Pode dizer-se que a carreira é o percurso profissional que o indivíduo vai construindo ao longo da vida. Mas como é que temos consciência desse percurso? Como nos desenvolvemos de modo a fazer escolhas e a tomar decisões? Porque é que muitas vezes a profissão que desejávamos em crianças não é aquela que escolhemos em adultos?
Eric Erickson, psiquiatra e psicanalista alemão nascido no início do século XX e seguidor da teoria Freudiana por influência do seu contacto com Anna Freud, foi o responsável pela elaboração da Teoria Psicossocial do Desenvolvimento da Personalidade que é constituída por oito fases ou estádios. Estas fases caracterizam-se por crises que constituem o ponto de viragem entre cada uma delas e que, se por um lado podem aumentar a vulnerabilidade do indivíduo, por outro lado, podem também aumentar o seu potencial e dar origem a uma força básica que vai permitir a evolução para a fase seguinte.
Das oito fases descritas por Eric Erickson, a primeira tem início no nascimento e vai até cerca dos 12-18 meses. Corresponde a uma dualidade entre confiança vs desconfiança, isto é, a criança adquire ou não confiança em relação a si mesma e ao meio ambiente, com base no seu relacionamento com a mãe ou com a figura de vinculação que a possa substituir. A segunda fase, caracterizada por autonomia vs vergonha, vai até cerca dos 3 anos e é uma luta entre a vontade própria e as regras sociais. A criança explora o seu próprio corpo e o mundo que a rodeia de uma forma autónoma, o que a pode conduzir a um sentimento de vergonha, ou pelo contrário, ir adquirindo autonomia. Entre os 3 e os 6 anos, situa-se a terceira fase, que segundo o mesmo autor se caracteriza pelo binómio iniciativa vs culpa. É como que um prolongamento da fase anterior mas com a diferença que agora a criança já sabe distinguir o que deve ou não deve fazer, e as suas iniciativas podem por vezes conduzi-la à culpa. A quarta fase decorre desde o início da idade escolar até à adolescência e tem como palavras-chave indústria vs inferioridade. A criança sabe que já é capaz de fazer e de agir, ao mesmo tempo que, se tiver havido uma falha nas fases anteriores no que diz respeito à confiança, autonomia e iniciativa, a criança pode sentir-se inferior e insegura.
A adolescência, período compreendido entre os 12 e aproximadamente os 20 anos, corresponde à quinta fase do desenvolvimento, caracterizada por identidade vs confusão da identidade. Aqui o jovem adquire uma identidade psicológica e social e toma consciência da sua singularidade. Segundo Erickson, a busca da identidade é o foco central desta fase. Assim, os jovens devem afirmar e organizar as suas capacidades, interesses e vontades, manifestando-as socialmente. A falta de apoio ou perda de laços sociais e afetivos, podem conduzir à confusão da identidade. A sexta fase do desenvolvimento da personalidade situa-se entre os 20 e os 35 anos aproximadamente e traduz-se por intimidade vs isolamento, pois é no decorrer desta fase que o indivíduo procura estabelecer relações afetivas duráveis e, a não concretização destas relações de intimidade pode levar ao isolamento. Dos 35 aos 60 anos ocorre a sétima fase, caracterizada por generatividade vs estagnação. É uma fase de afirmação pessoal em termos familiares, sociais e profissionais. A não realização em qualquer um destes campos pode conduzir o sujeito à estagnação, o que leva a que este se ocupe apenas de si próprio, revelando uma atitude egoísta em relação às gerações seguintes. A oitava e última fase corresponde à fase da integridade vs desespero e ocorre a partir dos 60 anos. Assinala um balanço do percurso de vida, que tanto pode ser positivo, se o indivíduo se sentir realizado e preenchido – integridade, ou pelo contrário, negativo, no caso deste sentir que fracassou nos aspetos sociais, físicos ou mesmo cognitivos – desespero.
Paralelamente ao desenvolvimento da personalidade, dá-se também no indivíduo o desenvolvimento em termos de carreira. Uma das personalidades que mais terá contribuído para a teoria do desenvolvimento de carreira foi Donald Super, através da ênfase que dá à importância do autoconceito. Segundo o seu modelo, o autoconceito (modo como a pessoa se vê a si própria) varia ao longo da vida e desenvolve-se como resultado da experiência do indivíduo. Este modelo, representado em forma de arco íris, é constituído por uma dimensão latitudinal, que engloba os vários papéis que o indivíduo desempenha e uma dimensão longitudinal que se caracteriza pela sequência pela qual esses papéis se vão desenvolvendo, desde a infância até à velhice. Também aqui o indivíduo passa por sucessivas fases, cada uma com as suas particularidades em que se depara com tarefas de desenvolvimento. Estas fases são o crescimento que vai desde o nascimento até cerca dos 14 anos, seguida da fase da exploração que ocorre entre os 15 e os 24 anos, onde o jovem explora o sistema escolar e o tipo de profissão que gostaria de vir a ter e faz a sua escolha. Já na idade adulta, entre os 25 e os 44 anos o indivíduo chega à fase do estabelecimento, marcada pelo início da atividade profissional. Procura estabilidade e segurança de modo a estabelecer o seu próprio estilo de vida como reflexo da sua autonomia financeira. Segue-se a fase de manutenção, entre os 45 e os 64 anos e que compreende conceitos como, manter, atualizar e inovar cuja intenção é a de manter o nível de vida, atualizar-se em relação às novas tecnologias e marcar a diferença profissionalmente sendo inovador e criativo. A última fase é a do declínio, depois dos 65 anos e que se caracteriza essencialmente pela preparação para a reforma.
A carreira faz parte da história de vida e o planeamento da carreira começa muitas vezes ainda em criança quando por observação de modelos ou por influência direta dos mesmos, nos posicionamos de acordo com um determinado objetivo. Uma carreira profissional, é algo em que, à partida, vamos ocupar o nosso tempo durante muitos anos, é o que nos vai preencher os dias e é também o que nos vai dar a possibilidade de atingir um determinado estatuto socioeconómico. O planeamento do nosso futuro profissional exige algum cuidado e atenção e na minha opinião exige ainda, em muitos casos uma orientação vocacional na medida em que as escolhas começam a ser feitas muito cedo, na adolescência, que é uma fase em que a maioria dos jovens têm muito poucas certezas. Crescemos com sonhos, com objetivos e por muitas voltas que a vida nos faça dar, se formos determinados e persistentes mais cedo ou mais tarde faremos esforços para os concretizar. O importante é que possamos ir somando sucessos, numa carreira bem construída e na certeza de que se fizermos o que gostamos a nossa vida será muito mais feliz.

Fontes:
Erikson, E. H. (1980). Identity and the life cycle. New York: Norton & Company.
Sacino, M. (2005) Listen to My Story! Identifying Patterns and Purpose in Career Counseling.
Super, D. E. (1990). The life span, life space approach to career development. Em D. Brown & L. Brooks (Orgs.), Career Choice and Development (2ª ed., pp.197-261): San Francisco: Jossey-Bass.
Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística (DSM-5), as Perturbações do Espectro do Autismo incluem-se no quadro das Perturbações do Neurodesenvolvimento, que tipicamente se manifestam durante o período pré-escolar e que se caracterizam por défices do desenvolvimento que condicionam o funcionamento a nível pessoal, social, escolar e ocupacional. Estas dificuldades diferem consoante o nível da perturbação e podem variar desde limitações muito específicas na aprendizagem ou no controlo das funções executivas, até aos défices globais da inteligência ou das competências sociais.
Os sintomas deverão estar presentes no início do período do desenvolvimento da criança, podendo não ser de fácil identificação até que as exigências sociais excedam as suas capacidades limitadas e deverão causar um prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social ou ocupacional do indivíduo. Podemos encontrar 3 níveis de gravidade, dentro deste tipo de perturbações. O nível 1 caracteriza-se por défices na comunicação social que causam prejuízos visíveis, como a dificuldade em iniciar interacções sociais, respostas atípicas às interacções dos outros e aparente falta de interesse nessas mesmas interacções que se reflecte principalmente na dificuldade em fazer amigos. Também a inflexibilidade do comportamento causa interferência significativa no funcionamento da criança, em pelo menos um dos contextos (ex. escola). O nível 2 da perturbação pressupõe défices marcados nas competências verbais e não-verbais de comunicação social, limitações em relacionamentos sociais, respostas reduzidas ou atípicas às tentativas de interacção dos outros e comunicação não-verbal marcadamente estranha. Este nível caracteriza-se ainda pela dificuldade e angustia em lidar com a mudança de foco ou de actividade. No nível 3 da perturbação os indivíduos revelam graves e acentuados défices na comunicação quer verbal, quer não-verbal, manifesta por exemplo por apenas conseguirem dizer muito poucas palavras de forma perceptível e por as suas interacções sociais serem muito raras e incomuns. A dificuldade em lidar com a mudança e com a imprevisibilidade é extrema, e a mudança de foco ou de acção provoca enorme angustia e dificuldade, expressa por vezes por extrema reactividade.
Pode dizer-se que as pessoas que vivem no nível 1 desta condição, também descrito como Sindrome de Asperger, percebem o mundo e interagem com as outras pessoas de um modo diferente. O seu funcionamento neurocognitivo é diferente e por isso o seu comportamento também é diferente. No entanto, o seu rendimento intelectual encontra-se habitualmente num nível médio, podendo em alguns casos estar mesmo acima da média. Porém, também é muito comum, apresentarem dificuldades específicas de aprendizagem, necessitando de apoio psicopedagógico especializado. Os indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade em ler e interpretar as outras pessoas e em reconhecer ou compreender os sentimentos, emoções e as suas intenções. Do mesmo modo têm dificuldade em expressar as suas próprias emoções, tornando-se muito difícil a interacção social. O mundo pode parecer um lugar muito confuso e cheio de imprevistos com os quais é difícil lidarem. Preferem ter uma rotina diária bem estruturada e rígida, para que saibam exactamente o que lhes vai acontecer em cada dia. O uso de regras também é muito importante, porém, pode ser difícil para alguém com Síndrome de Asperger ter uma abordagem diferente para uma única situação. Uma vez que aprendem determinada regra relacionada uma situação, é para eles complicado assumir outra forma de lidar com a mesma situação mas em contextos em que seja suposto agir de forma diferente. Estes indivíduos têm habitualmente interesses intensos e altamente focados, por vezes desde uma idade muito precoce. Estes interesses podem mudar ao longo do tempo ou manter-se ao longo do ciclo de vida e entre os mais comuns encontram-se por exemplo, o desenho, a pintura, a música, o interesse por automóveis e computadores, ou até mesmo o interesse pelos estudos.
As Perturbações do Espectro do Autismo não são doenças e não têm cura mas as pessoas que se encontram nesta condição, poderão ser apoiadas tendo em vista o aumento das suas competências sociais e a sua melhor adaptação aos diversos contextos de vida, para que possam ser mais felizes. Assim, a intervenção psicológica orientada para os aspectos comportamentais e para o ensino e treino de competências sociais pode ser benéfica. Os diversos aspectos da linguagem, da postura, da comunicação e da socialização, podem ser melhorados bem como a capacidade de reconhecer os seus próprios sentimentos e emoções, assim como as dos outros, no sentido do desenvolvimento da empatia.
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A prevalência desta perturbação do comportamento alimentar em mulheres jovens é de cerca de 1% e apresenta um pico no final da adolescência e início da idade adulta. Nos homens pouco se sabe acerca desta patologia mas sabe-se que é muito menos comum do que nas mulheres. O início da perturbação acontece habitualmente no final da adolescência ou início da idade adulta, sendo o seu início anterior à puberdade ou depois dos 40 anos, muito raro. É frequente que os comportamentos de ingestão compulsiva comecem durante ou após uma dieta de emagrecimento. Um dos fatores que podem precipitar esta situação, são os acontecimentos de vida marcantes e negativos. Numa grande maioria dos casos clínicos, esta perturbação mantem-se por vários anos, num curso crónico ou intermitente, ou seja, períodos de remissão alternados com períodos de ingestão compulsiva.
Associado a esta perturbação está o risco de suicídio, ou seja, em indivíduos com bulimia nervosa, a taxa de suicídio é de aproximadamente 2%, sendo particularmente importante a avaliação e despiste de ideação suicida e de comportamentos suicidários nestas pacientes. Cerca de 10 a 15% dos casos de bulimia nervosa evoluem para um quadro de anorexia nervosa e estes indivíduos tendem a oscilar entre períodos de bulimia e anorexia, tornando por vezes o diagnóstico difícil de definir e algumas vezes passam para um diagnóstico de perturbação de ingestão alimentar compulsiva ou para uma perturbação do comportamento sem outra especificação. Os indivíduos bulímicos podem apresentar grandes limitações funcionais, particularmente no que diz respeito ás relações sociais.
Os fatores de risco para a bulimia nervosa são múltiplos, nomeadamente temperamentais, ambientais, genéticos e fisiológicos. No que diz respeito aos fatores temperamentais, destacam-se a baixa autoestima, a sintomatologia depressiva, preocupações com o peso e problemas de ansiedade. Em relação aos fatores ambientais, sabe-se que a internalização de um corpo magro ideal ou histórias de abuso físico ou sexual na infância, podem aumentar o risco do desenvolvimento de bulimia nervosa. A obesidade infantil e a maturação pubertária precoce, podem também constituir-se como fator de risco para o desenvolvimento desta perturbação, assim como a vulnerabilidade genética e a existência prévia de casos em familiares.
Em termos de prevenção, destaca-se a manutenção de hábitos de vida saudáveis e a identificação precoce de qualquer sinal de perturbação alimentar. Nos casos em que a perturbação se começa a manifestar mais precocemente, o acompanhamento pediátrico regular, pode permitir a identificação de distúrbios alimentares logo que estes se manifestem. A manutenção de uma boa autoestima e o desenvolvimento de uma adequada perceção da autoimagem, mediada e modelada pelos pais e adultos significativos, desempenham um importante papel na prevenção das perturbações alimentares. Em termos de tratamento, a bulimia nervosa pode necessitar de uma intervenção farmacológica (e. g. antidepressivos), combinada com acompanhamento nutricional e psicológico. O envolvimento da família e dos amigos nestes casos é fundamental para o sucesso da intervenção. Em casos de extrema gravidade pode ser necessária a hospitalização.
A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano marcada pela mudança, vulnerabilidade, ambivalência e por vezes incompreensão, angústia e rebeldia. Crescer é difícil e nesta fase os jovens têm por vezes dificuldades de expressão emocional, de estabelecerem relacionamentos positivos e de lidarem com algumas questões próprias desta etapa da vida, que marca a transição entre a infância e a idade adulta.
É relativamente frequente, os pais destes jovens não terem conhecimento do que se está a passar com os seus filhos. Alguma dificuldade na comunicação, que caracteriza a relação pais-filhos adolescentes, pode explicar este desconhecimento. Mesmo quando estão a par desta realidade, alguns pais têm dificuldade em nomear e lidar com os comportamentos auto lesivos dos filhos, ou porque lhes provocam um bloqueio emocional ou como mecanismo de defesa, acabam por desvalorizar ou ignorar. Há muitas vezes um desencontro entre as narrativas dos adolescentes em relação aos comportamentos de auto lesão e as dos seus pais, o que por um lado traduz um choque por terem tomado conhecimento do problema mas por outro lado, porque o procuram esconder.
A prevenção é a palavra-chave. Alertar a comunidade escolar para este tipo de problemas e desenvolver programas de prevenção bem estruturados, pode ser um bom princípio. Estes programas deverão contemplar variáveis como a detecção precoce e tratamento dos problemas mentais, assim como a redução do estigma a eles associado. A restrição do acesso a armas ou medicamentos e o controlo do consumo de bebidas alcoólicas é certamente um caminho para prevenção. É também necessária a formação dos profissionais dos meios de comunicação para os perigos do efeito de contágio. A criação de linhas telefónicas de apoio, maior acessibilidade aos serviços de saúde e a formação dos pares para a identificação dos sinais de alerta, têm também o seu papel na prevenção destas práticas auto destrutivas.
Para além disso, a promoção e a manutenção de relações próximas saudáveis pode aumentar a resiliência individual e actuar como um factor de protecção. Jovens pertencentes a famílias com elevado grau de coesão, com capacidade de envolvimento mútuo, interesses comuns e suporte emocional têm menor risco de vir a adoptar este tipo de comportamentos auto destrutivos. Escolhas saudáveis de estilo de vida que promovam o bem-estar físico e mental (exercício físico regular, hábitos de higiene de sono, alimentação adequada, não utilização de álcool e drogas). A par destes hábitos saudáveis, a manutenção de relacionamentos saudáveis, a integração social, e uma gestão eficaz do stress, são também factores protectores para comportamentos auto lesivos. O sentimento de pertença a uma família, a uma escola, a um grupo, a uma instituição ou a uma comunidade, pode também proteger os adolescentes desta problemática.
Em casos extremos, em que os comportamentos auto lesivos entram numa escalada que pode levar a tentativas de suicídio, pode ser necessário o internamento do jovem em contexto hospitalar. Pode ser necessária a intervenção psiquiátrica com prescrição de fármacos no sentido de estabilizar o jovem. Posteriormente, após uma avaliação cuidada, a intervenção psicológica individual, familiar ou uma abordagem mista, poderá ser o indicado. A maioria dos comportamentos auto lesivos acontecem em casa e muitas vezes estão relacionados com acontecimentos do meio intrafamiliar. Assim, o envolvimento familiar é essencial, no sentido de falarem sobre o problema, de o compreenderem e de saírem eventualmente da negação ou de ultrapassarem o choque inicial da tomada de conhecimento. A saúde mental deve ser uma prioridade e os adolescentes não são excepção. Muitos dos problemas emocionais e psicológicos têm inicio nesta fase da vida. As perturbações de ansiedade e depressão, por exemplo, são bastante prevalentes nesta faixa etária.
O não tratamento destas patologias pode levar tanto à sua cronicidade, como a evoluir para outras situações que podem levar a desfechos trágicos. Sabe-se hoje que os comportamentos auto lesivos são um forte preditor para as tentativas de suicídio. É fundamental que os pais e cuidadores se mantenham atentos aos comportamentos dos seus jovens e que estabeleçam e mantenham com eles, relações de afecto e proximidade. Ensinar aos jovens estratégias de resolução de problemas, de comunicação assertiva e facilitar-lhes a expressão emocional, assim como desmistificar crenças erróneas e fantasias, por vezes tão frequentes nesta idade, pode fazer a diferença entre a vida, e a morte.
O processo de envelhecimento e a heterogeneidade da velhice constituem-se como um dos temas mais desafiadores da Psicologia enquanto ciência do comportamento e dos fenómenos mentais, particularmente após a segunda metade do século XX, principalmente devido ao envelhecimento da população no mundo ocidental.
Nos seres humanos, a capacidade de comunicar através da fala é inata, sendo aperfeiçoada e utilizada ao longo do seu desenvolvimento.
As perturbações habitualmente designadas de internalização ou de externalização, constituem um tipo específico de problema emocional e comportamental, que se manifestam em qualquer idade e com características bastante diversificadas.
Numa situação de separação ou divórcio litigioso, o tribunal pode solicitar ao psicólogo, uma avaliação psicológica dos pais, com o objectivo de avaliar as suas competências e capacidades parentais, sempre que estejam em causa filhos menores.
O conceito de solidão tem vindo a ser estudado por diversas áreas do conhecimento cientifico e pode ser entendido sob várias perspectivas. É um conceito que envolve uma grande subjectividade uma vez que a solidão é sentida por cada um de forma particular, sendo também alvo de inúmeras definições e significados.