
O luto é a reação emocional a uma perda e o processo de adaptação a essa perda implica algumas emoções, cognições e comportamentos comuns à maioria dos seres humanos. Sentimentos de tristeza, descrença no sucedido ou o isolamento social, são exemplos de reações padrão da pessoa enlutada.
SĂŁo várias as emoções normativas presentes num processo de luto, sendo as mais comuns a tristeza, com ou sem manifestações de choro; a raiva, por nĂŁo ter podido fazer nada para evitar a perda; a culpa, na maioria das vezes irracional por nĂŁo ter conseguido evitar a morte do ente querido; a ansiedade por ter medo de nĂŁo conseguir sobreviver sem a pessoa que morreu ou pela tomada de consciĂŞncia da sua prĂłpria finitude ao confrontar-se com a “partida” de alguĂ©m prĂłximo; a solidĂŁo e o desamparo, principalmente em casos de viuvez apĂłs uma relação muito duradoura e feliz; a fadiga, especialmente se o perĂodo antecedente Ă morte de uma pessoa foi fĂsica e emocionalmente muito exigente para o enlutado; o alĂvio ou libertação, por ver terminar um sofrimento muito doloroso de alguĂ©m significativo e a saudade, esse termo tĂŁo portuguĂŞs e que significa sentir dolorosamente a falta de algo ou de alguĂ©m que se perdeu.
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O relacionamento com os outros está omnipresente na vida e no dia-a-dia de todos nós. Ao conjunto de pessoas com quem temos uma relação significativa podemos chamar rede de apoio social. O apoio social pode ser definido como a quantidade e coesão das relações sociais que nos rodeiam.





A separação e o divĂłrcio sĂŁo acontecimentos hoje em dia comuns na nossa sociedade. Se para os adultos Ă© difĂcil lidarem com o fim de uma relação que se acreditou ser para a vida, para as crianças, fruto dessas relações, nem sempre Ă© mais fácil.