Em psicologia, uma crise corresponde a um perĂodo de desequilĂbrio psicolĂłgico, resultante da vivĂŞncia de uma situação ou acontecimento que obrigue a um grau de exigĂŞncia para lidar com essa situação, superior Ă quele com o qual o indivĂduo consegue responder e que resulta na diminuição do seu funcionamento adaptativo.
Segundo a investigação nesta área, a evolução das reações de stresse pode estar relacionada tanto com os antecedentes pessoais como com as experiências pós trauma. Assim, pretende-se que mais estudos nesta área sejam levados a cabo, no sentido de se perceber melhor quais os fatores de risco para o desenvolvimento de psicopatologia posterior e quais os fatores protetores, no sentido de se poderem evitar os primeiros e potenciar os segundos.
Em psicologia, uma crise corresponde a um perĂodo de desequilĂbrio psicolĂłgico, resultante da vivĂŞncia de um acontecimento, que obriga a um grau de exigĂŞncia para lidar com ele, superior Ă quele com o qual o indivĂduo consegue responder, resultando na diminuição do seu funcionamento adaptativo.
De há um tempo a esta parte fui recebendo mensagens de pais que me questionavam sobre se seria normal a preocupação excessiva que algumas das suas crianças manifestavam acerca do CoronavĂrus. De facto o assunto tornou-se uma preocupação generalizada e os nĂşmeros de infetados, quer a nĂvel nacional como internacional sĂŁo muito significativos, tendo conduzido a esta situação de pandemia que hoje vivemos.
Algumas crianças mais ansiosas, começaram a preocupar-se com o novo vĂrus logo que se começou a falar dele. Outras, foram aos poucos dando atenção ao assunto e, principalmente apĂłs a adoção de medidas mais extremas como o fecho das escolas e as recomendações de isolamento social, entre outras, foram ficando “contaminadas” de medos e dĂşvidas, para algumas delas muito perturbadoras. Como tal, deixo aqui algumas dicas de como agir com a sua criança neste momento de inquietação tĂŁo novo para todos nĂłs.
NĂŁo deixe de falar com a sua criança sobre este tema, começando por questionar a criança acerca do que ela já sabe ou de como pensa sobre o assunto. Ouça a sua criança com atenção e deste modo irá permitir que a criança se exprima, que fale sobre o que receia mas acima de tudo poderá corrigir alguma informação errada Ă qual a criança tenha tido acesso. Ensine Ă criança como se transmite o vĂrus e como se pode proteger, falando sempre com verdade e adequando a sua linguagem Ă idade da criança e Ă sua capacidade de entendimento. Use um tom de voz tranquilo pois informação e serenidade sĂŁo recomendáveis em momentos como este.
Designam-se por comportamentos auto lesivos todos os comportamentos diretos que causam lesĂŁo fĂsica ligeira a moderada, feita sem intenção suicida consciente, e que acontece na ausĂŞncia de psicose ou incapacidade intelectual organicamente determinada.