Depressão, como e quando tratar

Na depressão, ou de uma forma mais generalizada, nas síndromes depressivas, o humor fica necessariamente alterado e observa-se no indivíduo uma reação disfórica, habitualmente caracterizada por uma tristeza permanente, por falta de respostas de humor positivas. Desde a forma mais ligeira, até á forma mais profunda, a sintomatologia depressiva não deve ser ignorada ou desvalorizada, sob pena de se poder tornar crónica.

Para que se possa identificar um quadro depressivo, é necessário que, em primeiro lugar identifiquemos períodos de tempo marcados pelo humor depressivo, mas não só. É necessário avaliar outros sintomas afetivos, cognitivos e comportamentais. Em relação aos primeiros, a presença de sentimentos de culpabilização, o sentimento de desamparo e auto desvalorização, a falta de confiança em si mesmo e a baixa autoestima, são exemplos concretos de sintomas depressivos. No que diz respeito aos sintomas cognitivos, salientam-se as dificuldades de concentração, atenção, memória, o pessimismo, uma visão negativa acerca do passado, presente e perspetiva de futuro, bem como os pensamentos intrusivos ou até mesmo os pensamentos suicidas.  Os sintomas comportamentais que caracterizam a depressão são essencialmente o isolamento, o choro fácil, a tensão muscular, as alterações do apetite, por excesso ou por defeito, e, em casos mais extremos, a automutilação e as tentativas de suicídio.

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O luto normal

O luto é a reação emocional a uma perda e o processo de adaptação a essa perda implica algumas emoções, cognições e comportamentos comuns à maioria dos seres humanos. Sentimentos de tristeza, descrença no sucedido ou o isolamento social, são exemplos de reações padrão da pessoa enlutada.

São várias as emoções normativas presentes num processo de luto, sendo as mais comuns a tristeza, com ou sem manifestações de choro; a raiva, por não ter podido fazer nada para evitar a perda; a culpa, na maioria das vezes irracional por não ter conseguido evitar a morte do ente querido; a ansiedade por ter medo de não conseguir sobreviver sem a pessoa que morreu ou pela tomada de consciência da sua própria finitude ao confrontar-se com a “partida” de alguém próximo; a solidão e o desamparo, principalmente em casos de viuvez após uma relação muito duradoura e feliz; a fadiga, especialmente se o período antecedente à morte de uma pessoa foi física e emocionalmente muito exigente para o enlutado; o alívio ou libertação, por ver terminar um sofrimento muito doloroso de alguém significativo e a saudade, esse termo tão português e que significa sentir dolorosamente a falta de algo ou de alguém que se perdeu.

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