Quando o bebé chora…

Bebé que choraLidar com o choro dos nossos filhos pequenos pode por vezes ser um grande desafio nas nossas vidas. É sem dúvida um teste à nossa paciência e à nossa capacidade de entender e responder de forma adequada a esse mesmo desafio.

Os bebés não são todos iguais, e nós, os pais, também não. À nossa maneira tentamos fazer todos, ou quase todos, o melhor que sabemos para que as nossas crianças cresçam e se desenvolvam o melhor possível. Mas como lidar com um bebé chorão ao qual parece que tudo incomoda? O que fazer com um bebé que chora, grita e esperneia, a toda a hora, e que deixa os pais desesperados, cansados e ansiosos? Continue a ler “Quando o bebé chora…”

Estilos de comunicação

Estilos de comunicaçãoO ser humano tem desde que nasce, a necessidade de comunicar com os outros. Comunicar é uma capacidade que se vai desenvolvendo ao longo da vida e que se vai aprimorando com a aquisição da linguagem falada, depois a escrita e também através da linguagem corporal, tão rica e tão clara que por vezes torna as palavras dispensáveis.

Cada um de nós, ao seu jeito e influenciado por factores diversos, tem o seu estilo próprio de comunicação. O temperamento de cada um de nós dá o seu contributo à forma como nos expressamos, assim como a educação, o contexto e a cultura em que nos inserimos. Uns mais calmos e doces, outros mais bruscos e intempestivos, cada um diferente do outro e igual a si mesmo. Continue a ler “Estilos de comunicação”

Dislexia

DislexiaA dislexia é uma dificuldade significativa na escrita e na leitura (descodificação das palavras) e  que tem na sua génese um défice a nível do sistema fonológico.

O Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais (DSM-V) classifica a dislexia como uma Perturbação da Aprendizagem Específica com défice na leitura e caracteriza-a por um padrão de leitura em que se verifica fundamentalmente, desde as primeiras fases de aprendizagem, uma grande dificuldade na identificação das palavras escritas.

Podemos ser disléxicos independentemente da nossa capacidade intelectual, no entanto, as crianças com baixas capacidades cognitivas, défices sensoriais, ou perturbações emocionais, para além de também poderem ter dislexia, terão nestes casos o seu problema intensificado, em consequência dos referidos défices. Continue a ler “Dislexia”

Mutismo selectivo, quando ele não fala

Não falaSegundo o Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais (DSM V), o mutismo selectivo traduz-se na incapacidade persistente do indivíduo para falar em situações sociais específicas, nas quais se espera que o faça (ex. na escola), apesar de conseguir falar noutras situações.

Esta perturbação interfere no percurso educacional, profissional ou ainda na comunicação do indivíduo em contexto social. A duração mínima da perturbação é de um mês (excepto o primeiro mês de escola) e a incapacidade para falar não se deve a um desconhecimento ou desconforto com a língua exigida pela situação social. As características que conduzem ao diagnóstico incluem, não se juntarem com outros indivíduos em interacções sociais e as crianças com mutismo selectivo não iniciam a conversa nem respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. A incapacidade para falar acontece em interacções sociais com crianças ou adultos. As crianças com mutismo selectivo falam quando estão em casa na presença de elementos da família mais próximos, mas com frequência não o fazem diante de amigos ou familiares mais afastados. Continue a ler “Mutismo selectivo, quando ele não fala”

Ansiedade de Separação

Ansiedade separação

Dentro do espectro das perturbações de ansiedade na infância e na adolescência, a perturbação de ansiedade de separação é uma das formas mais expressivas e que pode ter consequências desadaptativas importantes.

Segundo a American Psychological Association (APA) esta perturbação é caracterizada por uma reacção anormal à separação de um ente próximo, separação esta que pode ser real ou imaginária e que interfere significativamente nas actividades diárias e no desenvolvimento do individuo. A criança/adolescente apresenta um medo excessivo da separação das figuras de vinculação, habitualmente os pais ou outros cuidadores que os substituam. Este medo pode começar a manifestar-se por volta dos 8 meses de idade, no entanto, a perturbação de ansiedade de separação tem por norma o seu início entre os 7 e os 12 anos, podendo porém ter um início precoce e manifestar-se antes dos 6 anos. A investigação nesta área aponta para uma prevalência de 3 a 13% em crianças e 1,8 a 2,4% em adolescentes, com maior incidência no sexo feminino (Costello & Angold, 1995). Continue a ler “Ansiedade de Separação”

Relações de amor e de amizade

Relações pessoaisO Homem é um animal relacional e estabelece ao longo da vida vários tipos de relações com os outros, tendo cada um desses tipos de relacionamentos as suas características e critérios particulares. Relações de trabalho, de amizade ou de amor, são exemplos dos vários tipos de relacionamentos que se estabelecem e mantêm (ou não) ao longo da vida.

Diferentes relacionamentos implicam diferentes critérios de escolha. Habitualmente, os critérios para a selecção de um parceiro romântico são mais exigentes do que os critérios para a escolha e criação de relações de amizade. Esse facto parece ser explicado, em parte, pelas funções evolutivas e adaptativas inerentes às relações românticas e que não se encontram presentes nas relações entre amigos. Essas mesmas funções conduzem a um maior cuidado na escolha e maior selectividade, de modo a garantir ou pelo menos procurar salvaguardar, uma genética mais favorável à descendência. Continue a ler “Relações de amor e de amizade”

Memória e formação de impressões

Formação de impressõesFormar uma impressão significa organizar a informação disponível acerca de uma pessoa de modo a podermos integrá-la numa categoria significativa para nós (Vala, J., & Monteiro, M. B, 2001).

Partindo da psicologia cognitiva, a abordagem da formação de impressões que tem como base a memória, tem o objectivo de analisar os processos cognitivos relacionados com aquisição, armazenamento e recuperação de informação. Assim sendo, é através dos esquemas mentais, isto é, estruturas cognitivas formadas por categorias, conceitos e conhecimentos anteriores que são utilizados de forma a darem coerência e sentido à nova informação permitindo categorizar e até avaliar uma pessoa quando num primeiro contacto formamos uma impressão. Continue a ler “Memória e formação de impressões”

Diferentes formas de aprender

AprendizagemDesde que nascemos que aprendemos. Aprendemos a andar, a falar, a comportar-mo-nos. Vamos para a escola e aprendemos, aprendemos… a própria vida é uma aprendizagem constante. Mas como é que aprendemos? E qual será a melhor forma de se aprender?

Ouvem-se muitas vezes os jovens dizerem que lhes basta estarem com atenção na aula para aprenderem. Será mesmo assim? Será esse método eficaz em todas as etapas da escolaridade? E ao longo da vida? Há muitas coisas que temos que aprender e que não nos são ensinadas em sala de aula… Todos nós somos diferentes e temos um funcionamento cognitivo próprio, de modo que, cada um de nós tem a sua percepção sobre o modo como aprende melhor, mas nem sempre. Existem efectivamente muitas formas de aprender e coisas diferentes também se aprendem de formas diferentes.

AprendizagemPodemos aprender pela prática ao executarmos uma determinada tarefa ou aprender por rotina quando repetimos o mesmo comportamento e ele se torna automático, como é o caso de andar de bicicleta ou da condução de um automóvel. Outra forma de aprendermos é por imitação, Vemos fazer, imitamos o modelo e adquirimos uma determinada competência. Este tipo de aprendizagem é muito comum em contexto de família ou de grupo de pares. Podemos também aprender por aproximação sucessiva, ou por tentativa e erro. De cada vez que tentamos executar algo e erramos, voltamos a tentar de forma diferente até conseguirmos atingir o nosso objectivo. Também podemos aprender por associação pois temos tendência a associar mentalmente algo de novo a algo que já conhecemos. Por exemplo, se acabo de conhecer uma pessoa chamada Celeste e tenho uma tia com esse nome poderei associar a pessoa que acabei de conhecer, à minha tia, e assim lembrar-me-ei do seu nome.

AprendizagemAprendemos por memorização, decorando algo como a letra de uma canção ou a tabuada, porque lemos, ouvimos ou repetimos muitas vezes, mas esta forma de aprender não garante a compreensão do conteúdo – cuidado! Outra forma de aprendizagem é a resolução de um problema. Deparando-nos com uma determinada situação, há que resolvê-la. O modo como o fazemos traz-nos um ensinamento. Assim como também se aprende por análise de um texto, de uma equação ou de um acontecimento. Analisando o que lemos ou vemos ou que nos é relatado, retiramos conclusões que nos ensinam alguma coisa. E depois existem os mapas mentais ou esquemas. Ao construirmos um mapa mental, por exemplo do caminho que nos conduz a um determinado lugar, podemos conserva-lo e utiliza-lo da próxima vez que lá tivermos que voltar.

AprendizagemE podemos aprender a aprender! Quando um aluno em dificuldades por ver o seu rendimento escolar a baixar, procura a ajuda de um Psicólogo, este vai ensinar-lhe diferentes métodos de estudo e monitorizar a eficácia de cada um deles. Em conjunto, vão chegar à conclusão de que uns funcionam melhor do que outros ou mesmo de que uns métodos funcionam bem com certas matérias ou disciplinas e outros métodos funcionam melhor com outras. Está a aprender a aprender!

Inteligência emocional

Competências sociaisA inteligência emocional é a capacidade que cada um de nós tem para identificar as suas próprias emoções (raiva, zanga, frustração, alegria, surpresa, tristeza, etc.) e de as conseguir gerir e controlar de modo a  poder pensar de forma clara, conter a impulsividade e tomar as melhores decisões. É ainda a nossa capacidade de reconhecer as emoções dos outros, ou seja, de se conseguir colocar no lugar do outro.

A Inteligência emocional é fundamental para que o indivíduo se possa conhecer a si mesmo e compreender os outros ao mesmo temo que pode fazer de nós seres altruístas, empáticos, com facilidade nos relacionamentos sociais e que evitam o conflito. Reconhecer as nossas próprias emoções, significa identificar o que sentimos e ter a capacidade de o expressar de forma adequada. Por exemplo, se conseguirmos utilizar um sentimento de zanga, em benefício de algo que está a funcionar mal e em consequência da nossa acção, a situação melhorar, isso é ser emocionalmente inteligente. Pelo contrário, se sentirmos raiva e usarmos esse sentimento para agredir ou destruir algo, nada vai melhorar e o problema que despoletou esse sentimento possivelmente vai permanecer ou até mesmo piorar. Continue a ler “Inteligência emocional”

Alunos desmotivados

Desmotivação escolar

Parecem ser cada vez mais frequentes as queixas dos pais em relação à desmotivação dos filhos para o estudo. Deparo-me muitas vezes na minha prática clínica com casos de adolescentes e até algumas crianças mais novas, que revelam grande desinteresse pela escola, ou seja, pelas aulas e pelas matérias.

Palavras como é uma seca, não tenho paciência, não preciso de saber aquilo para nada, etc., são ouvidas amiúde e causam grande preocupação a pais, professores e outros profissionais, como é o caso dos psicólogos. As causas deste desinteresse e falta de empenho de alguns jovens na vida escolar são multifactoriais e algumas delas difíceis de contornar mas os efeitos que esta desmotivação tem nos nossos miúdos é sem dúvida nefasto. Torna-se imperativo ajudar estes jovens, quer através de uma intervenção que promova o aumento da sua motivação e autoeficácia, quer no treino de estratégias de aprendizagem e monitorização das mesmas.

 Em contexto de intervenção/acompanhamento psicológico, após a avaliação psicológica do jovem, torna-se necessária a avaliação da sua disponibilidade para mudar, isto é, do seu envolvimento num plano de mudança. Estará a criança/adolescente disposta a deixar-se ajudar? Estará disposta a mudar algo em si, na sua forma de pensar e de se comportar no sentido de aumentar a sua motivação e melhorar o seu desempenho? Continue a ler “Alunos desmotivados”