A Consciência da Mudança e a Gratidão de uma Mãe

Therapist speaking with a patient during counseling session

A Francisca tem 45 anos, trabalha como administrativa e apresenta um funcionamento global organizado e responsável. Encontra-se divorciada há vários anos e assume, de forma exclusiva, a parentalidade do seu único filho de 17 anos, dada a ausência total do pai na vida do jovem. Procurou apoio psicológico há cerca de 8 meses e está desde então com acompanhamento quinzenal. Inicialmente, no plano clínico, evidenciava sinais de sobrecarga emocional associados à acumulação de papéis e responsabilidades, bem como dificuldades na gestão da relação com o filho, marcada por aumento de conflito, reatividade e desafios próprios da adolescência.

No decurso de uma sessão recente, após um período de trabalho centrado na comunicação assertiva, regulação emocional e compreensão das dinâmicas relacionais com o filho, a paciente mostrou-se particularmente reflexiva e emocionalmente mobilizada. Num momento de maior pausa e elaboração, referiu, com um tom simultaneamente sereno e comovido:

” Sinto que, pela primeira vez em muito tempo, não estou completamente perdida. Ainda é difícil, continuo a ter dias exigentes com o meu filho… mas já não reajo da mesma forma. Consigo parar um pouco antes de falar, perceber o que estou a sentir… e isso tem feito a diferença. Acho que nunca ninguém me tinha ajudado a olhar para isto desta maneira.

Após uma breve pausa, acrescentou:

Queria mesmo dizer-lhe que este caminho que tenho vindo a percorrer consigo tem sido muito importante para mim. Sinto-me mais capaz e mais tranquila comigo própria. Obrigada!”

Este momento foi acompanhado por uma expressão emocional contida, mas congruente, denotando não apenas gratidão dirigida à relação terapêutica, mas também um reconhecimento do seu próprio processo de mudança e de desenvolvimento de competências internas.

Identificou-se com esta Mãe? Vá em frente e peça ajuda!

A Relevância do Estudo: Estudar para quê?

Muitos pais procuram apoio psicológico tendo como principal queixa o decréscimo do rendimento escolar dos seus filhos, principalmente dos adolescentes. Associado ao decréscimo das notas, estão frequentemente relatos de desmotivação com a escola e com o estudo. Trata-se de um problema habitualmente gerador de conflito, entre os pais e os jovens, que se vêm confrontados com uma realidade que por vezes não sabem como ultrapassar.

Algumas vezes, em consulta, os adolescentes referem que não conseguem estudar ou ainda que estudar é uma “seca” e que não entendem porque é que têm que estudar matérias que não lhes interessam nada e ainda que não sabem porque é que existe esta coisa de “escolaridade obrigatória”, etc., etc., etc. Rebeldias à parte, muitas vezes os adolescentes não pararam ainda para pensar sobre todas essas questões. E é aí que o psicólogo, entre muitas outras coisas, os pode ajudar a pensar sobre esses assuntos. Primeiramente, podemos explicar ao jovem que estudar significa aplicar a inteligência para aprender, e que estudar e aprender fará com que cresça enquanto pessoa, seja mais respeitado, aumente a sua cultura geral, ao mesmo tempo que se vai preparando, para que no futuro possa aproveitar melhores oportunidades.

Continue a ler “A Relevância do Estudo: Estudar para quê?”

O que é ser assertivo?

A palavra assertividade tem origem no termo asserção. Fazer asserções significa afirmar, deriva do latim afirmare, ou seja, tornar firme, consolidar, confirmar  ou declarar com firmeza. A assertividade é mais do que um estilo de comunicação, é uma filosofia de vida!

Uma comunicação assertiva pressupõe uma comunicação criativa e transparente, através da qual os indivíduos expressam os seus desejos e necessidades, pensamentos e sentimentos, de forma direta e honesta, respeitando o ponto de vista e o direito dos outros. É um estilo de comunicação que permite a manifestação da vontade do emissor, a afirmação do seu eu, sem agredir nem ignorar o recetor. Uma atitude assertiva permite-nos ocupar o nosso espaço sem invadir o espaço do outro, uma virtude, uma vez que está no meio de dois extremos inadequados: o estilo agressivo e o estilo passivo.

Continue a ler “O que é ser assertivo?”