A entrevista motivacional é considerada por si só, não apenas como uma trivial entrevista de recolha de informação mas principalmente como um modelo de intervenção terapêutica. Baseada em constructos da psicologia social experimental como, por exemplo, a atribuição causal, a dissonância cognitiva e a auto-eficácia, esta entrevista tem características muito específicas e uma eficácia cientificamente comprovada.
Trata-se de um conjunto de estratégias relacionais que em contexto de intervenção terapêutica, tem revelado ser promotora de comportamentos orientados para a saúde. A entrevista motivacional tem sido descrita como um modelo de intervenção constituído por duas fases: a primeira fase enfatiza a promoção da motivação intrínseca e a segunda fase, baseia-se no compromisso para a mudança. Pretende-se através deste modelo que o sujeito possa entender a importância da mudança para a sua vida e para o seu bem-estar. Continue a ler “Entrevista motivacional”

Mudar um comportamento pode não ser tarefa fácil. Muitas vezes, mudar um comportamento implica alterar hábitos de longa duração, ou seja, acções já há muito tempo mantidas e que podem efectivamente, estar já automatizadas no nosso dia-a-dia.
A assertividade é uma competência social, que permite que o indivíduo defenda os seus direitos pessoais, expresse os seus pensamentos, sentimentos e crenças, de forma honesta, clara e adequada, ao mesmo tempo que respeita os direitos e opiniões dos outros. A comunicação assertiva promove uma melhor comunicação interpessoal e consequentemente relações pessoais mais gratificantes, maior realização pessoal e melhor qualidade de vida.
A avaliação psicológica insere-se nas competências profissionais exclusivas do Psicólogo/a e só a este/a é conferida legitimidade para a realização deste trabalho, com recurso a técnicas e instrumentos específicos para o efeito e para cuja utilização está capacitado.
Com o aumento da esperança média de vida, temos na nossa população, cada vez mais pessoas velhas. Escrevo velhas em vez de idosas ou séniores, ou outra coisa qualquer, porque acredito que o que pode ser realmente ofensivo não é a palavra que usamos para nos referirmos aos que já viveram muitos anos, mas sim, o modo como os tratamos ou destratamos.
Segundo a Direcção Geral de Saúde (2016), as doenças com maior impacto na população portuguesa são: o cancro (18,5%), as doenças cardiovasculares (15,4%), os problemas de saúde mental e comportamental (8,9%), as doenças respiratórias (4,1%) e a diabetes (3,6%).
Em psicologia clínica pediátrica, o papel dos pais ou de outros cuidadores que os substituam, assume uma importância extrema em termos do sucesso da intervenção.
A Fernanda tem 49 anos, é tradutora, casada e tem uma filha de 11 anos com uma Perturbação de Oposição e Desafio, diagnosticada há cerca de 5 anos. A Fernanda revelou desde sempre grande dificuldade em lidar com os comportamentos da filha. Actualmente procurou ajuda psicológica, entre outros motivos, por sentir que já não consegue suportar mais a sua vivência com a filha e por temer os desafios da adolescência, que se vai aproximando. A pedido da criança, a Fernanda está prestes a tomar a decisão de a deixar ir viver com os avós maternos, a 200 km da residência da família. Estes estão dispostos a tomar conta da neta no sentido de ajudarem a filha e por temerem o seu desequilíbrio emocional.