Bullying ou intimidação: o que fazer?

Bullying e intimidação

“Ultimamente a Mariana diz que não quer ir à escola e anda muito calada e triste. Tem oito anos, tem um peso bastante acima da média e é muito tímida. Questionada acerca da razão pela qual não quer ir a escola a Mariana diz que as crianças na escola a estão a atormentar, a ridicularizar e a gozar – A Mariana está a ser vítima de bullying!”

Há certas crianças que se sentem mais importantes, melhores e mais fortes do que as outras. Isso confere-lhes uma segurança que utilizam para intimidar ou maltratar outras crianças que veem como piores, mais fracas, logo mais indefesas. A intimidação permite a algumas crianças dominar e maltratar outras, e assim conseguirem o que querem e quando querem. E o que podemos nós, os adultos, fazer perante uma situação como esta? Pois bem, em primeiro lugar devemos conseguir entender o que é a intimidação, ou seja, que o bullying consiste no uso frequente e regular de agressão física ou verbal, neste caso de uma criança, para dominar ou para se vingar de outra. Esta intimidação ocorre quando não há supervisão por parte de adultos, quer seja em casa, quer seja na escola e sempre que há diferenças de poder, isto é, uma criança mais velha, fisicamente mais forte ou mais popular, quer dominar, maltratar ou humilhar outra criança mais nova, mais fraca ou socialmente mais isolada. Continuar a ler

A escola e o desejo de saber

A escola e o saberO desejo de saber e a capacidade para aprender são inatos no ser humano. Os bebés começam desde os primeiros dias de vida, a utilizar as suas capacidades motoras, percetuais e sensoriais, para exercerem influência sobre os outros e sobre tudo o que os rodeia. É assim que identificam e compreendem os contextos onde se inserem, desenvolvendo as suas competências físicas, cognitivas e sociais.

Por volta dos 4 anos, as crianças entram na “idade dos porquês,” que não é mais do que a exploração da sua curiosidade, do seu desejo de saber. Ao entrar para a escola, todo um novo mundo se abre às crianças. Mas será que a escola dos dias de hoje, mata, aproveita ou incentiva o desejo de saber das crianças dos nossos dias? Supostamente a escola é uma fonte privilegiada de informação, onde as crianças têm acesso ao conhecimento e onde se dá um importante processo de aprendizagem. Os professores são os grandes atores deste teatro de aprendizagens, mas também os pares e todas as experiências que decorrem em contexto escolar, são efetivamente aprendizagens. No entanto, sem vontade não se aprende, não há conhecimento. A motivação da criança é o elemento chave para que ela apreenda a informação, a assimile e a transforme em conhecimento. E se por um lado o professor é o veículo mais evidente de fornecimento de informação, por outro lado pode não ser suficiente. O aluno não está dependente da informação que o professor possui, há muitas outras formas de obtenção de informação. Continuar a ler

Regresso às aulas

Regresso as aulasÀ medida que as férias se aproximam do fim, os pais começam a pensar no regresso às aulas e a iniciar os preparativos necessários para tal, como a compra dos materiais e manuais escolares, bem como a adequação de horários e rotinas inerentes ao período escolar.

Ao perspetivarem o “regresso às aulas”, os pais começam a preocupar-se com o que vai ser o ano letivo e o percurso escolar ou académico dos seus filhos. Como vai a criança reagir à entrada para o primeiro ciclo, como vai o adolescente adaptar-se à nova escola e ao novo ciclo de estudos, a entrada para a faculdade do filho mais velho e a autonomia ou a falta dela que este revela, etc. etc. etc. Muitas são as preocupações dos pais e não são menos as expetativas que cada um constrói para com os seus. Serem felizes e terem sucesso nas várias dimensões das suas vidas, nomeadamente, a vida escolar e o bom aproveitamento. Sendo o passado um bom preditor do futuro, se a criança é boa aluna, os pais parecem levar esta fase do ano com maior tranquilidade mas se pelo contrário, a criança tem dificuldades escolares ou comportamentais, por exemplo, cresce nos pais uma preocupação que por vezes pode ser muito perturbadora da sua tranquilidade e da harmonia familiar. Continuar a ler

Pais superprotetores, crianças inseguras…

SuperprotegidosAcredito que a tarefa mais difícil de todas é a de criar um filho. As crianças representam para os seus pais e cuidadores, um desafio dos maiores do mundo e este mundo tem muitos perigos. Os pais, por norma têm uma tendência para proteger as suas crianças mas por vezes essa proteção é super!

Proteger demasiado pode ser mais prejudicial que benéfico. A preocupação excessiva dos pais e a consequente proteção aos seus filhos pode afetar de forma negativa a infância da criança mas também a sua vida adulta, na medida em que as crianças demasiado protegidas têm maior probabilidade de ser tornarem adultos inseguros. Pais superprotetores privam os filhos da possibilidade de enfrentarem riscos, tanto físicos como emocionais. Privam-nos do que pode ser mau mas também do que pode ser bom. A preocupação e o cuidado excessivo de proteção podem ser tão prejudiciais quanto a falta deles. Até em situações correntes do quotidiano, as atitudes de alguns pais podem revelar exagero no cuidado e proteção dos seus filhos. Quando por exemplo, uma criança pequena aponta para uma garrafa de água e os pais de imediato lhe dão água para beber, esta criança não precisa de se esforçar para falar para obter o que deseja. Desta forma, estes pais poderão estar a fazer com que a criança atrase o desenvolvimento da fala. Esta situação é ilustrativa do modo como os pais podem ter influência no desenvolvimento das competências da criança e também da sua conquista de autonomia. Continuar a ler

Vou ter teste, e agora!?

Ansiedade de desempenho

A ansiedade desempenha um papel importante no comportamento humano. Em contexto escolar, a ansiedade dos alunos perante a perspetiva de um teste é um fenómeno particularmente difícil. A ansiedade gerada pela avaliação, quer seja formal ou informal é sempre mais ou menos perturbadora.

Ser avaliado corresponde a uma situação complexa que reúne várias dimensões (cognitiva, emocional, fisiológica e comportamental). Em termos teóricos, a ansiedade de desempenho face a um teste pode assumir duas formas distintas: como traço ou como estado. Enquanto traço, a ansiedade corresponde a uma predisposição psicológica para reagir com o mesmo nível de ansiedade (alto ou baixo) a um conjunto indiscriminado de situações. Enquanto estado (ou sobrecarga) a ansiedade acontece em situações esporádicas, como um exame particularmente difícil ou para o qual o aluno não se sente devidamente preparado. Continuar a ler