Distimia: Quando a Tristeza Persistente se Torna Parte do Quotidiano

Person walking on a mountain path with a dark cloud above their head at sunset

A experiência de tristeza faz parte da vivência humana e surge naturalmente em resposta a acontecimentos difíceis, perdas ou períodos de maior vulnerabilidade emocional. Contudo, existem situações em que o humor persistentemente baixo deixa de ser apenas uma reação transitória e passa a constituir um padrão prolongado de funcionamento psicológico, influenciando de forma significativa o bem-estar, a motivação e a perceção de si próprio. É neste contexto que surge a distimia, atualmente designada no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders — Fifth Edition, Text Revision (DSM-5-TR) como Perturbação Depressiva Persistente (American Psychiatric Association, 2022).

A distimia caracteriza-se pela presença de um humor deprimido crónico, persistente durante longos períodos de tempo — geralmente durante pelo menos dois anos nos adultos. Ao contrário daquilo que frequentemente acontece na depressão major, os sintomas podem apresentar menor intensidade, mas tendem a assumir um caráter contínuo e duradouro (Klein & Santiago, 2003). Muitas pessoas descrevem sentir-se “sempre em baixo”, desmotivadas, pessimistas ou emocionalmente cansadas, mesmo quando conseguem manter o funcionamento profissional, académico ou familiar.

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Namoro tóxico na adolescência: quando o amor começa a doer

Falar de namoro tóxico na adolescência não é falar apenas de relações “difíceis” ou de dramas próprios da idade. É falar de experiências emocionais que, muitas vezes, deixam marcas profundas na forma como os jovens aprendem a amar, a relacionar-se e a ver a si próprios.

A adolescência é um período de intensa construção identitária. É nesta fase que se experimenta, muitas vezes pela primeira vez, a intimidade emocional, o desejo de pertença e o medo da rejeição. O namoro surge, assim, como um espaço privilegiado de validação emocional — mas também como um terreno fértil para inseguranças, dependências emocionais e padrões relacionais pouco saudáveis.

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O que é a Misofonia?

A Misofonia refere-se a uma condição em que há uma forte aversão a certos sons específicos, em resposta aos quais o indivíduo relata experiências emocionais muito intensas de repulsa.

A Misofonia é a hipersensibilidade que alguns indivíduos têm a sons específicos do quotidiano, sons esses que podem levar a reações extremas e desadequadas, que incluem a raiva, a irritabilidade ou o pânico. Esta perturbação é também conhecida como Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som (SSSS ou S4). Os sintomas da Misofonia podem ter início em qualquer idade a partir do final da infância e início da adolescência. Por norma a reação aversiva é desencadeada por um som específico, ao qual há tendência para se irem acrescentando outros sons. Exemplos destes sons são a respiração, a mastigação ou a deglutição de outrem, o clique de uma caneta ou o pingar de uma torneira. Ao ser exposto a determinado som, o indivíduo reage de forma exacerbada, sente extrema irritabilidade e pode mesmo ter reações violentas.

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