Quando a criança sofre de uma condição fisiológica, principalmente se se tratar de uma doença crónica, como por exemplo a diabetes, a intervenção psicológica pode ser uma mais-valia, quer na aceitação do diagnóstico, quer na adaptação à doença e no desenvolvimento de estratégias para lidar com a mesma. Do mesmo modo, a intervenção psicológica pode promover a prevenção de doenças, como por exemplo a obesidade, educando para a saúde, no sentido de promover um desenvolvimento saudável da criança.
Uma criança doente é uma criança normal numa situação anormal, situação esta que pode potenciar emoções e comportamentos perturbados, como pode também alterar as rotinas esperadas da criança em determinada etapa do desenvolvimento. Pode no entanto, tornar-se numa experiência positiva em termos de aprendizagem de estratégias e formas de confronto, que poderão vir a ser utilizadas em situações de vida futuras. Habitualmente, a intervenção psicológica em contexto de doença física, é realizada num tempo relativamente curto e com objectivos muito concretos e pré-definidos, com recurso a metodologias de abordagem comportamental e cognitiva, orientadas para o objectivo. A intervenção deverá abranger não apenas a criança doente mas também os pais ou cuidadores, bem como alguns constituintes do contexto em que a criança se desenvolve, como por exemplo, os professores/educadores. Continue a ler “Psicologia clínica pediátrica: na saúde e na doença”
Na adolescência, os comportamentos auto lesivos assumem uma grande relevância, estando associados a patologia psiquiátrica, podendo ser preditores de tentativas de suicídio no futuro.
A adolescência é uma construção cultural do século XIX. Antigamente as crianças eram vistas e tratadas como adultos em miniatura, não lhes sendo dada a atenção a que hoje em dia estão sujeitos. A vida era dividida em etapas que correspondiam a actividades e funções, não havendo uma diferenciação entre a infância e a adolescência.
Nos seres humanos, a capacidade de comunicar através da fala é inata, sendo aperfeiçoada e utilizada ao longo do seu desenvolvimento.
As perturbações habitualmente designadas de internalização ou de externalização, constituem um tipo específico de problema emocional e comportamental, que se manifestam em qualquer idade e com características bastante diversificadas.
O luto é uma reacção emocional a uma perda significativa e constitui-se como um processo natural de recuperação emocional, face a essa mesma perda. O processo de luto pode ter vários determinantes, como a morte de um ente querido, o final de um relacionamento, a perda do emprego, a perda de capacidades decorrentes de uma situação de doença ou acidente, a perda de um animal doméstico, entre muitas outras perdas, que cada um de nós poderá eleger.
A Perturbação de Oposição e Desafio (POD) é uma patologia com elevada prevalência em idade pediátrica e que tem consequências potencialmente comprometedoras para a criança/adolescente e para a sociedade. Caracteriza-se basicamente por um padrão recorrente e persistente de comportamentos negativos, desafiantes, desobedientes, vingativos e hostis, que se revelam particularmente perante as figuras de autoridade.
Numa situação de separação ou divórcio litigioso, o tribunal pode solicitar ao psicólogo, uma avaliação psicológica dos pais, com o objectivo de avaliar as suas competências e capacidades parentais, sempre que estejam em causa filhos menores.
O conceito de solidão tem vindo a ser estudado por diversas áreas do conhecimento cientifico e pode ser entendido sob várias perspectivas. É um conceito que envolve uma grande subjectividade uma vez que a solidão é sentida por cada um de forma particular, sendo também alvo de inúmeras definições e significados.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema da obesidade é um dos maiores desafios para a saúde pública deste século. Nos últimos vinte anos e de um modo mais ou menos global, as taxas de obesidade em crianças e adolescentes aumentaram significativamente. Dados recentes da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI) revelam que, mais de 30% das crianças e adolescentes portugueses têm excesso de peso ou são obesos.