Bullying ou intimidação: o que fazer?

Bullying e intimidação

“Ultimamente a Mariana diz que não quer ir à escola e anda muito calada e triste. Tem oito anos, tem um peso bastante acima da média e é muito tímida. Questionada acerca da razão pela qual não quer ir a escola a Mariana diz que as crianças na escola a estão a atormentar, a ridicularizar e a gozar – A Mariana está a ser vítima de bullying!”

Há certas crianças que se sentem mais importantes, melhores e mais fortes do que as outras. Isso confere-lhes uma segurança que utilizam para intimidar ou maltratar outras crianças que veem como piores, mais fracas, logo mais indefesas. A intimidação permite a algumas crianças dominar e maltratar outras, e assim conseguirem o que querem e quando querem. E o que podemos nós, os adultos, fazer perante uma situação como esta? Pois bem, em primeiro lugar devemos conseguir entender o que é a intimidação, ou seja, que o bullying consiste no uso frequente e regular de agressão física ou verbal, neste caso de uma criança, para dominar ou para se vingar de outra. Esta intimidação ocorre quando não há supervisão por parte de adultos, quer seja em casa, quer seja na escola e sempre que há diferenças de poder, isto é, uma criança mais velha, fisicamente mais forte ou mais popular, quer dominar, maltratar ou humilhar outra criança mais nova, mais fraca ou socialmente mais isolada.

IntimidaçãoSe o seu filho for vítima de intimidação, mostre-lhe o seu apoio e converse com ele para o ajudar a expressar os seus sentimentos em relação à situação. Ensine-o a manter-se calmo quando os intimidadores aparecem e acima de tudo, encoraje-o a não ter receio de consequências e a procurar sempre a ajuda de um adulto. O seu filho pode não ser vítima direta mas sim testemunha de bullying. Neste caso, diga-lhe para pedir ajuda a um adulto e para o informar sobre o problema que se está a passar. Diga-lhe para nunca encorajar um intimidador mas sim, ajudar as vítimas da intimidação, mostrando-se solidário para com elas. Mas o seu filho pode ser ele próprio o intimidador. Se assim for, leve a situação a sério e converse calmamente com ele para compreender por que motivo precisa de intimidar as outras crianças. Saiba ouvir e saiba entender as razões, no entanto estabeleça consequências para esses comportamentos e remova certos privilégios ao seu filho sempre que o comportamento se repetir.

RidicularizaçãoPara prevenir as situações de intimidação entre as crianças, seja um modelo positivo e nunca intimide ou humilhe as outras pessoas. Tente incentivar a escola a implementar programas de prevenção para o problema do bullying. Programas de treino de competências sociais podem ser uma boa ajuda na prevenção deste tipo de agressão. Se for o caso, procure ajuda profissional para tratar das consequências emocionais e comportamentais da sua criança, quer esta seja vítima, quer seja a agressora. Os comportamentos agressivos, como qualquer outro comportamento, resultam de uma combinação de fatores individuais/temperamentais da criança e fatores da família, da comunidade e sociedade onde vivem. São fatores de risco para o desenvolvimento de comportamentos agressivos, a pobreza, a discriminação, o acesso a armas a exposição à violência, nomeadamente através da televisão ou outros meios de comunicação. O abuso infantil, a convivência com adultos com perturbação psicopatológica, a violência doméstica, a negligência ou a excessiva permissividade parental, são fatores de risco do meio familiar que podem ter impacto nos comportamentos agressivos de algumas crianças. Por outro lado, o temperamento da criança, a genética, possíveis complicações durante a gravidez ou parto, como o caso do consumo de drogas por parte da mãe, podem também constituir-se como fatores de risco individuais para os comportamentos violentos da criança.

IntimidaçãoSe está “a braços” com um problema desta natureza e tem dificuldade em lidar com a situação, procure ajuda, não deixe arrastar o problema pois mais tarde pode ser bem mais difícil colocar a criança num caminho mais são, mais favorável ao seu bom desenvolvimento, à qualidade das suas relações sociais e à harmonia familiar.

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