ignorada ou desvalorizada, sob pena de se poder tornar crónica.

Para que se possa identificar um quadro depressivo, é necessário que, em primeiro lugar identifiquemos períodos de tempo marcados pelo humor depressivo, mas não só. É necessário avaliar outros sintomas afetivos, cognitivos e comportamentais. Em relação aos primeiros, a presença de sentimentos de culpabilização, o sentimento de desamparo e auto desvalorização, a falta de confiança em si mesmo e a baixa autoestima, são exemplos concretos de sintomas depressivos. No que diz respeito aos sintomas cognitivos, salientam-se as dificuldades de concentração, atenção, memória, o pessimismo, uma visão negativa acerca do passado, presente e perspetiva de futuro, bem como os pensamentos intrusivos ou até mesmo os pensamentos suicidas.  Os sintomas comportamentais que caracterizam a depressão são essencialmente o isolamento, o choro fácil, a tensão muscular, as alterações do apetite, por excesso ou por defeito, e, em casos mais extremos, a automutilação e as tentativas de suicídio.

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