Cansaço Emocional: Sinais que nem Sempre Reconhecemos

Woman comforting a distressed friend at a kitchen table

Há momentos em que continuamos a trabalhar, a cumprir horários, a responder a mensagens, a cuidar da casa e das pessoas à nossa volta e, aparentemente, tudo permanece igual. No entanto, por dentro, podemos começar a sentir que alguma coisa mudou. Há menos paciência, maior irritabilidade, dificuldade em concentrarmo-nos ou uma vontade crescente de nos afastarmos de tudo durante algum tempo.

O cansaço emocional nem sempre se manifesta através da tristeza. Por vezes, aparece de forma mais discreta: na dificuldade em lidar com pequenos imprevistos, na sensação de que qualquer tarefa exige um esforço desproporcionado, numa menor tolerância às exigências dos outros ou na necessidade crescente de estar sozinho e em silêncio. Também pode surgir como dificuldade em tomar decisões, falta de motivação ou menor capacidade para sentir prazer em atividades que habitualmente eram agradáveis.

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Psicólogo: Profissional Qualificado e Ser Humano Imperfeito

Woman sitting in therapy room holding a drawing with a child and a woman outside window holding a sign

A profissão de psicólogo/a encontra-se frequentemente rodeada de idealizações. Existe a expectativa implícita de que o psicólogo seja permanentemente equilibrado, emocionalmente disponível, compreensivo e capaz de gerir qualquer situação interpessoal de forma exemplar. No contexto familiar, estas expectativas podem intensificar-se, levando alguns familiares a procurar o familiar psicólogo como uma espécie de “apoio emocional constante”, esperando interpretações psicológicas, mediação de conflitos ou respostas emocionais particularmente ajustadas.

Skovholt e Trotter-Mathison (2016) referem que, os profissionais das áreas de ajuda estão igualmente expostos a desgaste emocional, stresse e vulnerabilidade psicológica, sobretudo quando existe dificuldade em separar o papel profissional da vida pessoal. Esta confusão de papéis pode conduzir o psicólogo a assumir excessivamente a responsabilidade pela estabilidade emocional da família, colocando frequentemente as necessidades dos outros acima das suas próprias.

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