Porque é que somos tão duros connosco? O papel da autocrítica na experiência emocional

Person facing mirror with critical words reflection

A forma como falamos connosco próprios é, muitas vezes, mais exigente, crítica e implacável do que aquela que utilizamos com os outros. Perante um erro, uma falha ou uma dificuldade, é frequente surgirem pensamentos como “Não fui capaz”, “Devia ter feito melhor” ou “Isto diz muito sobre mim”. Esta tendência para a autocrítica, embora comum, pode ter um impacto significativo na forma como experienciamos as nossas emoções e nos posicionamos perante os desafios do quotidiano.

Do ponto de vista psicológico, a autocrítica pode ser compreendida como uma estratégia interna de regulação, ainda que, muitas vezes, disfuncional. Em alguns casos, desenvolve-se como uma tentativa de prevenir erros futuros, manter padrões elevados ou evitar a rejeição por parte dos outros. A ideia subjacente é, frequentemente, a de que “se for suficientemente exigente comigo, consigo melhorar ou evitar falhar”. No entanto, a evidência sugere que este padrão tende a associar-se a níveis mais elevados de ansiedade, depressão e desvalorização pessoal (Blatt, 2004).

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Psicologia e Desenvolvimento Pessoal: uma Perspetiva Científica

A psicologia tem desempenhado um papel crucial no entendimento e na promoção do desenvolvimento pessoal, oferecendo ferramentas e abordagens baseadas na evidência para facilitar o crescimento individual. O desenvolvimento pessoal refere-se ao processo contínuo de autoaperfeiçoamento em várias áreas da vida, incluindo o desenvolvimento de competências emocionais, cognitivas e sociais. Este processo é frequentemente mediado por fatores psicológicos, como a motivação, a autorreflexão e a resiliência.

De acordo com Ryan e Deci (2000), a Teoria da Autodeterminação sugere que o crescimento pessoal está intrinsecamente ligado à satisfação de três necessidades psicológicas básicas: autonomia, competência e relação. A autonomia refere-se à capacidade de tomar decisões alinhadas com os valores e objetivos do indivíduo; a competência, relaciona-se com a sensação de eficácia ao realizar tarefas; e a relação tem a ver com o estabelecimento de conexões significativas com os outros. Quando essas três necessidades são atendidas, as pessoas tendem a experimentar maior bem-estar e motivação intrínseca para crescerem.

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