Psicologia da Arte – Desenho

Arte e DesenhoSegundo Vygotsky, “a arte só poderá ser objecto de estudo científico quando for considerada como uma das funções vitais da sociedade em relação permanente com todos os outros campos da vida social e no seu condicionamento histórico completo”.

Assim a aplicação da psicologia dos sentidos dá o seu contributo para o entendimento da arte, mas não apresenta a consistência necessária para o entendimento de uma Psicologia da Arte materialista, por não considerar os sentidos, além de “reacções biológicas, como uma elaboração socialmente construída” ( Vygotsky, 1999). A arte transpõe o mundo dos sentidos com a intenção de ir mais além e alcançar a percepção na sua forma mais criativa. Continue a ler “Psicologia da Arte – Desenho”

Psicologia da Arte – Banda Desenhada

superherois.jpgOs heróis de Banda Desenhada não envelhecem, permanecem iguais a si mesmos ao longo de um interminável número de aventuras (Tinoco, R., 2013). Embora algumas colecções de Banda Desenhada sejam “infindáveis” e já muito antigas é facto que tanto o herói protagonista como os seus personagens não acusam a passagem do tempo.

A força fantástica dos super heróis, os seus poderes sobrenaturais e a sua excelente forma física mantêm-se inalteráveis ao longo de décadas. Ao atingir uma idade um pouco mais avançada, o indivíduo adquire também uma noção de finitude que pode ser de certa forma “mascarada” com recurso aos livros da sua infância/imaginário infantil e à confrontação com heróis que continuam jovens e robustos e que apesar das inúmeras aventuras, lutas e peripécias se mantêm com as suas capacidades e habilidades intactas.

A banda desenhada e os aspectos emocionais, motivacionais, cognitivos e comportamentais do apreciador e do artista

Emoção

Será que podemos dizer que reler Banda Desenhada dos seus heróis de infância, reflecte uma necessidade do indivíduo voltar atrás no tempo, recuperar alguma ingenuidade infantil de forma a reencontrar em si a sensação de que o tempo não passou? Um dos aspectos que interage directamente com a apreciação de uma obra de Banda Desenhada é sem dúvida a emoção, quer seja ela causada pelo texto, pelos desenhos, cor, movimento, ou apenas pelo facto de nos poder remeter a esse mundo já vivido e sem retorno real. Continue a ler “Psicologia da Arte – Banda Desenhada”

Terapia Cognitivo-Comportamental. O que é?

Terapia Cognitiva e ComportamentalA Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem específica, breve e focada no problema actual do cliente. Explica que o que nos afecta não são os acontecimentos em si mas sim a forma como os interpretamos é que vai influenciar, senão determinar, o modo como nos vamos sentir e comportar.

As terapias cognitivo-comportamentais têm por base vários modelos. O modelo de aprendizagem de competências, foca-se no desenvolvimento de reportórios adaptativos e competências específicas de autonomia, comunicação e relação interpessoal, bem como de autocontrolo e autorregulação emocional. O modelo de resolução de problemas ensina métodos para examinar os problemas e encontrar a melhor solução. Pensar alternativas, antecipar consequências, chegar a compromissos, ensaiar soluções, etc. Também o modelo de estruturação cognitiva tem o seu papel relevante na medida em que promove um funcionamento adaptativo, tanto comportamental como emocional, alterando os processos cognitivos disfuncionais. Permite identificar pensamentos, analisar a interligação de variáveis, analisar distorções da realidade e procurar interpretações mais realistas. Continue a ler “Terapia Cognitivo-Comportamental. O que é?”

Comportamentos Positivos

Regras e comportamentos positivosNão é demais recordar que o reforço potencia a ocorrência de um determinado comportamento. Assim, sempre que as nossas crianças apresentam um comportamento adequado e desejado, o reforço imediato torna-se imprescindível para que se possa obter o desejado – que o comportamento ocorra mais vezes, de preferência até se tornar automático.

Parece consensual a importância da definição de regras por parte dos pais e educadores. Para potenciar a eficácia das regras, estas deverão ser claras, estáveis e específicas, de modo a que a criança as possa compreender e cumprir. As regras e instruções para além de claras devem ser curtas e dadas pela positiva. Por exemplo, em vez de um discurso como “És sempre o mesmo desarrumado do costume, nunca arrumas os brinquedos! Estou farta de te avisar que os brinquedos não podem ficar espalhados pela casa, bla, bla ,bla…”, experimente dizer ao seu filho “Por favor arruma os brinquedos. Cá em casa mantemos os quartos arrumados”. Continue a ler “Comportamentos Positivos”

Preciso mesmo…

adição a jogos electrónicosO Rui tem 15 anos e um problema de obesidade e de adição a jogos electrónicos. Anda em Acompanhamento Psicológico para melhorar a sua adesão à dieta, ao plano de exercício físico e para controlo da sua utilização disfuncional dos meios electrónicos de comunicação em geral e em particular da sua consola de jogos.

Questionado sobre os seus comportamentos nessas áreas na semana anterior, o Rui responde: ” Foi mais ou menos… os 2 ou 3 dias depois da consulta faço tudo direitinho como combinamos mas depois vou-me relaxando… preciso mesmo de cá vir todas as semanas para me relembrar das minhas tarefas…”

Psicologia da Arte!

 

Psicologia da Arte

O principal objectivo da Psicologia da Arte consiste na descrição e explicação das experiências psicológicas do indivíduo, assim como dos seus comportamentos, quer na criação como na apreciação da arte sob as mais diversas formas.

A definição de arte tem vindo a ser alterada ao longo do tempo, sendo uma definição aberta na medida em que o seu significado hoje não é igual ao que foi no passado. Podemos dizer que a evolução das competências cognitivas do ser humano levou à produção de várias formas artísticas. A arte, desde a antiguidade, evidencia uma forma de narrativa na medida em que um dos seus objectivos será certamente transmitir uma mensagem. Se inicialmente a arte estava muito orientada para os monumentos, posteriormente foi sendo utilizada para representar as classes sociais mais elevadas, mas com uma certa neutralidade em relação à expressão do criador. Na idade média, a arte revela-se essencialmente através da representação do divino e mais tarde assume uma especial relevância na representação do corpo humano envolvendo já maior rigor nas proporções assim como uma representação do detalhe e do movimento bem como alguma fantasia. Continue a ler “Psicologia da Arte!”

Dor

DorPodemos definir dor como uma experiência sensório-emocional desagradável comum a todos os indivíduos, associada a danos reais ou potenciais, sendo a causa mais comum da procura de ajuda médica.

A dor pode ser mais ou menos aguda, sendo sempre subjectiva mas incomodativa. Sentimos dor quando uma parte do nosso corpo sofre um desequilíbrio funcional. A dor pode ter diferentes origens e níveis de intensidade e duração. Pode ser ligeira, moderada, ou intensa e passageira, intermitente ou crónica. Continue a ler “Dor”

Envelhecimento activo e bem-sucedido

Envelhecimento activo

Com o alargamento da esperança média de vida e o consequente aumento de pessoas idosas, torna-se fundamental rever o seu papel na sociedade, na família e perante si mesmas.

O idoso encontra-se numa época de redescoberta, de recreação da sua própria identidade e de reorganização de objectivos, pelo que é importante que elabore nesta idade, um plano ou projecto de vida. Continue a ler “Envelhecimento activo e bem-sucedido”

PHDA-Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção

PHDA

O meu filho parece que está sempre “ligado à corrente”. Já não sei o que fazer!

Se o seu filho apresenta manifestações comportamentais que afetam o seu normal funcionamento, em diferentes contextos de vida, caracterizadas por atividade excessiva (agitação psicomotora), distração (dificuldade de concentração, focagem e manutenção da atenção) e impulsividade (dificuldade na autorregulação, agir sem refletir), poderá estar perante uma Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Não basta que a criança apresente estes sintomas mas sim que estes se manifestem com uma intensidade e frequência desadaptativas no que diz respeito ao nível de desenvolvimento da criança. Continue a ler “PHDA-Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção”

Demência

Demencia

Segundo a definição da APA (American Psychology Association), a demência caracteriza-se por múltiplos défices cognitivos que incluem a diminuição da memória juntamente com pelo menos umas das seguintes perturbações cognitivas: afasia (dificuldade ou impossibilidade de falar), apraxia (dificuldade ou incapacidade de coordenação motora), agnosia (dificuldade ou perda da capacidade de reconhecer objectos) ou perturbação da capacidade de execução.

Qualquer pessoa pode desenvolver demência, porém, o mais comum é que esta ocorra após os 65 anos. Em pessoas acima dos 85 anos, 1 em cada 4 apresenta sintomatologia demencial. Contudo, esta patologia pode também afectar pessoas entre os 40 e 60 anos.

Continue a ler “Demência”