Cansaço Emocional: Sinais que nem Sempre Reconhecemos

Woman comforting a distressed friend at a kitchen table

Há momentos em que continuamos a trabalhar, a cumprir horários, a responder a mensagens, a cuidar da casa e das pessoas à nossa volta e, aparentemente, tudo permanece igual. No entanto, por dentro, podemos começar a sentir que alguma coisa mudou. Há menos paciência, maior irritabilidade, dificuldade em concentrarmo-nos ou uma vontade crescente de nos afastarmos de tudo durante algum tempo.

O cansaço emocional nem sempre se manifesta através da tristeza. Por vezes, aparece de forma mais discreta: na dificuldade em lidar com pequenos imprevistos, na sensação de que qualquer tarefa exige um esforço desproporcionado, numa menor tolerância às exigências dos outros ou na necessidade crescente de estar sozinho e em silêncio. Também pode surgir como dificuldade em tomar decisões, falta de motivação ou menor capacidade para sentir prazer em atividades que habitualmente eram agradáveis.

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A criança e a perturbação de ansiedade

O ser humano, na sua luta pela sobrevivência, tem desde sempre a necessidade de se proteger perante situações adversas e ameaçadoras, que fazem parte do seu quotidiano. Nessas situações, o organismo está preparado para uma reação imediata perante o perigo, através da libertação de substâncias químicas que produzem sensações físicas e mentais, como a aceleração dos batimentos cardíacos, o aumento da transpiração, o estado de alerta, o instinto de fuga ou pelo contrário, o instinto de enfrentamento da situação potencialmente perigosa.

Todas estas sensações têm o propósito de preparar o organismo para uma reação de proteção frente ao perigo. Algum tempo depois, estas sensações diminuem devido à ação do sistema nervoso parassimpático, o que provoca uma sensação de relaxamento. Além das respostas fisiológicas, são ativados mecanismos cognitivos (antecipação de consequências desastrosas), motivacionais (desejo de estar longe da situação traumática), emocionais (sentimento de medo) e comportamentais (fuga ou ação).

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Perturbação Dissociativa da Personalidade

A Perturbação Dissociativa da Identidade (PDP) surge recentemente na literatura e envolve uma controvérsia associada principalmente à dificuldade na definição do termo dissociação. Entre outras formas, a dissociação pode ser descrita como uma falha na integração de dois ou mais diferentes sistemas de ideias e funções que constituem a personalidade.

O fenómeno dissociativo movimenta-se num espectro que vai desde a dissociação não patológica (ex. sonhar acordado ou estar intensamente focado numa tarefa) até à Perturbação Dissociativa da Personalidade, esta sim uma patologia do foro mental, habitualmente associada a experiências traumáticas. O processo dissociativo implica a alteração de um estado de consciência que não é organicamente induzida. Ou seja, envolve uma alteração temporária ou a separação de processos mentais que em situação normal estariam integrados. Segundo Bultler (2004), a natureza dos processos dissociativos normativos cinge-se a uma intensa concentração e envolvimento cognitivo em alguns aspetos da consciência, em detrimento de outros componentes. O grau de dissociação oscila num continuum desde os processos normativos e transitórios, decorrentes do dia-a-dia, até aos processos de dissociação patológicos, classificados como crónicos e severos.

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