Ano Velho e Ano Novo

Ano novoCom o aproximar do fim de ano, muitos de nós tendemos a fazer um balanço do que nos trouxe ou nos tirou, o Ano que termina. Fazemos uma retrospectiva dos acontecimentos mais significativos, daqueles que por uma ou outra razão mais nos marcaram e idealizamos o Novo Ano  de acordo com as nossas preferências e necessidades.

Um novo projecto profissional que se abraçou, um novo relacionamento amoroso, uma casa nova, a compra de um carro, um filho que nasceu, ou aquele projecto que se conseguiu concluir, são exemplos de acontecimentos marcantes, naturalmente pela positiva. Um familiar que faleceu, um diagnóstico de doença, o filho que reprovou o ano, a perda do emprego, um acidente de automóvel ou uma zanga com um amigo, são exemplos de situações que podem ser igualmente marcantes mas pela negativa.

Ano NovoE feito um apanhado dos acontecimentos expressivos das nossas vidas, o que fazer com isso? Para que é que fazemos esse balanço se daí não tirarmos algo que nos permita crescer enquanto pessoa?

Habitualmente, um ano nunca é nem totalmente bom nem totalmente mau, da mesma forma que ao longo dos nossos dias não estamos nem sempre felizes, nem sempre infelizes. Há momentos para tudo e por vezes num espaço de tempo relativamente curto, conseguimos experimentar sentimentos tão díspares, que não nos ocorreria sequer pensar que tal fosse possível. Um dia de férias quente e solarengo, bem aproveitado numa praia maravilhosa e em boa companhia, pode acabar num incidente que nos leve à polícia ou ao hospital. E convenhamos que nenhum destes dois locais são prazerosos, excepto se são o nosso local de trabalho e se gostamos do que fazemos.

Ano NovoE os votos de Ano Novo, as expectativas e o desejo de que o ano traga algo de bom, traga saúde e alegria e muita prosperidade? Será justo atribuir ao ano, a responsabilidade de nos dar as coisas boas se não estivermos dispostos a lutar por elas e a empenhar-mo-nos para as conseguir? Mais do que maldizer o Ano Velho pelas adversidades que nos aconteceram, devemos sim agradecer à vida pelas aprendizagens que elas nos permitiram e que fazem de nós quem somos – seres em construção. Tudo o que nos marca, quer de forma positiva quer de forma negativa vai ter impacto naquilo que nós somos e vai-nos transformar, para o bem ou para o mal. E mais do que pedir que o Ano Novo nos traga isto e aquilo, devemos pedir força e ânimo para enfrentar os desafios com que a vida nos vai presenteando. Não é o Ano que decide o que vai ser bom ou mau, é cada um de nós, que de acordo com o seu pensamento, com as suas emoções e com as suas capacidades, que toma a decisão de ultrapassar os obstáculos e de aproveitar as oportunidades, de forma a tornar-se melhor pessoa.

Ano NovoSejam felizes!

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