Setembro, um novo começo? Quando recomeçar não significa começar do zero

Leaf-covered path winding through an autumn forest beside a wooden fence

Há qualquer coisa em setembro que nos convida a recomeçar. Terminam as férias, regressam os horários, as obrigações escolares e laborais, reorganizam-se agendas e, quase sem darmos conta, começamos muitas vezes a pensar no que gostaríamos de mudar. Mas será mesmo necessário entrar em setembro com uma nova versão de nós próprios? Essa necessidade de mudança não põe muita pressão no recomeço?

Embora janeiro seja tradicionalmente o mês associado aos grandes recomeços, setembro pode também representar um momento particularmente propício à mudança e à reorganização. O final do verão e o regresso às rotinas funcionam como uma espécie de marco temporal, separando aquilo que ficou “antes das férias” do período que agora começa. A investigação em Psicologia descreve precisamente este fenómeno como fresh start effect — efeito de novo começo. Determinados momentos, como o início de um ano, de um mês ou de uma semana, um aniversário ou o começo de um novo ciclo, podem aumentar temporariamente a motivação para estabelecer novos objetivos e introduzir mudanças nas nossas vidas (Dai, Milkman & Riis, 2014).

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Transforme Resoluções de Ano Novo em Ações Concretas

O início de um novo ano é frequentemente encarado como uma oportunidade para recomeçar, estabelecer metas e renovar esperanças. No contexto da psicologia cognitivo-comportamental (PCC), esta fase é vista como um momento propício para refletir sobre padrões de pensamento e comportamento, promovendo mudanças que podem melhorar o bem-estar e a qualidade de vida.

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Aceitar ajuda e manter o compromisso

O Fernando e a Luísa são casados há 5 anos e procuraram apoio psicológico há cerca de 1 ano. A relação enfrentava desafios, ao momento, que ameaçava a sua manutenção e a felicidade de ambos. No início, a Luísa vinha sozinha ás consultas, mas ao fim de poucas semanas, pediu-me se podia incluir o Fernando no processo terapêutico. Sim, claro que sim. Como mediadora nesta relação, que continua “de vento em poupa”, fui-lhes mostrando diferentes perspectivas, diferentes formas de pensar, diferentes formas de agir. Aos poucos foram aprendendo a conhecerem-se melhor, a verbalizar os seus sentimentos, a compreender os desejos e as escolhas um do outro, a aceitarem o que não se consegue modificar e também a perdoar…

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