A doença mental no masculino é um tema particularmente importante, na medida em que o estigma que ainda hoje está associado a estas questões, pode fazer com que muitos homens evitem ou adiem a procura de ajuda, com consequências potencialmente graves na sua funcionalidade e na sua satisfação com a vida.
Felizmente, cada vez mais o estigma relacionado com as perturbações do foro psicológico ou psiquiátrico, tem vindo a ser desconstruído, no sentido de “normalizar” a avaliação e o acompanhamento psicológico, aos homens que possam enfrentar dificuldades, nesta área da saúde em geral, mas também por desafios específicos do género. Contudo, estas dificuldades, que por vezes são banalizadas ou ignoradas, levam a que a tomada de consciência e a procura de ajuda sejam adiadas ou até mesmo evitadas. As expectativas sociais, estigmas culturais e atitudes em relação à vulnerabilidade e à procura de apoio psicológico por parte dos homens, constituem-se como uma “barreira” por vezes difícil de transpor.
Muitos estudantes enfrentam períodos em que se sentem desmotivados em relação aos estudos, por diversas razões. No entanto, muitas vezes a falta de motivação e o baixo rendimento, prende-se com o facto de não terem desenvolvido ainda, métodos de estudo eficazes. Aqui ficam algumas estratégias simples, que podem ajudar os alunos a recuperar o entusiasmo e a encontrar a motivação necessária para o sucesso.
Em primeiro lugar recomenda-se que sejam definidos objetivos claros e alcançáveis para os estudos. Falamos de metas de curto prazo, como executar ou concluir uma tarefa específica, mas também metas de longo prazo, como obter uma determinada nota a uma determinada disciplina ou até mesmo passar de ano! Analisar e definir exatamente o que tem que ser feito, é o primeiro passo para se organizar o tempo para estudar, sem esquecer que também é preciso tempo para se divertirem.
“Sofra e chore por si próprio, não uma ou duas vezes mas repetidamente. O sofrimento é catártico e conforta, sendo uma forma de manter a serenidade”.
“Sofrer, sentir pesar, chorar, resultam de emoções naturais, que surgem pronta e facilmente se não forem bloqueadas por interdições culturais, expectativas ou distorções. O sofrimento é uma parte importante da vida porque experimentar a perda, é inevitável para todos nós. Quanto mais envelhecermos por mais perdas passaremos. Logo, é necessário encontrar uma forma de lidarmos com a dor. A melhor forma é permitirmo-nos sentir tristeza à vontade e fazer o luto das perdas. Pode ser que nos apeteça chorá-las, e sem este tipo de libertação e escape, é possível que fiquemos com uma dor interior que nos afete a vários níveis”.
A adolescência é uma etapa do desenvolvimento tipicamente atribulada, em que os jovens precisam de lidar com as rápidas mudanças a nível físico, e com um mundo interior repleto de emoções intensas. Os adolescentes tendem por vezes a isolar-se e a evitar a comunicação com os adultos. Como podemos então nós, os adultos, lidar com as dificuldades na comunicação com os adolescentes?
Em primeiro lugar, podemos evitar colocar demasiadas questões aos adolescentes. Por vezes, na ânsia de saber o que lhes vai no pensamento, e com a melhor das intenções, temos tendência a questiona-los muito. O resultado é que quando fazemos muitas perguntas para tentarmos “absorver” o seu mundo interno, podemos fazer com que o adolescente não se sinta compreendido e se resguarde nas respostas. Nem sempre os adolescentes têm resposta para as perguntas dos adultos, uma vez que nem eles próprios por vezes têm essas respostas para si mesmos. Assim, devemos perguntar menos mas disponibilizarmo-nos para os escutar, deixar fluir a conversa, evitando uma atitude crítica e julgadora. Mostrar compreensão e promover momentos onde haja espaço para revelações e partilha.
As relações interpessoais são de um modo geral exigentes e desafiantes. As relações de casal são tudo isso e muito mais, tornando-se por vezes tão difíceis que desistir parece ser a única opção. No entanto, há algumas estratégias que podem melhorar, simplificar e muitas vezes “resolver” estas relações, apesar de em alguns momentos as situações de conflito e desentendimento fazerem parecer que já nada as pode salvar.
Muitos casais enfrentam diariamente relações difíceis, conflituosas e desgastantes, em que a ideia de desistir aparece sistematicamente. Porém, mesmo quando a harmonia e a felicidade parecem já não existir, quando o amor e o companheirismo se fundem com o ressentimento, a raiva e a frustração, ainda assim pode haver uma forma de contornar e reverter este desequilíbrio, onde os sentimentos de culpa por norma assumem lugar de destaque. Para caminhar na direção da restauração de uma relação que parece já não ter “pernas para andar”, é fundamental que os dois elementos do casal assumam as suas responsabilidades no conflito. Só reconhecendo os próprios erros é que cada um pode escolher modificar comportamentos e atitudes, o que se vai refletir na dinâmica do relacionamento e permitir que ambos fiquem novamente disponíveis para a relação.
Em primeiro lugar, comecem por impedir que os ressentimentos destruam o vosso relacionamento. Ignorar a situação causadora de conflito não irá ajudará a resolve-la. Muitas vezes, quando os conflitos são muito frequentes, os casais podem ter tendência para bloquear a comunicação, para se protegerem. No entanto, dialogar sobre as dificuldades e as divergências é fundamental para manter saudável a relação e para encontrarem respostas ou soluções. Por outro lado, é importante que ambos percebam que a crítica e o “apontar o dedo” dificilmente levam á reconciliação. Ao colocarem o foco é na pessoa e não o seu comportamento, esta irá sentir-se atacada, o que pode criar automaticamente uma barreira. Procure dizer ao seu parceiro/a como se sente com determinado comportamento ou de que forma a sua atitude perante si a/o fazem sentir. “Sinto-me triste porque não tive a oportunidade de dar a minha opinião”, em vez de “tu nunca ouves a minha opinião”.
A crítica poderá sempre existir mas apenas se for construtiva. Em conjunto com o seu parceiro/a definam um período de tempo em que as críticas não são permitidas. Durante esse período, procurem estar menos defensivos/as e procurem adotar uma comunicação mais positiva. É igualmente importante que escolham ter uma comunicação baseada na honestidade, ou seja, tenham a certeza de que falam sobre as vossas preocupações, que expressam as vossas dificuldades e que expõem os vossos sentimentos de desejos, de forma assertiva, ou seja, respeitando o ponto de vista do outro. Procurem não esconder sentimentos, nem mesmo os negativos e não confundam honestidade com vulnerabilidade ou fraqueza.
Por vezes, as discussões acontecem. Embora não seja desejável, por vezes pode haver tendência para perder o foco do problema e orientar a discussão para o ataque pessoal. Se acontecer, procurem a monitorização e o auto questionamento. “Onde é que esta minha atitude me vai levar?”, “Preciso mesmo de dizer-lhe isto?”. Evite revelar indiferença ou desprezo pelo outro, pois não vai contribuir em nada para a relação e pode ainda aumentar o desconforto. Procure pensar nas qualidades do seu parceiro/a e expresse sentimentos positivos sempre que possível. Faça um esforço para perceber o ponto de vista do outro, colocar-se “nos seus sapatos” e, mais uma vez, ser assertivo/a na comunicação.
As relações com os outros, principalmente as relações românticas, precisam que se lhes dedique tempo. Com a correria do quotidiano e as rotinas por vezes difíceis de conciliar, corremos o risco de nos esquecemos de ser simpáticos e amáveis com o parceiro/a. Pequenos gestos como, “Como correu o teu dia?” ou “O que te apetece fazer este fim-de-semana”, ou ainda “Precisas de ajuda para…?”, podem fazer a diferença. Conversar, revelar empatia pelo outro, validar a sua opinião e compreender as suas emoções, faz com que ele/a sinta que estamos ao seu lado, cúmplices e disponíveis, pode ajudar a manter o vínculo e dar significado ao casal.
Por fim, é importante que tenha a capacidade de perdoar. Perdoar não significa tolerar comportamentos ou atitudes prejudiciais ou desrespeitosas, no entanto, nas devidas situações, poderá permitir a continuidade da relação. Para seguirem o mesmo caminho, navegarem no mesmo barco, é muito importante aceitar algumas fraquezas do outro, reforçar as qualidades e procurar sempre o caminho da compreensão, tendo em vista a recuperação da harmonia e da felicidade que um dia vos juntou.
Ao atingir a puberdade, as crianças experienciam grandes e rápidas mudanças físicas, emocionais e sexuais, sobre as quais não têm controlo. Estas mudanças requerem uma adaptação e uma compreensão, sendo por vezes difícil ao adolescente lidar com o seu corpo e com os seus pensamentos, o que pode conduzi-lo a sentimentos de ansiedade ou ao isolamento social.
Perante questões como “será normal a minha aparência’” ou “o que é que os outros pensam de mim?”, o adolescente toma consciência de si mesmo, mas também pode sentir alguma angústia pela inevitabilidade das mudanças com as quais está a ter que lidar, sem que por vezes esteja preparado para tal. É relativamente comum que a segurança e as certezas da infância desapareçam, dando lugar á dúvida e à ansiedade. Estes sentimentos são normativos, desde que o jovem consiga manter a sua funcionalidade e aos poucos se vá adaptando a um novo corpo, a um novo modo de estar, de pensar e de sentir. No entanto, alguns adolescentes, pelas suas características individuais, demoram mais tempo a fazer essa adaptação, por vezes com custos elevados para o seu bem-estar pessoal, familiar e relacional.
A Perturbação Desafiante de Oposição (PDO) enquadra-se nas Perturbações Disruptivas do Controlo dos Impulsos e do Comportamento e constitui um problema que tem vindo a crescer e a preocupar cada vez mais as famílias, profissionais de saúde e do ensino, bem como a sociedade em geral, não só pela sua prevalência mas também pelo impacto que pode ter no desenvolvimento da criança e na sua relação com os outros, nos vários contextos da sua vida.
A POD caracteriza-se pela presença de um padrão persistente de comportamentos conflituosos e desafiantes, humor irritável, atitudes rancorosas e vingativas, desobediência e hostilidade, particularmente perante as figuras de autoridade (e. g. pais, outros cuidadores e professores). Trata-se de uma perturbação psicológica algo comum na criança e no adolescente, que pode uma forma bastante significativa, influenciar e condicionar negativamente o seu percurso, nos vários contextos das suas vidas.
Na terapia de casal a intervenção foca-se essencialmente no casal e não na relação em si. O importante é avaliar cada elemento do casal e intervir no sentido de melhorar a sua saúde emocional. Pessoas emocionalmente estáveis tendem a ter relações mais saudáveis e satisfatórias.
Os “ingredientes” mais importantes para o sucesso de uma terapia de casal são o amor e a vontade de continuarem juntos. Alguns dos erros mais comuns dos casais com dificuldades relacionais são a procura de ajuda muito tardia; quando um elemento do casal quer pedir apoio e o outro vai “por arrasto” (falta de sintonia no processo de mudança); quando um dos elementos não reconhece que há um problema (fase de não contemplação); quando um ou os dois elementos do casal reconhecem que há problemas, mas não estão preparados para a mudança (contemplação); quando um dos dois pode não estar preparado para a ação (empreender ações de mudança) e quando há a crença de que o caminho de ambos passa por continuarem juntos, o que pode não ser a melhor opção…
O desenvolvimento de competências sociais resulta da aprendizagem comportamental e relacional positiva. A adolescência, é um período da vida em que o relacionamento interpessoal sofre grandes alterações, em que se estabelecem novos relacionamentos e em que as relações com o grupo de pares assumem uma maior relevância.
Atualmente, a intervenção precoce na área da saúde mental juvenil, por meio de estratégias de prevenção e promoção da saúde e de estilos de vida saudáveis, assume cada vez mais importância. As normas internacionais orientam para uma maior preocupação com este assunto. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2001) determinadas perturbações mentais como a ansiedade ou a depressão, podem derivar da dificuldade de alguns jovens em lidarem com o stresse gerado pelas relações sociais. Assim, torna-se fundamental o desenvolvimento de competências socio emocionais.
Podemos definir emoção como uma experiência subjetiva, que envolve a pessoa na sua totalidade: mente e corpo. Do ponto de vista neurológico, a emoção é descrita como uma variação psíquica e física, que tem origem num estímulo, avaliando-o e reagindo a ele.
As emoções são um modo natural de avaliação do meio envolvente, e a sua reação é consequência de uma adaptação. As emoções podem falar por nós, na medida em que são reveladoras da forma como nos sentimos e de como encaramos a vida. São estados de curta duração e onde estão incluídas a alegria, a tristeza ou o medo, entre muitas outras. Quando falamos de raiva, nojo, alegria, tristeza, surpresa ou medo, estamos a referir-nos a emoções básicas ou primárias, pois são aquelas não necessitam de reflexão ou introspeção. São inatas e estão ligadas ao instinto e à sobrevivência, e, por isso, surgem de forma súbita e inesperada e são de fácil definição pelo facto de serem rapidamente identificadas pelo indivíduo, independentemente da cultura a que pertence. As emoções secundárias ou sociais implicam uma tomada de consciência de si. Resultam das nossas aprendizagens e fazem uso das emoções primárias. No entanto, podem variar de acordo com o contexto cultural. São exemplos de emoções secundárias a vergonha, o ciúme, a inveja, a empatia, o embaraço, o orgulho ou a culpa.