Sexualidade Após o Cancro: Entre a Vulnerabilidade e a Reconstrução

Man and woman affectionate in comfortable living room

A experiência de um diagnóstico de cancro representa, frequentemente, uma das vivências mais desafiantes do ponto de vista emocional, físico e relacional. Para além das implicações médicas e do impacto associado aos tratamentos, existem dimensões da vida que tendem a ser menos faladas, mas que assumem um papel importante na qualidade de vida e no bem-estar psicológico da pessoa. A sexualidade é uma dessas dimensões.

Apesar de muitas vezes permanecer envolta em silêncio, a sexualidade continua a fazer parte da identidade, da intimidade e da forma como cada pessoa se relaciona consigo própria e com o outro, mesmo após a doença oncológica. Contudo, é frequente que o cancro e os respetivos tratamentos provoquem alterações físicas, emocionais e relacionais que influenciam significativamente a vivência da intimidade e do desejo sexual (World Health Organization [WHO], 2006; National Cancer Institute [NCI], 2023).

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Decisões Académicas: Enfrentar a Pressão e Incerteza

A escolha de uma área de estudos universitários é frequentemente vivida como uma das primeiras grandes decisões da vida adulta. Para muitos jovens, este processo pode ser acompanhado por dúvida intensa, ansiedade e uma sensação de pressão significativa, tanto interna como externa. Embora seja esperado algum grau de incerteza, em alguns casos esta dificuldade pode tornar-se persistente e paralisante.

Do ponto de vista psicológico, a dificuldade na tomada de decisão vocacional pode ser compreendida como o resultado da interação entre fatores cognitivos, emocionais e contextuais. Muitos jovens apresentam crenças exigentes associadas à escolha, como a ideia de que existe uma “decisão certa” que determinará todo o futuro, ou que errar terá consequências irreversíveis. Estas crenças tendem a aumentar a ansiedade e a dificultar o processo de exploração e decisão (Germeijs & Verschueren, 2007).

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A Páscoa e a Psicologia: Renovação e Reflexão

A Páscoa é, simultaneamente, uma celebração religiosa profundamente enraizada na tradição cristã e um momento marcado por símbolos e rituais de origem pagã associados à renovação da vida. Esta dualidade, entre o sagrado e o simbólico, o espiritual e o natural, oferece um enquadramento particularmente interessante para refletir sobre o seu impacto na experiência psicológica.

Do ponto de vista cristão, a Páscoa assinala a morte e ressurreição de Jesus Cristo, sendo frequentemente associada a temas como a redenção, a esperança, o perdão e o recomeço. Estes elementos têm um forte potencial organizador do ponto de vista emocional, na medida em que oferecem narrativas estruturantes que ajudam a dar sentido ao sofrimento e à possibilidade de transformação. A ideia de que é possível atravessar períodos de dor e emergir com um novo significado pode ser psicologicamente relevante, sobretudo em momentos de crise ou perda. A literatura na área da psicologia da religião tem vindo a demonstrar que a espiritualidade e as crenças religiosas podem funcionar como fatores de proteção, promovendo resiliência, regulação emocional e um maior sentido de coerência interna (Pargament, 1997; Koenig, 2012).

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