Falar é o primeiro passo para a prevenção do suicídio

Man sitting on a bench along a garden path surrounded by autumn foliage

Nem sempre é fácil dizer “não estou bem”. Por vezes, o sofrimento permanece escondido durante semanas, meses ou até anos, atrás das rotinas, das responsabilidades e de uma aparente normalidade. Entre aquilo que sentimos e o momento em que conseguimos pedir ajuda pode existir um longo silêncio. E é precisamente nesse espaço que falar, escutar e reconhecer os sinais de sofrimento pode fazer a diferença.

Todos os anos, a 10 de setembro, assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, uma data que procura sensibilizar para a importância de falar sobre o sofrimento psicológico, reduzir o estigma e facilitar o acesso ao apoio. Mais do que centrar a atenção apenas na crise, este dia convida-nos a refletir sobre a forma como escutamos, reconhecemos sinais de sofrimento e criamos espaço para que alguém possa dizer que não está bem.

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Resiliência, o que significa afinal esta palavra que se tornou tão comum?

Resiliência é a capacidade que nos permite lidar com os nossos problemas, superá-los, adaptarmo-nos às mudanças e transformarmos experiências negativas em forças.

 Ser resiliente faz com que consigamos gerir melhor o stresse das situações difíceis e que aproveitemos o que a vida tem de bom para nos dar, mesmo quando alguns aspetos possam ser menos bons. A resiliência não vai fazer com que os nossos problemas desapareçam, não é uma espécie de “varinha mágica” que possuímos para resolver as dificuldades. Ser resiliente também não é ter a capacidade de aguentar sozinho todos os acontecimentos negativos, sem nos queixarmos. Pelo contrário, é importante que se saiba pedir ajuda quando dela precisamos.

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