Alguns de nós já nos deparámos ao longo das nossas vidas com pessoas que precisam de muita atenção. De uma atenção desmedida e às vezes despropositada. Alguém que se cola a nós, por vezes apenas porque calha, outras vezes porque lhe inspiramos confiança, segurança ou até mesmo porque lhe fazemos lembrar alguém de muito significativo, que por uma ou outra razão, não está presente.
De um modo geral, vivemos a nossa vida afectiva com pessoas que nos são próximas, quer seja porque nos unem laços de sangue, ou porque as escolhemos como amigas ou companheiras. O estranho é quando alguém que mal conhecemos nos acha graça e se aproxima de nós de uma forma que se torna incomodativa, sem que nos tenha visto mais do que apenas uma ou duas vezes e sem que lhe tenhamos dado espaço para o fazer. Continue a ler “Um abraço que incomoda”

Perante a separação de um casal com filhos menores, torna-se fundamental a protecção das crianças, devendo estas tornar-se no principal alvo de preocupação dos pais, de modo a que não haja a tendência de as colocar contra um dos progenitores.

A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial de tecidos. É um mecanismo de defesa do organismo que alerta o cérebro de que os seus tecidos podem correr perigo, embora a dor possa ocorrer sem que tenha havido um dano físico real.
A Madalena tem 11 anos e está em acompanhamento por apresentar sintomatologia depressiva e decréscimo do rendimento escolar. Vive com os pais e um irmão de 16 anos. É uma menina muito afectuosa e rapidamente estabeleceu uma boa relação com a Psicóloga. A Madalena refere com frequência que gostaria que a família lhe desse mais atenção e que fizessem mais actividades em conjunto.
O Ricardo tem 8 anos, um diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e dislexia. O Pedopsiquiatra aconselhou o acompanhamento psicológico que o menino iniciou há pouco tempo. Em sessão, para além dos treinos de atenção e concentração, o Ricardo e a mãe aprendem e treinam estratégias para lidarem com os comportamentos desadaptativos e com os sintomas de PHDA do menino. Numa das sessões conjuntas com a mãe, esta verbaliza: “Já não aguento o meu filho, ele não pára quieto um minuto. Eu já não me aguento a mim que sou igual a ele, os dois assim é demais, parece uma casa de loucos!”
A parentalidade positiva descreve um conjunto de comportamentos dos pais que potenciam a capacidade da criança para amar, confiar, explorar o mundo e aprender.
A perturbação do desenvolvimento intelectual é uma condição complexa. O seu diagnóstico envolve a compreensão da acção combinada de quatro grupos de factores: etiológicos, comportamentais, sociais e educacionais.