Psicologia e negociação

Segundo Aristóteles, qualquer um pode zangar-se e isso é fácil. O que não é fácil é zangar-se com a pessoa certa, na justa medida no momento certo, pela razão certa e da maneira correta. Para ultrapassar a “zanga” nada como negociar…

Cada vez mais, nas sociedades modernas, é necessário desenvolver formas de diálogo com vista á redução de conflitos e ao evitamento de situações de escalada emocional, que podem levar a discordâncias e trocas de palavras e atos hostis. Os processos de negociação baseados na cognição social e na tomada de decisão, áreas de estudo da psicologia, visam a regulação socio-emocional e assumem uma grande importância na gestão da comunicação interpessoal em diversos contextos. A negociação pode potenciar a descoberta de soluções eficazes e adaptativas na resolução de litígios de diferentes domínios como por exemplo familiar, profissional ou político. Podemos definir negociação como um processo de resolução de um conflito entre duas ou mais partes em oposição de ideias ou convicções, mediante o qual ambas alteram as suas exigências, com o objetivo de alcançarem um compromisso aceitável por todas as partes envolvidas.

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Comunicar não é só falar

Comunicar é uma necessidade inata ao ser humano. Desde sempre que os indivíduos procuram encontrar formas de interação em substituição da comunicação verbal ou em complemento a ela. A comunicação não-verbal tem vindo a ser utilizada e explorada, assumindo grande importância nas relações interpessoais.

Inicialmente, antes de haver uma linguagem estruturada, quer falada, quer escrita, a comunicação acontecia por meio de gestos e símbolos. Hoje em dia, continuamos a utilizar esse tipo de comunicação, mesmo que por vezes não tenhamos consciência disso. A comunicação não-verbal diz tanto sobre quem somos e sobre a forma como pensamos, que é necessário estar atento a ela, no sentido de salvaguardarmos as nossas relações interpessoais. Um dos componentes da linguagem não-verbal é a aparência. A aparência física é responsável pela primeira impressão causada no outro e pode expressar credibilidade ou a falta dela. O modo como nos vestimos mas também a forma como cuidamos o cabelo, a barba no caso dos homens, ou a maquilhagem no caso das mulheres, produzem a nossa imagem completa perante os outros. Adequar a imagem à situação é extremamente importante para uma comunicação e interação eficazes e transmissoras de confiança.

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Inteligência emocional e gestão de conflitos

A comunicação e as relações interpessoais nem sempre são fáceis e por vezes implicam ter conversas difíceis, sobre assuntos igualmente difíceis e que podem ferir suscetibilidades ou gerar conflito, tanto a nível pessoal e familiar como profissional.

O conceito de inteligência emocional pressupõe a capacidade de se identificar emoções, dos próprios e dos outros, bem como saber geri-las de forma adaptativa. Deste modo, a gestão de conflitos está incluída nesta competência tão necessária á nossa adaptação aos desafios do dia-a-dia. Por vezes, evitar ou adiar uma “conversa difícil” pode ser protetor e adequado naquele momento, no entanto, só resolve o problema a curto prazo. Se o assunto é realmente importante, mais cedo ou mais tarde terá que ser abordado e se pensarmos bem, quanto mais cedo for esclarecida uma dúvida, resolvido um mal-entendido ou esclarecida uma confusão, mais cedo a nossa paz interior será reestabelecida.

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