PHDA no Adulto: Quando o Défice de Atenção Passa Despercebido Durante Anos

Woman at a busy desk surrounded by project calendars, sticky notes, and multiple screens showing tasks and time.

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é frequentemente associada à infância, sobretudo a crianças muito agitadas, impulsivas ou com dificuldades evidentes em contexto escolar. No entanto, atualmente sabemos que a PHDA pode persistir ao longo da vida e que muitos adultos chegam à idade adulta sem nunca terem recebido um diagnóstico formal. Em muitos casos, estas pessoas cresceram a sentir-se “desorganizadas”, “distraídas”, “preguiçosas” ou constantemente em esforço para acompanhar as exigências do quotidiano, sem compreender verdadeiramente a origem dessas dificuldades.

A PHDA no adulto caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou impulsividade que interfere significativamente com o funcionamento pessoal, académico, profissional e relacional. Embora a hiperatividade motora intensa da infância possa diminuir com a idade, é frequente que permaneça uma sensação interna de inquietação, dificuldade em relaxar, tendência para procrastinação, desorganização, esquecimentos frequentes ou dificuldade em gerir prioridades e tempo.

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Neurodivergência: uma Leitura Psicológica da Diversidade do Funcionamento Humano

Only a single centered brain

O conceito de neurodivergência tem vindo a ganhar crescente relevância no campo da psicologia, propondo uma mudança significativa na forma como compreendemos as diferenças no funcionamento cognitivo, emocional e comportamental. Introduzido por Judy Singer no âmbito do movimento da neurodiversidade, este termo refere-se à ideia de que variações neurológicas, como as observadas no autismo, na perturbação de hiperatividade/défice de atenção (PHDA) ou nas dificuldades específicas de aprendizagem, constituem expressões naturais da diversidade humana, e não necessariamente desvios patológicos a corrigir.

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Compreender a Ansiedade e os Pensamentos Intrusivos

A ansiedade é uma resposta emocional e fisiológica orientada para a antecipação de ameaça, frequentemente acompanhada por respostas fisiológicas de ativação , hipervigilância e padrões de pensamento caracterizados por preocupação persistente.

No contexto clínico, a Teoria Cognitivo-Comportamental (TCC) conceptualiza a ansiedade como resultado da interação entre processos cognitivos, comportamentais e fisiológicos que mantêm o ciclo de ameaça e evitamento. Entre os fenómenos cognitivos mais comuns associados à ansiedade encontram-se os pensamentos intrusivos: conteúdos mentais involuntários, repetitivos e frequentemente angustiantes, que surgem sem intenção consciente e que tendem a ser interpretados como indicadores de risco, falha pessoal ou perda de controlo.

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A Terapia Cognitivo-Comportamental na Perturbação Bipolar

A perturbação bipolar é uma condição psiquiátrica crónica caracterizada por oscilações extremas de humor, que incluem episódios de mania e depressão. A psicologia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido amplamente utilizada como abordagem terapêutica complementar ao tratamento farmacológico, ajudando os indivíduos a gerir os sintomas, reduzir recaídas e melhorar a qualidade de vida.

Do ponto de vista cognitivo-comportamental, a perturbação bipolar pode ser compreendida através da interação entre fatores biológicos, cognitivos e comportamentais. A teoria sugere que as crenças e os esquemas cognitivos influenciam a forma como os indivíduos interpretam e reagem às suas experiências emocionais e ambientais. Muitas vezes, padrões de pensamento disfuncionais, como por exemplo o pensamento dicotómico (“tudo ou nada”), contribuem para a intensificação dos sintomas.

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