Os sentimentos explicados às crianças

Sentimentos e emoções desempenham um papel muito importante na vida dos seres humanos e na sua sobrevivência. As emoções são as respostas do nosso organismo aos estímulos exteriores mas também aos nossos pensamentos. O modo como pensamos sobre alguma coisa vai determinar a forma como nos vamos sentir e até comportar.

Como já deves ter aprendido, todos nós, salvo algumas exceções, temos 5 sentidos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato. Desta forma conseguimos sentir o que nos rodeia, ou seja, vemos o que se passa à nossa volta, conseguimos ouvir os sons, sentimos o sabor do nosso fruto preferido, o cheiro do sabonete e a maciez da roupa em contacto com a nossa pele. Tudo isto que tu consegues sentir está fora do teu corpo. No entanto, há muitas outras formas de sentir através de coisas que acontecem dentro do teu corpo, ou seja, através dos teus pensamento e sentimentos. Tudo o que os teus sentidos captam vai armazenar-se dentro de um “armário” com diversas “gavetas” e que se chama memória. A memória corresponde a sons, sabores, imagens, etc. que já sentiste e que o teu corpo guardou. Quando recordas essas memórias, o teu corpo reage e a essa reação chama-se emoção. Por exemplo, se ouviste uma música que gostaste e te deixou alegre, ao recordá-la vais sentir alegria. Por outro lado, se vires uma imagem assustadora, sempre que recordares essa imagem vais sentir-te assustado. Essas emoções vão dar origem a sentimentos e estes podem ser muito variados.

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Crianças com comportamentos difíceis: compreenda e controle a sua raiva

raivaMuitas vezes os comportamentos das crianças conseguem deixar os pais muito zangados, à beira do desespero e com muita raiva. Perceber o que se está a sentir e porquê, é extremamente importante para o que se vai seguir: conseguir manter a calma e evitar o conflito ou entrar numa escalada de argumentos, gritos ou até de violência física. O que podem então os pais fazer para se controlarem perante os comportamentos desesperantes dos seus filhos?

A raiva é uma emoção normal que o indivíduo pode experimentar em várias situações e com diversos determinantes. Enquanto pais, a raiva pode ser sentida perante uma birra, uma teimosia, a desobediência, etc. Por vezes não é preciso que a situação seja muito grave para que a zanga se comece a apoderar de nós, que a raiva comece a crescer. Por vezes sentimo-nos como um balão que enche, enche, enche… até que rebenta e lá sai um grito ou uma reação mais violenta, que depois nos vai fazer sentir realmente mal. Confrontados com alguns comportamentos das nossas crianças, começamos a sentir rubor na face, calor, os batimentos cardíacos mais acelerados e lá estamos nós prontos a explodir. É a expressão física da raiva. Este sentimento pode também expressar-se pela forma como pensamos na situação ou no comportamento da nossa criança, que nos está a fazer “sair do sério” mas também tem uma expressão comportamental que se refere à forma como agimos quando estamos com raiva. Continue a ler “Crianças com comportamentos difíceis: compreenda e controle a sua raiva”

Inteligência emocional à luz de Goleman

EmoçõesO conceito de inteligência emocional tornou-se popular através da obra do jornalista científico norte americano Daniel Goleman. O autor define o conceito como um conjunto de competências afetivas e cognitivas que se divide em cinco dimensões: auto conhecimento, auto-controlo, empatia, motivação e competências sociais.

A inteligência emocional já tinha sido anteriormente descrita, por outros autores, como uma forma de inteligência social, que incluía a capacidade do indivíduo para reconhecer as emoções e os sentimentos em si próprio e nos outros e para utilizar essa informação, no sentido de orientar o seu pensamento e consequentemente o seu comportamento. Goleman define-a como a capacidade do indivíduo em reconhecer os seus próprios sentimentos e os dos outros, de se motivar e de conseguir gerir bem as emoções em si mesmo e nas suas relações. Continue a ler “Inteligência emocional à luz de Goleman”