PsicĂłloga ClĂnica Especialista - Mestrado em Psicologia ClĂnica e da SaĂşde (NĂşcleo SaĂşde e Doença) pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e formação em Psico-Oncologia pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e SaĂşde Mental e em Oncosexologia pela European School of Lifestyle Oncology.
Avaliação e acompanhamento psicológico a adolescentes e adultos (individual ou casal).
Ansiedade, Depressão, Dificuldades Relacionais, Dificuldades na Parentalidade, Perturbações do Comportamento Alimentar, Dificuldades de Adaptação à Doença Crónica e Processos de Luto.
A maioria das pessoas já teve um ou mais episĂłdios depressivos. Estes caracterizam-se pela perda temporária da disposição, quebra do humor, alterações do apetite, dificuldades de sono, dificuldade em executar tarefas quotidianas, dificuldade de atenção ou concentração, perturbações da memĂłria, menor interesse em atividades anteriormente prazerosas, diminuição da lĂbido, entre outros sintomas. Estes podem permanecer por um perĂodo de tempo mais ou menos durador e ter uma intensidade que pode ir de ligeira a grave. Quando os episĂłdios depressivos se tornam intensos e frequentes e nĂŁo isolados, entĂŁo podemos estar perante uma perturbação depressiva, ou seja, uma depressĂŁo.
Em psicologia, uma crise corresponde a um perĂodo de desequilĂbrio psicolĂłgico, resultante da vivĂŞncia de uma situação ou acontecimento que obrigue a um grau de exigĂŞncia para lidar com essa situação, superior Ă quele com o qual o indivĂduo consegue responder e que resulta na diminuição do seu funcionamento adaptativo.
Segundo a investigação nesta área, a evolução das reações de stresse pode estar relacionada tanto com os antecedentes pessoais como com as experiências pós trauma. Assim, pretende-se que mais estudos nesta área sejam levados a cabo, no sentido de se perceber melhor quais os fatores de risco para o desenvolvimento de psicopatologia posterior e quais os fatores protetores, no sentido de se poderem evitar os primeiros e potenciar os segundos.
Parece haver evidĂŞncia cientĂfica de que o suicĂdio na adolescĂŞncia tem vindo a aumentar nos Ăşltimos anos, sendo esta a segunda causa de morte entre os jovens nos paĂses ocidentais a seguir aos acidentes rodoviários. Quer o acto suicida, quer a ideação suicida, sĂŁo sinais de psicopatologia grave e nĂŁo devem ser desvalorizados.
Os pensamentos de morte constituem-se como um fator de risco para o suicĂdio, no entanto, nem sempre existe ideação suicida anterior ao acto de suicĂdio. O suicĂdio pode ocorrer num ato impulsivo sem que tenha havido um planeamento anterior. Por outro lado, os comportamentos de risco como por exemplo o conduzir embriagado, podem estar associados á ideação suicida. A dolorosa luta interna entre a vontade de morrer e o desejo de permanecer vivo causa um imenso sofrimento psicolĂłgico ao individuo, que num impulso poderá deitar tudo a perder. As tentativas de suicĂdio na adolescĂŞncia tĂŞm maior prevalĂŞncia em jovens entre os 14 e os 17 anos (Novick, Cibula & Sutphen, 2003) e os rapazes parecem ser os mais vulneráveis. Felizmente, em cada 10 a 20 tentativas de suicĂdio, apenas uma acaba em morte, no entanto, os danos que causam no jovem e na sua famĂlia, podem ser muito perturbadores.
As perturbações de ansiedade surgem frequentemente em idade precoce. Crianças e adolescentes não estão “imunes” a este problema, no entanto, isso não significa que tenham que viver com ele para o resto das suas vidas. Os problemas relacionados com a ansiedade tratam-se e esta pode deixar de ser perturbadora e passar a ser adaptativa.
O relacionamento com os outros está omnipresente na vida e no dia-a-dia de todos nós. Ao conjunto de pessoas com quem temos uma relação significativa podemos chamar rede de apoio social. O apoio social pode ser definido como a quantidade e coesão das relações sociais que nos rodeiam.
É um processo interactivo que visa o bem-estar fĂsico e psicolĂłgico. O contacto social pode promover a saĂşde e o bem-estar e tem provavelmente uma função de regulação da resposta emocional perante os vários factores causadores de stress. De acordo com Uchino, Uno & Holt-Lustad (1999) o apoio social pode ter várias funções: apoio informativo, apoio emocional, apoio de pertença e apoio tangĂvel, desempenhando assim um importantĂssimo papel nas nossas vidas, manifestando-se na nossa saĂşde fĂsica e psicolĂłgica.