A Perturbação Desafiante de Oposição (PDO) enquadra-se nas Perturbações Disruptivas do Controlo dos Impulsos e do Comportamento, e constitui um problema que tem vindo a crescer e a preocupar cada vez mais as famílias, os profissionais de saúde e do ensino, bem como a sociedade em geral.
Esta perturbação caracteriza-se por um padrão persistente de comportamentos conflituosos e desafiantes, humor irritável, atitudes rancorosas e vingativas. A desobediência e hostilidade manifestam-se particularmente perante as figuras de autoridade (e. g. pais, outros cuidadores e professores). Trata-se de uma perturbação psicológica muito comum na criança e no adolescente, que pode perturbar de forma significativa todos os contextos da sua vida.
A perda frequente do controlo, os sentimentos de raiva e ressentimento, as discussões com adultos ou grupo de pares, o culpar os outros pelos seus próprios erros e o incumprimento de regras, são exemplos de atributos presentes nesta perturbação, que podem ter um impacto muito negativo nas diferentes áreas funcionais da criança ou do adolescente (e. g. familiar, educacional, social, …). Por vezes estes comportamentos podem observar-se apenas em casa ou com membros da família, e neste caso a perturbação é considerada de menor gravidade do que se os comportamentos se apresentarem de forma global, ou seja, nos vários contextos de vida da criança. Continue a ler “Perturbação Desafiante de Oposição (PDO)”

A hipocondria, actualmente denominada de Perturbação de Ansiedade de Doença, é uma doença imaginária que causa sofrimento real no indivíduo. Habitualmente desvalorizada, esta perturbação é vulgarmente referida como a mania das doenças. A pessoa que sofre deste problema é muitas vezes ignorada e as suas queixas são banalizadas pelos outros, no entanto o seu sofrimento é uma realidade.
O sofrimento destas pessoas advém do medo e da ansiedade que apresentam pela crença ou suspeição de terem uma doença grave e não da queixa física em si. Quando há de facto uma condição médica diagnosticada, o sofrimento que referem e o medo e ansiedade que apresentam é excessivo e desproporcionado em relação à gravidade dessa mesma condição. Os indivíduos com Perturbação de Ansiedade de Doença ficam facilmente assustados em situações como lerem ou ouvirem uma notícia sobre uma determinada doença ou terem conhecimento de que alguém conhecido está doente.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais (DSM V), o mutismo selectivo traduz-se na incapacidade persistente do indivíduo para falar em situações sociais específicas, nas quais se espera que o faça (ex. na escola), apesar de conseguir falar noutras situações.
Os comportamentos de higiene do sono são elementos do estilo de vida que influenciam de forma positiva ou negativa a qualidade do sono (LeBourgeois et al., 2005), ou seja, são essencialmente comportamentos que podem contribuir em benefício ou em prejuízo do sono.
A esquizofrenia é uma doença cerebral crónica e grave que se caracteriza pela perda de contacto com a realidade. É um quadro complexo que envolve sintomas muito típicos, em que o indivíduo, durante grande parte do tempo e num período mínimo de seis meses, passa a funcionar num nível bastante abaixo ao seu funcionamento anterior.
A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem específica, breve e focada no problema actual do cliente. Explica que o que nos afecta não são os acontecimentos em si mas sim a forma como os interpretamos é que vai influenciar, senão determinar, o modo como nos vamos sentir e comportar.
O Rui tem 15 anos e um problema de obesidade e de adição a jogos electrónicos. Anda em Acompanhamento Psicológico para melhorar a sua adesão à dieta, ao plano de exercício físico e para controlo da sua utilização disfuncional dos meios electrónicos de comunicação em geral e em particular da sua consola de jogos.
A Filomena tem 16 anos e iniciou Avaliação Psicológica por apresentar sintomatologia depressiva. Depois de uma primeira sessão com muitos “silêncios” e alguma dificuldade em estabelecer relação, no início da segunda sessão a Filomena verbaliza: “Quando vinha para cá estava nervosa mas agora nem por isso. Como estamos aqui sozinhas é mais fácil para mim falar. Acho que posso falar à vontade, preciso mesmo de falar com alguém que me consiga compreender…”
Podemos definir dor como uma experiência sensório-emocional desagradável comum a todos os indivíduos, associada a danos reais ou potenciais, sendo a causa mais comum da procura de ajuda médica.