Isolamento profilático, ficar em casa…

Nestes tempos de pandemia a expressão “isolamento profilático” tornou-se muito comum. Todas as pessoas que tiveram contacto considerado de risco com pessoas infetadas com Covid-19, devem, por indicação das autoridades de saúde, ficar em isolamento profilático no domicílio, com todo o transtorno e os desafios que isso implica.

O isolamento profilático pressupõe que se fique em casa, mantendo o distanciamento social, o que significa que o quotidiano fica temporariamente alterado (cerca de 10 a 14 dias), sendo necessária uma adaptação à situação mas com uma limitação das atividades disponíveis. Sair para passear, ver um espetáculo, visitar amigos, partilhar refeições com familiares ou outras atividades que impliquem a socialização estão temporariamente desaconselhadas. Assim, há que ser criativo, resiliente e paciente e descobrir em si mesmo a capacidade de reorganizar o seu dia-a-dia, de acordo com as limitações e de descobrir novas formas de estar e de se relacionar com os outros.

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Um Natal diferente…

Chegados a Dezembro deste atípico ano de 2020, aproxima-se uma quadra natalícia igualmente atípica e certamente repleta de emoções. A primavera “despertou” com a chegada de um vírus que nos virou do avesso. O verão foi vivido pela maioria de nós, a medo e o Natal avizinha-se para muitos, como mais um desafio a enfrentar.

Cada pessoa, à sua maneira, se adaptou à situação pandémica em que vivemos. Uns com menor dificuldade, por questões que se prendem com o temperamento, a existência de bons recursos internos, o apoio familiar e/ou social, a boa saúde física e mental, as razoáveis condições de habitabilidade, etc. Outros com maiores dificuldades e a verem no seu dia-a-dia, os problemas a chegarem sem os conseguirem controlar e resolver, acrescentando à dramática situação de saúde pública, a sua saúde física, psicológica e emocional debilitadas. Será certamente menos penoso vivenciar esta época, se tivermos maior flexibilidade psicológica e de adaptação à adversidade e se soubermos utilizar estratégias adaptativas para lidar com a ansiedade e o medo, com a incerteza e com todas as limitações que nos têm vindo a ser impostas.

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O isolamento forçado

Em tempos de pandemia, situação que já não vai sendo nova e com os números de infetados a aumentar, podemo-nos ver a qualquer momento obrigados a entrar em isolamento, quer por apresentarmos sintomatologia suspeita de Covid-19, quer por termos tido conhecimento de ter havido contacto próximo com alguém infetado.

No sentido de ajudar as pessoas que se possam encontrar nesta situação, deixo aqui algumas dicas, que podem ser úteis, quer a nível da manutenção da nossa saúde física, quer para a preservação da nossa saúde mental. Assim, torna-se necessário dar atenção á alimentação. Uma alimentação equilibrada é sempre recomendável em todas as fases da vida. Numa situação de recolhimento, em que a atividade física e as rotinas habituais inevitavelmente se veem alteradas, a alimentação assume um papel ainda mais importante. Privilegie os alimentos naturais, frutas e legumes, que pelo facto de serem ricos em fibras, minerais, antioxidantes e vitaminas, vão certamente contribuir para o bom funcionamento do seu corpo e para uma mais rápida recuperação, no caso de estar doente.

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Não, nem tudo vai ficar bem…

Face a esta inesperada pandemia, todos nós de um modo ou outro, estamos a sofrer com as alterações a que ela nos obriga. A adaptação ás situações adversas é uma capacidade que uns terão mais do que outros, mas é sempre difícil entender e aceitar os efeitos destes tempos conturbados nas nossas vidas.

As alterações de quotidiano impostas pela pandemia vão desde a inibição total ou parcial da expressão emocional, as dificuldades em manter o ritmo e as rotinas escolares e laborais, as limitações  nas tarefas do dia-a-dia que implicam contacto com outras pessoas, entre muitas outras que cada um poderá particularizar, consoante a sua experiência. Estas alterações obrigam a uma adaptação cognitiva, emocional e comportamental. Temos que pensar sistematicamente onde é que tocámos, que temos que desinfetar ou lavar as mãos, que temos que usar a máscara em quase todos os contextos e situações, com tudo o que o seu uso implica, quer a nível do desconforto, quer a nível da imagem ou do que falta dela.

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Confinamento, culinária e excesso de peso

Nestes tempos de pandemia, o confinamento em casa parece ter despertado em algumas pessoas um cozinheiro/pasteleiro, anteriormente adormecido. As redes sociais dão notícia de belos petiscos, grandes cozinhados, soberbos bolos e fantásticas sobremesas que saem das mãos daqueles que se encontram em casa e que utilizam a culinária como estratégia de distração e de ocupação de algum tempo que agora lhes sobra.

Mas se por um lado, explorar os dotes culinários pode ser uma excelente forma de ultrapassar esta fase tão difícil para todos nós, por outro lado, e, aliado a um decréscimo na atividade física, está o perigo de engordar! É sabido que o excesso de peso se constitui como um fator de risco para o aparecimento de doenças, nomeadamente doenças cardiovasculares. Por outro lado, também é do conhecimento geral, que muitas vezes se compensam com a ingestão de comida, alguns défices socio-emocionais como a falta de abraços, beijinhos, convívio com familiares e amigos, enfim, a ausência de partilha dos afetos. Do mesmo modo, o medo do que não se sabe estar para vir e a ansiedade causada quer pelas notícias, quer pelo facto de as rotinas e hábitos terem sido completamente alterados, é muitas vezes compensada com “comida de conforto”, expressão que habitualmente designa alimentos altamente calóricos e docinhos…

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