Sinais de Desgaste Em Relações Afetivas

Couple thoughtful apart on sunny terrace

Nem sempre é fácil perceber quando uma relação está apenas a atravessar uma fase mais exigente ou quando começa, de facto, a comprometer o bem-estar emocional. Reconhecer alguns sinais de desgaste pode ajudar a compreender melhor o que se está a viver e a procurar apoio antes que o sofrimento se torne mais intenso.

As relações afetivas podem constituir uma importante fonte de segurança, intimidade, apoio emocional e sentimento de pertença. No entanto, também podem tornar-se fonte de ansiedade, tristeza, insegurança e desgaste, sobretudo quando as necessidades emocionais deixam de ser reconhecidas ou quando determinados conflitos se repetem sem que seja possível encontrar formas mais construtivas de os resolver. A existência de dificuldades não significa necessariamente que tenha deixado de existir amor ou que a relação esteja condenada. Todas as relações atravessam mudanças e períodos mais exigentes, influenciados pelo trabalho, pela parentalidade, por dificuldades económicas, problemas de saúde, perdas ou outras transições de vida.

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Férias em Família: entre a Proximidade e o Conflito

Make family slightly larger in frame

As férias em família são frequentemente associadas a descanso, convívio e criação de boas memórias. No entanto, este período pode também tornar mais visíveis tensões que, durante o ano, ficam diluídas pelas rotinas, pelos horários e pelas responsabilidades individuais. Passar mais tempo em conjunto não significa, necessariamente, sentir maior proximidade. Em algumas famílias, a convivência prolongada pode aumentar a irritabilidade, a sensação de invasão de espaço e a dificuldade em gerir diferenças.

Uma das principais fontes de conflito está nas expectativas. Muitas pessoas iniciam as férias com a ideia de que todos devem estar disponíveis, bem-dispostos e interessados nas mesmas atividades. Espera-se que o tempo em conjunto decorra de forma harmoniosa e que o afastamento das obrigações quotidianas resolva, por si só, o cansaço ou as dificuldades relacionais. Quando isso não acontece, pode surgir a frustração. Um dia menos conseguido, uma discussão ou a necessidade de ficar sozinho podem ser interpretados como sinais de que as férias “não estão a correr bem”.

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Intolerância: Quando a Diferença é Vista como Ameaça

Group of eight people standing in a circle having a serious discussion on a pedestrian street

Vivemos numa sociedade marcada pela diversidade. As pessoas diferem nas suas crenças, valores, origens, escolhas e formas de viver. Essas diferenças podem enriquecer as relações e ampliar a nossa compreensão do mundo. No entanto, também podem despertar desconforto, insegurança e resistência.

A intolerância surge quando existe dificuldade em reconhecer e respeitar o direito do outro a pensar, sentir ou viver de forma diferente. Não se trata apenas de discordar. É possível discordar sem desvalorizar, atacar ou excluir. A intolerância começa quando a diferença é vista como inaceitável, inferior ou ameaçadora. A tolerância implica respeito pela diversidade humana e não significa indiferença, condescendência ou renúncia às próprias convicções (UNESCO, 1995). Podemos manter os nossos valores e, simultaneamente, reconhecer que os outros têm direito à sua própria forma de pensar e viver.

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A Consciência da Mudança e a Gratidão de uma Mãe

Therapist speaking with a patient during counseling session

A Francisca tem 45 anos, trabalha como administrativa e apresenta um funcionamento global organizado e responsável. Encontra-se divorciada há vários anos e assume, de forma exclusiva, a parentalidade do seu único filho de 17 anos, dada a ausência total do pai na vida do jovem. Procurou apoio psicológico há cerca de 8 meses e está desde então com acompanhamento quinzenal. Inicialmente, no plano clínico, evidenciava sinais de sobrecarga emocional associados à acumulação de papéis e responsabilidades, bem como dificuldades na gestão da relação com o filho, marcada por aumento de conflito, reatividade e desafios próprios da adolescência.

No decurso de uma sessão recente, após um período de trabalho centrado na comunicação assertiva, regulação emocional e compreensão das dinâmicas relacionais com o filho, a paciente mostrou-se particularmente reflexiva e emocionalmente mobilizada. Num momento de maior pausa e elaboração, referiu, com um tom simultaneamente sereno e comovido:

” Sinto que, pela primeira vez em muito tempo, não estou completamente perdida. Ainda é difícil, continuo a ter dias exigentes com o meu filho… mas já não reajo da mesma forma. Consigo parar um pouco antes de falar, perceber o que estou a sentir… e isso tem feito a diferença. Acho que nunca ninguém me tinha ajudado a olhar para isto desta maneira.

Após uma breve pausa, acrescentou:

Queria mesmo dizer-lhe que este caminho que tenho vindo a percorrer consigo tem sido muito importante para mim. Sinto-me mais capaz e mais tranquila comigo própria. Obrigada!”

Este momento foi acompanhado por uma expressão emocional contida, mas congruente, denotando não apenas gratidão dirigida à relação terapêutica, mas também um reconhecimento do seu próprio processo de mudança e de desenvolvimento de competências internas.

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A Relevância do Estudo: Estudar para quê?

Muitos pais procuram apoio psicológico tendo como principal queixa o decréscimo do rendimento escolar dos seus filhos, principalmente dos adolescentes. Associado ao decréscimo das notas, estão frequentemente relatos de desmotivação com a escola e com o estudo. Trata-se de um problema habitualmente gerador de conflito, entre os pais e os jovens, que se vêm confrontados com uma realidade que por vezes não sabem como ultrapassar.

Algumas vezes, em consulta, os adolescentes referem que não conseguem estudar ou ainda que estudar é uma “seca” e que não entendem porque é que têm que estudar matérias que não lhes interessam nada e ainda que não sabem porque é que existe esta coisa de “escolaridade obrigatória”, etc., etc., etc. Rebeldias à parte, muitas vezes os adolescentes não pararam ainda para pensar sobre todas essas questões. E é aí que o psicólogo, entre muitas outras coisas, os pode ajudar a pensar sobre esses assuntos. Primeiramente, podemos explicar ao jovem que estudar significa aplicar a inteligência para aprender, e que estudar e aprender fará com que cresça enquanto pessoa, seja mais respeitado, aumente a sua cultura geral, ao mesmo tempo que se vai preparando, para que no futuro possa aproveitar melhores oportunidades.

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O que é ser assertivo?

A palavra assertividade tem origem no termo asserção. Fazer asserções significa afirmar, deriva do latim afirmare, ou seja, tornar firme, consolidar, confirmar  ou declarar com firmeza. A assertividade é mais do que um estilo de comunicação, é uma filosofia de vida!

Uma comunicação assertiva pressupõe uma comunicação criativa e transparente, através da qual os indivíduos expressam os seus desejos e necessidades, pensamentos e sentimentos, de forma direta e honesta, respeitando o ponto de vista e o direito dos outros. É um estilo de comunicação que permite a manifestação da vontade do emissor, a afirmação do seu eu, sem agredir nem ignorar o recetor. Uma atitude assertiva permite-nos ocupar o nosso espaço sem invadir o espaço do outro, uma virtude, uma vez que está no meio de dois extremos inadequados: o estilo agressivo e o estilo passivo.

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