Após avaliação neuropsicológica, quando os pais se deparam com um resultado abaixo da média esperada para a faixa etária do seu filho, ou seja, quando a criança apresenta um desempenho intelectual de nível inferior, a reacção habitualmente é de preocupação.
Uma grande parte dos pedidos de avaliação neuropsicológica surgem por parte de pais ou professores de crianças, cujo desempenho escolar se revela baixo. Dificuldades na escrita e leitura, no cálculo e raciocínio matemático e até desajustes nas relações com os pares podem ser as razões apontadas para o pedido de avaliação cognitiva. A criança é orientada para um psicólogo, que após uma avaliação funcional nos seus diversos contextos de vida, complementa a sua avaliação, habitualmente através da aplicação de uma bateria de provas de avaliação cognitiva, adaptadas, validadas e aferidas para a população na qual essa criança se insere. Continue a ler “Desempenho intelectual de nível inferior”
Em psicologia clínica pediátrica, o papel dos pais ou de outros cuidadores que os substituam, assume uma importância extrema em termos do sucesso da intervenção.
A perda frequente do controlo, os sentimentos de raiva e ressentimento, as discussões com adultos ou grupo de pares, o culpar os outros pelos seus próprios erros e o incumprimento de regras, são exemplos de atributos presentes nesta perturbação, que podem ter um impacto muito negativo nas diferentes áreas funcionais da criança ou do adolescente (e. g. familiar, educacional, social, …). Por vezes estes comportamentos podem observar-se apenas em casa ou com membros da família, e neste caso a perturbação é considerada de menor gravidade do que se os comportamentos se apresentarem de forma global, ou seja, nos vários contextos de vida da criança.
A presença dos meios electrónicos de comunicação na vida das nossas crianças é hoje em dia uma inevitabilidade. A televisão, o tablet, o computador e o telemóvel, são presenças assíduas na vida dos nossos filhos desde cedo. Estes dispositivos são frequentemente diabolizados, mas podem ter uma utilização útil e favorável se disponibilizados de forma equilibrada, como tudo na vida. Tornar-mo-nos reféns deles ou pior ainda, tornar as crianças dependentes desses meios é que me parece perigoso e desadequado e com efeitos prejudiciais, quer a curto, quer a longo prazo.
A Fernanda tem 49 anos, é tradutora, casada e tem uma filha de 11 anos com uma Perturbação de Oposição e Desafio, diagnosticada há cerca de 5 anos. A Fernanda revelou desde sempre grande dificuldade em lidar com os comportamentos da filha. Actualmente procurou ajuda psicológica, entre outros motivos, por sentir que já não consegue suportar mais a sua vivência com a filha e por temer os desafios da adolescência, que se vai aproximando. A pedido da criança, a Fernanda está prestes a tomar a decisão de a deixar ir viver com os avós maternos, a 200 km da residência da família. Estes estão dispostos a tomar conta da neta no sentido de ajudarem a filha e por temerem o seu desequilíbrio emocional.
Os seis anos são uma idade muito importante na vida de uma criança e na vida da sua família, uma vez que é por norma a idade da entrada para a escola, ou seja, para o primeiro ano do ensino básico.
As crianças em idade pré-escolar (3 aos 5 anos) encontram-se num período do seu desenvolvimento motor, cognitivo e social, caracterizado por grandes mudanças. Estas mudanças que se manifestam através do pensamento e do comportamento da criança deverão ser apoiadas e acompanhadas com particular atenção por parte dos pais, cuidadores e educadores.
A partir dos 18 meses as crianças apresentam um desenvolvimento e uma evolução enormes. Após a aquisição da marcha e da fala, as crianças a partir do ano e meio passam a ter já competências cognitivas e sociais que lhes permitem uma maior interacção com os outros.