O Homem é um animal relacional e estabelece ao longo da vida vários tipos de relações com os outros, tendo cada um desses tipos de relacionamentos as suas características e critérios particulares. Relações de trabalho, de amizade ou de amor, são exemplos dos vários tipos de relacionamentos que se estabelecem e mantêm (ou não) ao longo da vida.
Diferentes relacionamentos implicam diferentes critérios de escolha. Habitualmente, os critérios para a selecção de um parceiro romântico são mais exigentes do que os critérios para a escolha e criação de relações de amizade. Esse facto parece ser explicado, em parte, pelas funções evolutivas e adaptativas inerentes às relações românticas e que não se encontram presentes nas relações entre amigos. Essas mesmas funções conduzem a um maior cuidado na escolha e maior selectividade, de modo a garantir ou pelo menos procurar salvaguardar, uma genética mais favorável à descendência. Continue a ler “Relações de amor e de amizade”
Alguns de nós já nos deparámos ao longo das nossas vidas com pessoas que precisam de muita atenção. De uma atenção desmedida e às vezes despropositada. Alguém que se cola a nós, por vezes apenas porque calha, outras vezes porque lhe inspiramos confiança, segurança ou até mesmo porque lhe fazemos lembrar alguém de muito significativo, que por uma ou outra razão, não está presente.
Perante a separação de um casal com filhos menores, torna-se fundamental a protecção das crianças, devendo estas tornar-se no principal alvo de preocupação dos pais, de modo a que não haja a tendência de as colocar contra um dos progenitores.

A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial de tecidos. É um mecanismo de defesa do organismo que alerta o cérebro de que os seus tecidos podem correr perigo, embora a dor possa ocorrer sem que tenha havido um dano físico real.
A Madalena tem 11 anos e está em acompanhamento por apresentar sintomatologia depressiva e decréscimo do rendimento escolar. Vive com os pais e um irmão de 16 anos. É uma menina muito afectuosa e rapidamente estabeleceu uma boa relação com a Psicóloga. A Madalena refere com frequência que gostaria que a família lhe desse mais atenção e que fizessem mais actividades em conjunto.
O Ricardo tem 8 anos, um diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e dislexia. O Pedopsiquiatra aconselhou o acompanhamento psicológico que o menino iniciou há pouco tempo. Em sessão, para além dos treinos de atenção e concentração, o Ricardo e a mãe aprendem e treinam estratégias para lidarem com os comportamentos desadaptativos e com os sintomas de PHDA do menino. Numa das sessões conjuntas com a mãe, esta verbaliza: “Já não aguento o meu filho, ele não pára quieto um minuto. Eu já não me aguento a mim que sou igual a ele, os dois assim é demais, parece uma casa de loucos!”
A parentalidade positiva descreve um conjunto de comportamentos dos pais que potenciam a capacidade da criança para amar, confiar, explorar o mundo e aprender.