
Tiveram lugar pela primeira vez no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, as Jornadas dos Comportamentos Aditivos, que contaram com a participação, como oradores, de profissionais da área da saúde mental, nomeadamente médicos, psiquiatras, psicólogos e enfermeiros, entre outros. O evento foi da máxima importância uma vez que abordou temas muito actuais – álcool, tabaco e internet – focando-se nas várias dimensões de uma problemática com um indiscutível impacto negativo, no indivíduo, nas famílias e na sociedade, que é a adição.
Deixo aqui um resumo dos temas apresentados e debatidos, que embora incompleto devido à quantidade das comunicações e especificidades das mesmas, tem como objectivo despertar a consciência dos meus leitores, no sentido da reflexão e porventura da procura de mais informação sobre o tema. Para isso deixo no final algumas referências, de publicações que serviram de base para a informação abaixo descrita e/ou complementar à informação apresentada. Continue a ler “1ªs Jornadas de Comportamentos Aditivos: Alcool, Tabaco e Internet”
A entrevista motivacional é considerada por si só, não apenas como uma trivial entrevista de recolha de informação mas principalmente como um modelo de intervenção terapêutica. Baseada em constructos da psicologia social experimental como, por exemplo, a atribuição causal, a dissonância cognitiva e a auto-eficácia, esta entrevista tem características muito específicas e uma eficácia cientificamente comprovada.
Uma das principais intervenções para a gestão de comportamentos disruptivos em crianças é fornecer aos pais estratégias de gestão de comportamentos. As técnicas de treino parental foram cuidadosamente documentadas e têm suporte empírico significativo na literatura como uma intervenção para problemas de comportamento em crianças.
Mudar um comportamento pode não ser tarefa fácil. Muitas vezes, mudar um comportamento implica alterar hábitos de longa duração, ou seja, acções já há muito tempo mantidas e que podem efectivamente, estar já automatizadas no nosso dia-a-dia.
Segundo a Direcção Geral de Saúde (2016), as doenças com maior impacto na população portuguesa são: o cancro (18,5%), as doenças cardiovasculares (15,4%), os problemas de saúde mental e comportamental (8,9%), as doenças respiratórias (4,1%) e a diabetes (3,6%).
Em psicologia clínica pediátrica, o papel dos pais ou de outros cuidadores que os substituam, assume uma importância extrema em termos do sucesso da intervenção.
A perda frequente do controlo, os sentimentos de raiva e ressentimento, as discussões com adultos ou grupo de pares, o culpar os outros pelos seus próprios erros e o incumprimento de regras, são exemplos de atributos presentes nesta perturbação, que podem ter um impacto muito negativo nas diferentes áreas funcionais da criança ou do adolescente (e. g. familiar, educacional, social, …). Por vezes estes comportamentos podem observar-se apenas em casa ou com membros da família, e neste caso a perturbação é considerada de menor gravidade do que se os comportamentos se apresentarem de forma global, ou seja, nos vários contextos de vida da criança.
A presença dos meios electrónicos de comunicação na vida das nossas crianças é hoje em dia uma inevitabilidade. A televisão, o tablet, o computador e o telemóvel, são presenças assíduas na vida dos nossos filhos desde cedo. Estes dispositivos são frequentemente diabolizados, mas podem ter uma utilização útil e favorável se disponibilizados de forma equilibrada, como tudo na vida. Tornar-mo-nos reféns deles ou pior ainda, tornar as crianças dependentes desses meios é que me parece perigoso e desadequado e com efeitos prejudiciais, quer a curto, quer a longo prazo.
A Fernanda tem 49 anos, é tradutora, casada e tem uma filha de 11 anos com uma Perturbação de Oposição e Desafio, diagnosticada há cerca de 5 anos. A Fernanda revelou desde sempre grande dificuldade em lidar com os comportamentos da filha. Actualmente procurou ajuda psicológica, entre outros motivos, por sentir que já não consegue suportar mais a sua vivência com a filha e por temer os desafios da adolescência, que se vai aproximando. A pedido da criança, a Fernanda está prestes a tomar a decisão de a deixar ir viver com os avós maternos, a 200 km da residência da família. Estes estão dispostos a tomar conta da neta no sentido de ajudarem a filha e por temerem o seu desequilíbrio emocional.