Psicologia da Arte!

 

Psicologia da Arte

O principal objectivo da Psicologia da Arte consiste na descrição e explicação das experiências psicológicas do indivíduo, assim como dos seus comportamentos, quer na criação como na apreciação da arte sob as mais diversas formas.

A definição de arte tem vindo a ser alterada ao longo do tempo, sendo uma definição aberta na medida em que o seu significado hoje não é igual ao que foi no passado. Podemos dizer que a evolução das competências cognitivas do ser humano levou à produção de várias formas artísticas. A arte, desde a antiguidade, evidencia uma forma de narrativa na medida em que um dos seus objectivos será certamente transmitir uma mensagem. Se inicialmente a arte estava muito orientada para os monumentos, posteriormente foi sendo utilizada para representar as classes sociais mais elevadas, mas com uma certa neutralidade em relação à expressão do criador. Na idade média, a arte revela-se essencialmente através da representação do divino e mais tarde assume uma especial relevância na representação do corpo humano envolvendo já maior rigor nas proporções assim como uma representação do detalhe e do movimento bem como alguma fantasia.

Psicologia da Arte

O âmbito da Psicologia da Arte insere-se na descrição dos processos psicológicos do apreciador e os processos criativos do artista. A esta relação chama-se – encontro estético, que é mediado pela obra de arte propriamente dita que, ao mesmo tempo que transmite uma determinada mensagem ao apreciador, este descodifica-a. Este processo pode ser directo e imediato ou indirecto.

A relação do artista com a sua obra tem vários níveis, todos eles de grande importância. Através do processo criativo, o artista exprime-se através do objecto da sua criação ao mesmo tempo que fica exposto a críticas, positivas ou não, dos apreciadores à sua obra, que poderão vir a influenciar criações futuras.

Sendo a arte uma manifestação da actividade do homem, esta pode ser analisada sob uma perspectiva psicológica através do estudo dos processos mentais subjacentes à sua criação e/ou apreciação. Considerando a percepção estética como um factor que distingue o ser humano enquanto espécie, a arte poderá também ser utilizada como forma de análise da consciência humana. Para esta análise é fundamental integrar a Psicologia da Arte com outras áreas da psicologia, nomeadamente a psicologia cognitiva, social, da personalidade e psicanálise, assim como, o seu estudo deverá também ser integrado com outras disciplinas de carácter científico, como a história, história da arte, sociologia, antropologia, filosofia, entre outras.

Psicologia da Arte

A um nível fisiológico, a Psicologia da Arte estuda processos como a percepção, a atenção e a memória, básicos da actividade humana, mas também processos como o pensamento e a linguagem, sendo estas funções consideradas superiores. A reacção de um indivíduo perante uma criação artística é variável na medida em que cada pessoa reage de forma diferente a um mesmo estímulo, embora as variantes possam apresentar alguns aspectos universais. Os processos envolvidos na apreciação e até mesmo na criação artística são processos dinâmicos na medida em que o indivíduo está em permanente desenvolvimento e aprendizagem e ainda porque sofre a influência do contexto.

Tanto a criação como a apreciação da arte evolvem motivações. Estas motivações podem apresentar-se de várias formas como, busca de prazer, satisfação de fantasias e de controlo sobre a realidade, experiência de emoções fortes e de altos níveis de excitação, etc.

Psicologia da Arte

A Psicologia da Arte tem grande importância pois constitui um processo de aprendizagem que permite também dar significado à obra de arte. A actividade estética como objecto cultural pode influenciar o desenvolvimento do indivíduo e contribuir na formação da sua identidade. A filosofia é a base da Psicologia da Arte e teve o seu início com Platão, Kant e Platino. Mais tarde Nietzsche, Fechner e Wundt estudaram as reacções do indivíduo às obras de arte, e também Freud, Skinner e Arnheim foram relevantes para o estudo deste tema.

 A Psicologia não estuda totalmente a arte mas dá um importante contributo quando integrada num programa multidisciplinar sobre esta temática. Todo o conhecimento resultante do estudo da psicologia da arte deverá fornecer informação relevante na tomada de decisões quer no que diz respeito à criação artística, quer no que se refere à sua apreciação. A arte pode ampliar a liberdade pessoal do indivíduo na medida em que ajuda na compreensão das suas escolhas ao mesmo tempo que aumenta o seu entusiasmo através de uma percepção mais intensa de cores, formas, sons, movimento e mensagens do mundo que o rodeia.

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