Adolescência: regulação emocional e relacional

O desenvolvimento de competências sociais resulta da aprendizagem comportamental e relacional positiva. A adolescência, é um período da vida em que o relacionamento interpessoal sofre grandes alterações, em que se estabelecem novos relacionamentos e em que as relações com o grupo de pares assumem uma maior relevância.

Atualmente, a intervenção precoce na área da saúde mental juvenil, por meio de estratégias de prevenção e promoção da saúde e de estilos de vida saudáveis, assume cada vez mais importância. As normas internacionais orientam para uma maior preocupação com este assunto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2001) determinadas perturbações mentais como a ansiedade ou a depressão, podem derivar da dificuldade de alguns jovens em lidarem com o stresse gerado pelas relações sociais. Assim, torna-se fundamental o desenvolvimento de competências socio emocionais.

A OMS, nomeadamente o departamento dedicado á saúde mental, considera particularmente relevantes alguma áreas básicas específicas e transversais a qualquer cultura, sendo elas o pensamento crítico criativo, a resolução de problemas, a comunicação interpessoal, a tomada de decisões, o autoconhecimento, a empatia e as estratégias para lidar com as emoções e com o stresse (OMS, 2008). Deste modo, é importante trabalhar estas áreas com adolescentes que revelem dificuldades ao nível das relações interpessoais e da autorregulação emocional.

Existem vários programas de intervenção psicológica, alguns deles manualizados, que facilitam o desenvolvimento das referidas competências, ao mesmo tempo que pela sua conceção, motivam os jovens para a intervenção em contexto clínico, individual ou grupal, conforme o desenho do programa. Á medida que vão avançando de tarefa em tarefa, o psicólogo/a vai abordando os diferentes temas, adequando os exemplos ao caso em acompanhamento, promovendo a reflexão sobre pensamentos, sentimentos e acontecimentos, permitindo a exteriorização de emoções e facilitando a modificação de comportamentos desajustados para outros mais adaptativos.

Ajude o seu filho a aprender a controlar as suas emoções. Ajude-o a relacionar-se mais e melhor. Procure apoio especializado!

Fontes:

World Health Organization (2001). Mental health: new understanding, new hope. World Health Report. Geneva: WHO

World Health Organization (2008). Conferência Europeia de Alto Nível ‘Juntos pela Saúde Mental e Bem-Estar’. Bruxelas 12-13 Junho. Geneva: WHO. Versão Portuguesa.

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