Rede de apoio social – pedir ajuda

Rede socialO relacionamento com os outros está omnipresente na vida e no dia-a-dia de todos nós. Ao conjunto de pessoas com quem temos uma relação significativa podemos chamar rede de apoio social. O apoio social pode ser definido como a quantidade e coesão das relações sociais que nos rodeiam.

É um processo interactivo que visa o bem-estar físico e psicológico. O contacto social pode promover a saúde e o bem-estar e tem provavelmente uma função de regulação da resposta emocional perante os vários factores causadores de stress. De acordo com Uchino, Uno & Holt-Lustad (1999) o apoio social pode ter várias funções: apoio informativo, apoio emocional, apoio de pertença e apoio tangível, desempenhando assim um importantíssimo papel nas nossas vidas, manifestando-se na nossa saúde física e psicológica.

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Os sentimentos explicados Ă s crianças

Sentimentos e emoções desempenham um papel muito importante na vida dos seres humanos e na sua sobrevivência. As emoções são as respostas do nosso organismo aos estímulos exteriores mas também aos nossos pensamentos. O modo como pensamos sobre alguma coisa vai determinar a forma como nos vamos sentir e até comportar.

Como já deves ter aprendido, todos nós, salvo algumas exceções, temos 5 sentidos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato. Desta forma conseguimos sentir o que nos rodeia, ou seja, vemos o que se passa à nossa volta, conseguimos ouvir os sons, sentimos o sabor do nosso fruto preferido, o cheiro do sabonete e a maciez da roupa em contacto com a nossa pele. Tudo isto que tu consegues sentir está fora do teu corpo. No entanto, há muitas outras formas de sentir através de coisas que acontecem dentro do teu corpo, ou seja, através dos teus pensamento e sentimentos. Tudo o que os teus sentidos captam vai armazenar-se dentro de um “armário” com diversas “gavetas” e que se chama memória. A memória corresponde a sons, sabores, imagens, etc. que já sentiste e que o teu corpo guardou. Quando recordas essas memórias, o teu corpo reage e a essa reação chama-se emoção. Por exemplo, se ouviste uma música que gostaste e te deixou alegre, ao recordá-la vais sentir alegria. Por outro lado, se vires uma imagem assustadora, sempre que recordares essa imagem vais sentir-te assustado. Essas emoções vão dar origem a sentimentos e estes podem ser muito variados.

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Adolescentes e competĂŞncias sociais

Quando um adolescente tem boas competências sociais, isso quer dizer que o seu desempenho no que diz respeito às relações que estabelece e mantém com os outros é bem-sucedido. Este sucesso deve-se essencialmente a uma aprendizagem relacional e comportamental positiva que reflete um saudável desenvolvimento.

A adolescência é uma fase da vida em que as relações interpessoais assumem especial relevância. Os jovens estabelecem novas relações nos vários contextos em que se movimentam e o grupo de pares nesta fase da vida adquire uma maior relevância. Espera-se que durante a adolescência os jovens alcancem capacidades sociais que os venham a tornar adultos socialmente competentes. Embora a maioria dos jovens tenha potencial para desenvolver essas competências, nem sempre assim acontece de uma forma natural. Alguns jovens, quer por características de personalidade, quer por fatores ambientais e contextuais, têm dificuldades nas suas relações com os outros, nomeadamente com os seus colegas e companheiros de escola e atividades.

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Pais separados, crianças protegidas?

Pais divorciadosA separação e o divórcio são acontecimentos hoje em dia comuns na nossa sociedade. Se para os adultos é difícil lidarem com o fim de uma relação que se acreditou ser para a vida, para as crianças, fruto dessas relações, nem sempre é mais fácil.

Para muitas crianças a separação dos pais Ă© vivida de forma tranquila e natural. Muitos pais, optam pela separação em relação ao seu companheiro e decidem por fim a uma vida em comum, no entanto, tĂŞm o cuidado de nunca se separarem dos seus filhos. Se Ă© certo que deixarem de viver na mesma casa pode constituir algo de difĂ­cil para as crianças, estas tĂŞm a capacidade de se adaptarem e de serem muito felizes, se os pais tiverem certos cuidados e evitarem determinados comportamentos que possam vir a afetar as crianças e de deixar marcas por vezes difĂ­ceis de reparar. Embora muitos pais tentem esconder a realidade aos seus filhos no sentido de os protegerem, esta nĂŁo será a melhor forma de agir. Manter a criança ao corrente dos acontecimentos Ă© essencial. Deve-se conversar com a criança sobre a separação, de acordo com o estádio de desenvolvimento em que ela se encontra, tendo o cuidado de lhe explicar que o amor dos pais por ela Ă© inalterável. É fundamental que a criança entenda que o amor dos pais nĂŁo será posto em causa com o divĂłrcio, que poderá sempre gostar dos dois e que, sobretudo, nĂŁo terá de fazer escolhas.

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Sociedade, cultura e mudança de atitudes

Atitudes são avaliações que fazemos de ideias, pessoas ou objetos e traduzem-se numa reação positiva ou negativa a algo. Mudar atitudes e mudar comportamentos é comum e por vezes bastante necessário à nossa adaptação aos vários contextos de vida.

A Psicologia Social tem por base o estudo da influência do meio social e das interações sociais no pensamento, sentimento e comportamento humano. Do nascimento à morte, o ser humano vive em sociedade e sobrevive pela sua interação com os outros, nos vários contextos em que se insere, construídos e modificados de modo a darem respostas às suas necessidades. O meio social interfere no comportamento e nas capacidades humanas como a memória, a personalidade ou a inteligência. Consoante a cultura em que nascem, os indivíduos ocupam-se, vestem-se, alimentam-se e relacionam-se de formas diferentes. Até em termos de valores e de moral, os cânones sociais diferem entre si, em termos de justiça, diversão, conceito de estética ou do que é certo ou errado.

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A adolescĂŞncia e o consumo de Ăˇlcool

Impelidos pela curiosidade, pressão dos pares, busca de novas sensações, necessidade de se alhearem dos seus problemas, auto-descoberta, definição da identidade e consequente assunção de comportamentos de oposição à autoridade parental, muitos são os jovens que experimentam e consomem álcool, tabaco ou outras substâncias psicoativas. Estes comportamentos põem em risco a sua saúde física e psicológica, não só presente mas também futura.

Os jovens encontram nos seus pares os seus modelos de identificação, adotando os comportamentos do grupo uma vez que na maioria dos casos e devido à sua imaturidade cerebral, principalmente das estruturas do córtex pré-frontal, os adolescentes não têm ainda a capacidade de compreender as potenciais consequências dos seus atos.

O consumo de álcool, na adolescência, muitas vezes vai para além da experiencia e torna-se abusivo, logo, prejudicial. É considerado abuso, um padrão comportamental muito pouco adaptativo, com a duração superior a um mês, em que um jovem continua a consumir uma substância mesmo conhecendo a sua perigosidade. Este padrão de comportamento desadequado e arriscado inclui, por exemplo, a condução de veículos após o consumo de álcool, o que coloca em risco a sua vida e a de terceiros. Um dos perigos da experiencia do consumo de substâncias psicoativas é o perigo de se tornar abusivo ou até mesmo de levar o adolescente à dependência. Esta pode ser fisiológica, psicológica ou ambas e o mais provável é que se não houver intervenção, se prolongue pela idade adulta.

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SolidĂŁo na velhice: compreensĂŁo, prevenção e intervenção

RnvelhecerO processo de envelhecimento pressupõe inevitavelmente uma degradação progressiva e diferencial do indivíduo. É um processo que ocorre e se manifesta a vários níveis, pois a velhice associa-se a um conjunto de alterações biológicas, psicológicas, funcionais e sociais que variam de indivíduo para indivíduo.

NĂŁo sendo a idade um fator determinante, constitui-se como mais uma variável a levar em consideração no processo de envelhecimento. A par com o passar do tempo, destacam-se tambĂ©m as caracterĂ­sticas individuais como a personalidade, a histĂłria e os hábitos de vida do sujeito. Uma pessoa mais ativa será tendencialmente mais funcional, atĂ© mais tarde na vida, em suma, terá uma melhor qualidade de vida e autonomia. O envelhecimento ativo Ă© visto como um meio que procura otimizar as oportunidades para a saĂşde e manter a participação e a segurança, no sentido de aumentar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento. Continue a ler “SolidĂŁo na velhice: compreensĂŁo, prevenção e intervenção”

Videojogos: uso, abuso ou adição?

VideojogosNos tempos modernos, o desenvolvimento das tecnologias deu origem aos videojogos e à possibilidade de interação através dos meios digitais online. Essa interação, assim como os comportamentos associados, podem trazer tanto benefícios como ser bastante prejudiciais, consoante se trate de uso, abuso ou adição.

Apelativos pelo seu aspeto gráfico, pelas cores, pela mĂşsica, pela recompensa imediata do somar dos pontos, do passar de nĂ­veis, enfim, seja pelo que for, os videojogos sĂŁo efetivamente uma realidade cada vez mais cedo presente nas vidas das nossas crianças e jovens. Alguns pais, por sua vez, sentem grandes dificuldades para entenderem esta realidade e para lidarem com os comportamentos dos seus filhos mas tambĂ©m com as consequĂŞncias que deles advĂŞm. Perguntas como “quanto tempo pode o meu filho jogar por dia sem que seja prejudicial”? Ou “que tipo de jogo Ă© adequado ou desadequado para a idade do meu filho”? sĂŁo frequentes, numa tentativa de conciliar vontades, evitar conflitos ou lidar com dificuldades que podem advir desta realidade. Continue a ler “Videojogos: uso, abuso ou adição?”

Resolução de problemas

Tomada de decisãoÉ comum ouvir-se dizer que todos temos problemas. Uns de nós mais dados a “problematizar” e outros menos, o facto é que os problemas existem e andam por aí para serem resolvidos, caso contrário, permanecem como uma nuvem negra que paira sobre as nossas cabeças, incomodando, incomodando…

Há problemas e problemas, ou seja, há problemas de fácil resolução, na medida em que sabemos exatamente o que fazer para nos livrarmos deles, mas há outros, que por várias ordens de razĂŁo, sĂŁo mais difĂ­ceis de solucionar pois implicam a tomada de decisões importantes que tĂŞm que ser bem ponderadas. Vários sĂŁo os fatores que contribuem para a dificuldade que possamos ter em resolver um determinado problema. Ou porque o assunto implica gastos inesperados, ou porque nos obriga a alterar as nossas rotinas e vem revolucionar o nosso quotidiano, ou porque pode causar algum tipo de conflito ou mal-entendido com alguĂ©m ou porque nos encontramos num perĂ­odo particularmente difĂ­cil, em termos emocionais, o que nos condiciona e dificulta a tomada de decisĂŁo. Certo Ă© que resolver um problema nem sempre está ao nosso alcance mas tambĂ©m Ă© certo, que muitas vezes está, sĂł nĂŁo sabemos como. Continue a ler “Resolução de problemas”

OncoSexologia

OncoSexologiaDecorreu nos passados dias 3 e 4 do corrente, no Instituto PortuguĂŞs de Oncologia Francisco Gentil em Lisboa )IPO), o Congresso Nacional de OncoSexologia, cujo foco incidiu sobre o impacto do cancro na sexualidade.

O referido evento contou com a participação de palestrantes e formadores com “cartas dadas” na área da oncologia em Portugal, nomeadamente em urologia, ginecologia, endocrinologia, cirurgia plástica e reconstrutiva, enfermagem, psiquiatria e psicologia, entre outros. Participaram tambĂ©m outros oradores representantes de áreas distintas como a representação ou o jornalismo, com intervenções igualmente relevantes. Este congresso com caráter formativo abordou numa área tĂŁo especĂ­fica como importante para o bem-estar e qualidade de vida dos indivĂ­duos. Aberto Ă  comunidade mĂ©dica mas tambĂ©m a outros tĂ©cnicos de saĂşde, nomeadamente enfermeiros e psicĂłlogos, este foi um momento de formação, informação, sensibilização, reflexĂŁo e partilha. O curso abarcou temas como a sexualidade humana no SĂ©culo XXI – do normal ao disfuncional; o sexo, a sexologia e a comunicação; a sexualidade na perspetiva do envelhecimento e da sobrevivĂŞncia; inovação e reabilitação em OncoSexologia e ainda os workshops sobre treino de comunicação em OncoSexologia e os problemas sexuais no homem e na mulher com cancro. Continue a ler “OncoSexologia”